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Direcção, organização e redacção
Álvaro Lobato de Faria e Zeferino Silva

Saturday, September 29, 2007

"As Formas do Existir" - Retrospectiva de Nelson Dias


MAC – MOVIMENTO ARTE CONTEMPORÂNEA,
tem a honra de convidar
V. Exa. para a inauguração da exposição retrospectiva de
NELSON DIAS
“AS FORMAS DE EXISTIR”
a realizar no dia 16 de Outubro de 2007 (terça-feira) pelas 19 horas
na Av. Álvares Cabral 58-60 em Lisboa

Esta exposição ficara patente ao público até
Segunda a Sexta, das 13 às 20 horas. Sábados das 15 às 19 horas.
Fora deste horário, domingos e feriados
por marcação







Falar da pintura de Nelson Dias é tarefa difícil e apaixonante.
Pintor de formação sériamente académica, e digo seriamente, porque não é fácil assumi-lo em dias que correm, em épocas em que o fazer não evoca de todo o conhecimento, a capacidade e talento de quem o faz.
Na sua multifacetada capacidade como artista e pedagogo, Nelson Dias conquistou sem esforço, nem disfarce, a apreciação de fruidores e alunos.
A imensa e global tendência de interesses fez deste Artista um dos maiores criativos portugueses do sec. XX.
Como tal, e numa ”aventura” marcadamente portuguesa, foi desde sempre contestado, pelos “menores”, nos seus efémeros pedestais …
Uma série de jogos em cadeia, como os que diariamente se repetem ao nível das pseudo-culturas deste país, submergindo tudo e todos aqueles que se revelam e são, de facto, provadamente superiores, rodeou este homem, que deveria ter sido louvado em vida por todos os que com ele conviveram.

Alguns críticos souberam abordar sabiamente a sua obra, como distinta e soberana.
Falamos de Margarida Botelho, Emídio Rosa Oliveira, Isabel Carlos, Porfírio Alves Pires.
Falamos ainda de toda a critica ligada à nova banda desenhada de que Nelson Dias foi pioneiro em Portugal, com “Wânya-Escala Orongo”, cuja 2ªedição virá agora a público.
Nelson Dias deixou com o seu prematuro desaparecimento uma obra digna de ser reapreciada por quem de direito, por críticos e historiadores deste tempo, categorizados, e à sua altura e capacidade.

É, por tudo isto, que o MAC-Movimento Arte Contemporânea tem o orgulho maior em apresentar esta retrospectiva “As Formas do Existir” de parte da obra de Nelson Dias que merece de todos nós, de todas as áreas de actividade, o maior respeito e esperamos, com toda a determinação e orgulho, ter levantado a ponta do véu que cobre esta obra de tanta ingratidão e silêncio.

Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do
MAC
Movimento Arte Contemporânea
www.alvarolobatodefaria.blogspot.com


“A pintura de Nelson Dias vem de longe, pelos caminhos de uma grande capacidade de representação, e um domínio técnico da sugestão”
“É uma pintura de síntese, síntese emotiva.
É daquela pintura perante a qual faltam as palavras e crescem as emoções”

Porfírio Alves Pires
in Diário de Lisboa - 1989


. “Em Nelson Dias existe uma força em ebulição, para além da simples habilidade de contornos e cores, é como se nos encontrássemos perante criações de um ser subconsciente, infinitamente mais receptivo que o cérebro, que uma golfada de calor e luz, de vida, de pulso.”
“Com sentido de beleza e, decerto, com o isolamento desesperado do homem actual, o pintor confere ás suas obras direcções de movimento e válvulas de contacto para as situações de anti convenção.”
“O trabalho de Nelson Dias é uma pura obra de sonho, um espaço universal interior. Podemos ver o seu mundo à nossa volta. As fórmulas de encantamento estão lá dentro a voar num espaço obscuro.”

Margarida Botelho
in “80 Artistas em Portugal”
1991


“Há uma evidente força anamorfótica que atravessa a pintura de Nelson Dias.
Já não é a regularidade do orgânico mas as distorções e a projecção das formas para fora de si mesmas que de modo turbilhonar se destacam do plano e se desentranham animadas por uma espécie de “proteinomorfismo” interno.

As formas mesmo disformes continuam a ser o lugar primitivo do sensível e a representar a sensibilidade da matéria, ou até mesmo o desregramento do sensível.
A matéria acabou por se deixar plasmar indo até aos limites de uma forma que já não é reconhecida, mas da qual ainda avultam vestígios de uma inscrição corporal movida pela animalidade.”

Emídio Rosa Oliveira
in “Revista Artes Plásticas” - 1991


“A pintura de Nelson Dias escapa ao trabalho epigonal, sendo antes a eleição de um processo (ou de uma forma de figuração). As “coisas” pintadas – torsos, troncos, carne? – obrigam a esta constante interrogação e instauram um jogo de “estranheza”, que mostram que aquela pintura foi profundamente “interiorizada” e que não tem decifração”

Isabel Carlos in “Expresso


*** as obras assinaladas pertencem já a colecções particulares


From: galeriamac [mailto:galeriamac@sapo.pt] Sent: domingo, 30 de Setembro de 2007 13:00To: Margarida RuasSubject: FW: {Disarmed} A enviar correio electrónico: M.A.C. - Movimento Arte Contemporânea As Formas do Existir - Retrospectiva de Nelson Dias


Boa Amiga Drª Margarida Ruas

Junto envio matéria da próxima exposição do MAC que poderá ser histórica nas artes plásticas contemporâneas portuguesas. Trata-se da retrospectiva da obra de NELSON DIAS grande pintor português tão injustamente apreciado na altura , que faleceu em 1993 e que espero lhe seja feita a devida homenagem agora.

Com os meus melhores cumprimentos.

Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do MAC
______________________________________
Álvaro Lobato de Faria
MAC - Movimento Arte Contemporânea
Rua do Sol ao Rato nº 9C 1250-260 Lisboa
Av. Álvares Cabral nº 58/60 1250 Lisboa
962670532 - 213850789

galeriamac@mail.telepac.pt
www.movartecontemporanea.blogspot.com
www.alvarolobatodefaria.blogspot.com
-----Mensagem original-----De: Margarida Ruas
Enviada: quarta-feira, 3 de Outubro de 2007 16:35
Para: galeriamacAssunto: RE: {Disarmed} A enviar correio electrónico: M.A.C. - Movimento Arte Contemporânea

As Formas do Existir - Retrospectiva de Nelson Dias

Meu Caro Amigo muitos parabéns.
Só assim se cumpre o futuro.
Um abraço

Margarida Ruas
Directora do Museu da Água

Rua do Alviela, 12
1170-012 Lisboa
Tel. + 351 218 100 260
Fax:+ 351 218 100 202

www.museudaagua.epal.pt

From: galeriamac [mailto:galeriamac@sapo.pt] Sent: domingo, 30 de Setembro de 2007 13:00To: Margarida RuasSubject: FW: {Disarmed} A enviar correio electrónico: M.A.C. - Movimento Arte Contemporânea As Formas do Existir - Retrospectiva de Nelson Dias

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Boa Amiga Drª Margarida Ruas

Junto envio matéria da próxima exposição do MAC que poderá ser histórica nas artes plásticas contemporâneas portuguesas. Trata-se da retrospectiva da obra de NELSON DIAS grande pintor português tão injustamente apreciado na altura , que faleceu em 1993 e que espero lhe seja feita a devida homenagem agora.

Com os meus melhores cumprimentos.

Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do MAC
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Álvaro Lobato de Faria
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Tuesday, September 11, 2007

Comentários à exposição retrospectiva de Nelson Dias

_From: galeriamac [mailto:galeriamac@sapo.pt]
Sent: domingo, 30 de Setembro de 2007 13:00
To: Margarida Ruas
Subject: FW: {Disarmed} A enviar correio electrónico: M.A.C. - Movimento Arte Contemporânea
As Formas do Existir - Retrospectiva de Nelson Dias
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Boa Amiga Drª Margarida Ruas

Junto envio matéria da próxima exposição do MAC que poderá ser histórica nas artes plásticas contemporâneas portuguesas. Trata-se da retrospectiva da obra de NELSON DIAS grande pintor português tão injustamente apreciado na altura , que faleceu em 1993 e que espero lhe seja feita a devida homenagem agora.

Com os meus melhores cumprimentos.

Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do MAC
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Álvaro Lobato de Faria
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Mensagem original-----
De: Margarida Ruas
Enviada: quarta-feira, 3 de Outubro de 2007 16:35
Para: galeriamac
Assunto: RE: {Disarmed} A enviar correio electrónico: M.A.C. - Movimento Arte Contemporânea
As Formas do Existir - Retrospectiva de Nelson Dias

Meu Caro Amigo muitos parabéns. Só assim se cumpre o futuro.
Um abraço

Margarida Ruas
Directora do Museu da Água

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Retrospectiva de Nelson Dias"
1 Comentário -


Ruela disse...
Excelentes trabalhos...uma merecida retrospectiva.Parabéns e muitos visitantes.
September 9, 2007 10:57 AM
Mostrar mensagem original

10:57 AM
resposta:
agradeço de novo a sua simpatia e fico muito contente por reconhecer o mérito de um grande artista que foi Nelson Dias.Há um lugar para este pintor na nossa História da Arte,e será uma enorme injustiça se essa homenagem lhe não seja prestada.Foi um dos grandes pintores portugueses do sec.xx

Mais uma vez,um abraço e espero tê-lo na inauguração.

Álvaro Lobato de Faria
10 de Setembro de 2007 18



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Queridos amigos

Estou tao contente por receber notícas vossas!
Ver-vos tão activos, obrigada pelas fotos fiquei com vontade de conhecer a obra de Nelson Dias...
Parabéns também pelo e-mail está muito efectivo nas informaçoes.
Tenho tido um ano de altos e baixos pois o impacto do desaparecimento fisico do meu amor e companheiro Alberto Cédron ainda reverbera no meu ser...
Já comecei os primeiros movimentos para o livro e exposiçao internacional do Alberto Cédron. Tudo tomará corpo, a partir de Março, pois dentro de um mês irei ao Brasil juntar a força para este complexo trabalho que se acerca.
Há obras importantes que passaram pelMAC-Movimento Arte Contemporânea que seria muito lindo ter no livro...
Obrigada por tudo que fizeram por nós, beijinhos,
Néia pintura de Alberto Cédron

Sunday, September 9, 2007

Reabertura na nova época

O MAC -Movimento Arte Contemporânea reabre na nova época com a colectiva do 13º Aniversário 2007 nos seus dois espaços:
Rua do Sol ao Rato 9C - Lisboa
Av. Álvares Cabral -58-60 - Lisboa
tel/fax 213850789-213867215-tm 96 267 05 32

Retrospectiva de Nelson Dias




"O Corpo e o Grito"

óleo s/tela "

120.120

1986


O MAC-Movimento Arte Contemporânea vai promover uma primeira exposição retrospectiva de Nelson Dias, depois do seu desaparecimento em 1993.
A exposição “As Formas do Existir” será inaugurada a 16 de Outubro de 2007, pelas 19h e estará patente ao público até 16 de Novembro de 2007,
no espaço MAC da Av. Álvares Cabral - 58/60-Lisboa.
Nesta exposição estarão patentes obras, nas áreas de desenho e pintura, das várias fases do artista, datadas de 1967 a 1992.

S/ título//grafite s/papel //56.76


s/título//grafite s/papel //56.76


Falar da pintura de Nelson Dias é tarefa difícil e apaixonante.
Pintor de formação sériamente académica, e digo seriamente, porque não é fácil assumi-lo em dias que correm, em épocas em que o fazer não evoca de todo o conhecimento, a capacidade e talento de quem o faz.
Na sua multifacetada capacidade como artista e pedagogo, Nelson Dias conquistou sem esforço, nem disfarce, a apreciação de fruidores e alunos.
A imensa e global tendência de interesses fez deste Artista um dos maiores criativos portugueses do sec. XX.
Como tal, e numa ”aventura” marcadamente portuguesa, foi desde sempre contestado, pelos “menores”, nos seus efémeros pedestais …
Uma série de jogos em cadeia, como os que diariamente se repetem ao nível das pseudo-culturas deste país, submergindo tudo e todos aqueles que se revelam e são, de facto, provadamente superiores, rodeou este homem, que deveria ter sido louvado em vida por todos os que com ele conviveram.

Alguns críticos souberam abordar sabiamente a sua obra, como distinta e soberana.
Falamos de Margarida Botelho, Emídio Rosa Oliveira, Isabel Carlos, Porfírio Alves Pires.
Falamos ainda de toda a critica ligada à nova banda desenhada de que Nelson Dias foi pioneiro em Portugal, com “Wânya-Escala Orongo”, cuja 2ªedição virá agora a público.
Nelson Dias deixou com o seu prematuro desaparecimento uma obra digna de ser reapreciada por quem de direito, por críticos e historiadores deste tempo, categorizados, e à sua altura e capacidade.

É, por tudo isto, que o MAC-Movimento Arte Contemporânea tem o orgulho maior eapresentar esta retrospectiva “As Formas do Existir” de parte da obra de Nelson Dias que merece de todos nós, de todas as áreas de actividade, o maior respeito e esperamos, com toda a determinação e orgulho, ter levantado a ponta do véu que cobre esta obra de tanta ingratidão e silêncio.

Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do MAC
Movimento Arte Contemporânea
http://www.alvarolobatodefaria.blogspot.com/

Thursday, August 16, 2007

1º Exposição de Artistas Plásticos Contemporâneos







" Dr Luís Simões Gomes e Dr.Luis Duarte Simões Gomes




"As artes plásticas são, desde sempre,uma parte nobre do Homem na sua riqueza e também na sua multiplicidade.
Fazem parte da cultura que todos nós apreciamos.
Concedem-nos uma dimensão que se prolonga no tempo."

- palavras da sessão de abertura na inauguração da 1ª Exposição de Artitas Plásticos Contemporâneos que ocorreu de 4 a 8 de Março de 2002 no salão nobre do IPL, numa colaboração entre aquele instituto e o MAC-Movimento Arte Contemporânea.

Monday, July 30, 2007

EM ABONO DA VERDADE...






O MAC - Movimento Arte Contemporânea, Sociedade Comercial, dedica-se à Administração e Gestão de espaços destinados ao exercício de artes plásticas e afins, Consultoria (exceptuando a jurídica ou qualquer outra que dependa de autorizações especiais) bem como à Exploração de Acontecimentos Culturais naquele mesmo âmbito.

No exercício da sua actividade, o M.A.C. promove a realização de eventos culturais, designadamente,
exposições de pintura e escultura.

Em meados do mês de Abril de 2004, o Director Coordenador do M.A.C., foi contactado para participar na realização de uma Exposição de Pintura e Escultura Contemporâneas, no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo (C.C.C.A.H.) - ILHA TERCEIRA -AÇORES .

Essa Exposição realizou-se no C.C.C.A.H. entre o dia 17 de Setembro e o dia 29 de Outubro de 2004.

No referido evento foi apresentada uma Exposição Colectiva com obras de Alberto Cedrón, Alfred Opitz, António Carmo, Artur Bual, Carmo Pólvora, Cruzeiro Seixas, Figueiredo Sobral, Graciete Rosa Rosa, Hilário Teixeira Lopes, José Vicente, Juan Sánchez Lopez, Luisa Nogueira, Lurdes Leite, Manuela Pinheiro, Marília Viegas, Nuno Castelo Branco, Onik e Exposição Individual de pintura de Ricardo Paula e medalhística do Escultor Professor João Duarte.

A exposição decorreu de modo exemplar, não tendo sido registadas quaisquer situações de dano no que respeita à integridade das obras apresentadas, não obstante o facto de não ter tido muito afluência de visitantes.

Terminada a exposição, procedeu-se ao embalamento das obras de medalhística do Escultor Professor João Duarte e ao empacotamento de todas as obras apresentadas na Exposição Colectiva e na Exposição Individual de Ricardo Paula.

Regressados a Lisboa, na Sede da M.A.C., verificou-se que faltava o quadro do pintor CRUZEIRO SEIXAS, que contém as seguintes características: desenho sobre papel, dimensões de 30x20 cm, ano de 1952, cujo valor é de 8000 Euros, sem IVA incluído, constando da listagem de peças presentes na exposição.

Até à presente data, o quadro do pintor CRUZEIRO SEIXAS não foi encontrado, não obstante a realização de diligências destinadas ao apuramento das razões do desaparecimento da obra em causa.

O M.A.C. teve de proceder ao pagamento correspondente ao valor de mercado da obra em causa, ao seu respectivo proprietário, como se de uma indemnização se tratasse, uma vez que o quadro desaparecido tinha sido emprestado ao M.A.C. para valorizar a exposição em causa.

O M.A.C. encontra-se prejudicado pelas consequências derivadas do desaparecimento da obra em causa, designadamente no pagamento da quantia referida bem como na sua imagem de credibilidade, além de privado da referida obra.
______________________________
in "A UNIÃO" Angra do Heroísmo - Terceira - Açores

Quinta-Feira
Dia 02 de Agosto de 2007
reportagem de Humberta Augusto
fotos de Isabel Costa

Quadro desaparecido - Sociedade artística lesada com Centro Cultural de Angra

O Movimento Arte Contemporânea (MAC) afirma-se lesado com o Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo.O caso reporta-se a 2004, com o desaparecimento de quadro no valor de 8 mil euros que o MAC teve de reembolsar ao proprietário da obra.
Acima de tudo, o director do MAC - Movimento Arte Contemporânea de Lisboa, Álvaro Lobato de Faria, diz ter ficado com “uma mágoa muito grande” com a gestão do Centro Cultural e de Congressos de Agra do Heroísmo (CCAH).O caso remonta a 2004 quando após uma exposição de pintura e escultura contemporâneas, há o desaparecimento de um quadro cujas investigações da Polícia Judiciária local, já concluídas, revelaram-se infrutíferas.Contactado pel´ “a União”, o responsável ficou incrédulo com a conclusão, há cerca de dois meses, do trabalho policial: “qual não foi o meu espanto quando soube que o processo foi arquivado”.Álvaro Lobato de Faria é peremptório ao afirmar que “o M.A.C. encontra-se prejudicado pelas consequências derivadas do desaparecimento da obra em causa”, não só porque teve de proceder do valor da obra ao seu proprietário, um coleccionador privado, “bem como na sua imagem de credibilidade”.Estas são algumas das considerações que o responsável pela sociedade comercial de arte quis tecer publicamente, após a conclusão da investigação, através de vários blogs que faz questão em publicitar: http://www.movartecontemporanea.blogspot.com/
Pintura em falta
Em meados do mês de Abril de 2004, explica em pormenor, o director Coordenador do M.A.C., foi contactado para participar na realização de uma exposição de pintura e escultura contemporâneas, no CCAH.A exposição colectiva realizou-se no C.C.C.A.H. entre o dia 17 de Setembro e o dia 29 de Outubro de 2004 tendo sido apresentada obras de Alberto Cedrón, Alfred Opitz, António Carmo, Artur Bual, Carmo Pólvora, Cruzeiro Seixas, Figueiredo Sobral, Graciete Rosa Rosa, Hilário Teixeira Lopes, José Vicente, Juan Sánchez Lopez, Luisa Nogueira, Lurdes Leite, Manuela Pinheiro, Marília Viegas, Nuno Castelo Branco, Onik e Exposição Individual de pintura de Ricardo Paula e medalhística do Escultor Professor João Duarte.“A exposição decorreu de modo exemplar, não tendo sido registadas quaisquer situações de dano no que respeita à integridade das obras apresentadas, não obstante o facto de não ter tido muito afluência de visitantes”, descreve, acrescentando que “terminada a exposição, procedeu-se ao embalamento das obras de medalhística do Escultor Professor João Duarte e ao empacotamento de todas as obras apresentadas na Exposição Colectiva e na Exposição Individual de Ricardo Paula”.“Regressados a Lisboa, na Sede da M.A.C., verificou-se que faltava o quadro do pintor Cruzeiro Seixas, que contém as seguintes características: desenho sobre papel, dimensões de 30x20 cm, ano de 1952, cujo valor é de 8000 Euros, sem IVA incluído, constando da listagem de peças presentes na exposição”.MAC indemnizouproprietárioAté à presente data, aponta, o referido quadro não foi encontrado “não obstante a realização de diligências destinadas ao apuramento das razões do desaparecimento da obra em causa”.“O M.A.C. teve de proceder ao pagamento correspondente ao valor de mercado da obra em causa, ao seu respectivo proprietário, como se de uma indemnização se tratasse, uma vez que o quadro desaparecido tinha sido emprestado ao M.A.C. para valorizar a exposição em causa”.Volvidos três anos sobre o caso, o responsável é claro: “nunca fui tão mal tratado como na ilha Terceira”.“Nunca me tinha acontecido uma situação destas”.Perante este incidente, o director do MAC desaconselha o CCAH: “não voltarei a expor no CCAH enquanto estiver à frente do centro as mesmas pessoas que estiveram na altura”.Contactada pelo nosso jornal, a vereadora da Cultura, Luísa Brasil refere lamentar o “episódio infeliz”: “nós fizemos todos os esforços para resolver essa situação” e acresce compreender que o MAC não queira expor no CCAH dadas as circunstâncias.A responsável apontou ainda que o CCAH goza de boa reputação junto da comunidade artística: “nós temos cartas de boa recomendação de muitos outros artistas”.
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