
Saturday, October 25, 2008
Homenagem a Figueiredo Sobral

Tuesday, October 7, 2008
MAC || Colégio Militar // parceria
patente até 15 de Novembro de 2008
das 14h às 19h_Pavilhão do Auditório do Colégio Militar
Fotos da Inauguração
Álvaro Lobato de Faria no discurso de abertura

A Pintora Ana Tristany com Ana Paula Passos e General Raúl Jorge Passos, Director do Colégio MilitarO MAC
Red wood
"janela de inverno"III
______________
Dentro das diversas categorias passíveis de situar a pintura de Ana Tristany, poderíamos falar de expressionismo abstracto, pintura matérica, gestualismo, action painting ou dripping, entre tantas outras correntes que alcançaram o seu carácter específico quer pelas técnicas quer pelas soluções espaciais que apresentaram dentro do denominador comum que é a Arte Informal.
Ao restringir o seu trabalho a uma destas noções corre-se o risco de uma qualificação imprópria, insuficiente ou de mau uso dos conceitos, podendo essa relação entre o conceito e a obra atingir um grau elevado de contradições.
Não me centro na técnica, centro-me na pintora. Quer se trate de arte abstracta ou de arte não figurativa, o trabalho de Ana Tristany está para além do âmbito das discussões em torno da abstração, situando-se numa categoria muito mais vasta que é a de “obra aberta”, postulada por Humberto Eco em 1962, altura em que na Europa se assitia à proliferação de objectos de arte cujas formas indeterminadas convidavam o fruidor a participar activamente na sua construção e concretização.
Diante do trabalho de Tristany estamos perante um conjunto de pinturas em que as expressões, as manchas ou os signos aos quais a artista não atribuiu intenção, são passíveis de adquirir múltiplas e novas possibilidades de leitura, desafiando o observador a dotá-las de significado, tornando-se este processo numa ferramenta fundamental para a “conclusão” das composições.
O seu trabalho torna-se assim, uma forma de investigação que realiza em parceria com quem observa, uma elaboração mental entre produtor e fruidor que não se sabe até onde vai nem de onde parte.
à rapidez de execução postulada pelos informalistas como valor primordial, Tristany opõe uma pintura de duração que, ao invés da obsessão subjectivista daqueles, procura uma objectivação do processo – dripping – longe de se entregar meramente à repetição de gestos, rasgos e manchas desconexos, mas antes procurando dotá-los de continuidade orgânica, convertendo aparências informais em formas globais e enriquecidas estruturalmente.
O termo dripping, de uma forma geral, reflecte um conjunto de manifestações diversas, muitas vezes anárquicas, caracterizadas tanto pela liberdade na escolha de materias e suportes como pela liberdade na criação de obras sem que nelas intrevenha qualquer organização voluntária, ordem ou esquema pré-estabelecidos, daí resultando um denso emaranhado linear e pontilhista, por vezes caótico, prevalecendo a matéria disposta mais ou menos ao acaso.
No entanto, em contacto com a obra de Ana Tristany percebemos desde o início que trabalha em plena posse dos recursos técnicos e plásticos e, sobretudo, que os une à sua enorme intensidade intimista e tremendamente poética.
Mais do que um conjunto de relações entre diferentes cores, a sua pintura é um veículo para expressar emoções, uma mescla entre cor e matéria onde podemos sentir o movimento do braço e do pulso, numa energia gestual espontânea onde a tinta é jogada, espirrando, gotejando e manchando as superfícies, habitando-as de efeitos visuais potenciadores de significados.
Distanciando-se do gestualismo de carácter visceral, destaca a “abolição” da forma bidimensional na composição, substituindo-a por zonas de matéria pictórica muito elaboradas que chegam a criar verdadeiros relevos, numa busca incessante pela matéria que, no fundo, está na base da sua formação enquanto escultora.
Transversal ao seu percurso, a ideia de que o ensino artístico perturba a carreira de um artista plástico não cabe na definição do trabalho que Ana Tristany tem desenvolvido ao longo dos anos com os seus alunos, nomeadamente no Colégio Militar.
Dinamizadora de inúmeros projectos pedagógicos de vertente artística, o desenvolvimento do trabalho plástico em contacto directo com os seus alunos, privilegiando a pintura e a escultura enquanto caminhos para a indagação e experimentação, tem-lhe possibilitado abrir caminhos de inovação pedagógica promissores.
A sua curiosidade e rigor intelectual, bem como a preocupação em fundamentar a acção pedagógica devidamente articulada com as estruturas directivas do Colégio Militar, têm sido os estímulos que a levam a percorrer estes territórios de pesquisa e reflexão plástica enquanto complemento das capacidades intelectuais e físicas dos alunos, contribuindo decisivamente para o despertar de sentidos que, por vezes, são alheios aos educadores.
O trabalho desenvolvido por Tristany é um trabalho de acção, quer na vertente artística quer na vertente pedagógica, que se traduz não num simples jogo de extravagância formal e cromática, mas enquanto ferramenta de ensino que sistematicamente utiliza de forma planeada e ampla, numa espontaneidade que busca a expressão directa da imaginação.
Álvaro Lobato de Faria
Tereza Trigalhos // António Inverno
"Alegria"
Pintora com vocação, Tereza Trigalhos, tem a consciência do rigor, da técnica e da matéria no contexto da pintura, onde a figura do ser humano, é a essência da sua mensagem.
Basta o mais ligeiro olhar sobre as suas obras, para detectar as fontes do seu ideal estético.
Os seus rostos, por vezes encobertos e indefinidos no acabamento, ou acentuados com traços fortes e marcantes, situam-se no limiar, na tangência do intraduzível real e conduzem-nos de imediato ao mundo próprio da artista, que é o de expressar o lado telúrico do homem e da mulher.
Não há a procura de um abstraccionismo gratuito ou de qualquer subjectividade rebuscada, mas sim a tentativa de definir plasticamente as personalidades mutáveis do inconsciente colectivo.
Numa primeira fase, o observador, pode ver reflectida nalgumas expressões, uma certa angústia, em perfeita simbiose com algo do quotidiano da nossa época.
Tereza Trigalhos traduz com pujança incomum, a nitida visão pessoal, o definível nas transmutações diárias, daí encontrarmos uma certa coerência nas suas personagens subtilmente diferenciadas através de cores incisivas e dinâmica de traços.
Nalguns momentos apercebemo-nos que a artista se contesta e, o uso das tonalidades utilizadas nas suas telas marcam essa deflagração íntima.
Tereza Trigalhos endossa linhas bastante viris, nada eufemistas, visíveis, sobretudo, na maneira vigorosa de sublinhar o desenho, onde se nota, uma vontade e um querer impositivo.
A artista necessita pois, de uma grande amplitude para produzir, uma notória ânsia de liberdade que marca a sua excelente pintura: luz, ar, espaço, são fundamentais.
Uma arte que se impõe pela franqueza e pela vontade interior, conseguindo um conjunto estético, cultural e histórico impressionante, pela qualidade, oportunidade e volume.
Através do seu trabalho Tereza Trigalhos é capaz de expressar as inquietudes, a criatividade nos universos líricos, trágicos ou dramáticos que constrói.
Nas suas telas retomadas com segurança e contemporaneidade, faz séries de oferendas visuais inquietantes.
Imagens de forte impacto visual, formas recorrentes, a alimentar um desejo de comunicações construtivas/destrutivas, que, parecendo figurativas, mas ultrapassando com mestria essa fronteira, transportam em si a enorme força que só é possível quando o que está em causa é a pintura na verdadeira acepção da palavra e á qual Tereza Trigalhos tão sabiamente se dedica.
Álvaro Lobato de Faria
Director Coodenador do MAC
____________________
a ver:
5ªfeira,20 de Novembro de 2008
Entrevista com
António Inverno
Cartaz das Artes TVI
___________
O MAC

"Composição I"
"Sala dos Poetas"
A mostra estará patente patente ao público até 28 de Novembro de 2008,
de segunda a sexta das 13h às 20h,
sábado das 15h às 19h,
domingo,por marcação Tm 96 267 05 32
____________
texto de apresentação
António Inverno pintor, é um construtor de imagens.
Um reinventor que utiliza sabiamente, os ingredientes como aqueles que habitualmente (re)conhecemos nos registos pictóricos mais variados.
Um construtor de imagens que utiliza e conjuga na sua mesa de trabalho as emoções e as mais variadas relações perceptivas e sensoriais, não se limitando à simples colagem de géneros, antes digerindo e conjugando plasmas visuais, aptos para estabelecer uma outra via do entendimento, do seu entendimento, construindo em constelação galáctica um universo muito próprio.
E aqui é preciso referir que falamos de um factor cognitivo, ao nível do entendimento das coisas. É também uma alusão aos fragmentos da memória que a um tempo visitamos.
Escrever sobre este Homem é reinventar também a felicidade de poder discernir as dimensões estéticas e poéticas que um artista pode atingir, resolvendo dentro de si próprio, e por si, contradições que lhe serão alheias.
Quando em 1993 o conheci, estava já consolidado entre o meio artístico nacional e internacional como o grande serigrafo português. De facto, o meio artístico era presença assídua do seu atelier, pólo dinamizador da vida cultural lisboeta.
Do Bairro Alto, do Chiado, da Bica, e de tantos outros cantos da cidade acorriam à oficina da Rua da Emenda novos e consagrados, unidos num ambiente de partilha que o António Inverno sempre soube alimentar, onde o trabalho se transformava em tertúlia, em lição, para aqueles que saídos da Escola de Belas-Artes ali vinham à procura do conselho do Mestre.
Nas lições que deu, António Inverno cresceu como Homem, cresceu como serigrafo, marcando gerações de tendências várias, divulgando e difundindo o trabalho de dezenas de artistas que hoje marcam o panorama das Artes Plásticas Portuguesas.
E cresceu como pintor.
Dessas memórias soube retirar o essencial para desenvolver um trabalho de indagação constante. Indagação plástica, cromática e formal, mas indagação humana também, a marca que mais o distingue de tantos outros artistas que embrenhados no seu mundo não assistem ao mundo que os rodeia.
António Inverno é um “espectador” atento. E suga de tudo quanto o envolve a energia criativa para construir uma expressão plástica autónoma num percurso feito pelas memórias que o ligam às raízes desse Alentejo de menino, da festa dos touros e das vacadas, da festa brava que vem também encontrar em Lisboa e tantas vezes eternizou, pelas memórias que o ligam à velha António Arroio onde aprendeu a ser o melhor, pelas memórias de gerações inteiras que viu crescer, que viu consagrar e viu tranformarem-se nos grandes artistas portugueses do século XX.
Atento. E singular no companheirismo e generosidade para com aqueles que procuraram o seu talento, António Inverno é, no fundo, um contador das “estórias” da arte portuguesa, o mestre dos grandes.
Passados que serão os passos da vida, ficará sempre a marca deste Homem em todos e em cada um de nós.
Álvaro Lobato de Faria
Friday, September 19, 2008
Novas exposições
Quinta-feira dia 16/10/2008
uma reportagem sobre a exposição de FIGUEIREDO SOBRAL, intitulada a Pintura e a Escrita. O seu talento e produtividade estende-se por desenhos, gravuras, aguarelas, guaches, colagens, cerâmicas, tapeçarias, murais, esculturas e monumentos. Uma obra que percorre mais de meio século de história da cultura portuguesa contemporânea, para ver até ao final do mês no Mac - Movimento Arte Contemporânea, em Lisboa.



Quer utilizando a sua técnica dos relevos, cultivada desde os anos 60, em massa esculpidas num compromisso entre a pintura e a escultura de inspiração surrealizante ou de um realismo fantástico, ou quer expressando-se nas linhas simples de cores suaves das suas oníricas aguarelas ou materializando o pastel na criação esfíngica da boneca, no seu eterno feminino, ou nas visões cósmicas, Mestre Figueiredo Sobral configura a sua obra de grande qualidade no rigor e procura do surpreendente e do imprevisível.
O mesmo labor e criatividade se projectam na escultura que merece um lugar à parte na sua obra e na história da escultura portuguesa.
Com larga actividade em Portugal e no Brasil e noutros trabalhos monumentais, em lugares públicos espalhados pelo mundo, aplaudido pela melhor crítica, é tempo que Mestre Figueiredo Sobral ganhe o lugar universal que lhe compete.
O Movimento Arte Contemporânea (MAC) é o espaço cultural que neste momento, muito se orgulha em o ter presente, com a sua excelente exposição individual "A Pintura e a Escrita”.
Álvaro Lobato de Faria
Director coordenador do MAC
___________________
A Pintura e a Escrita
«A pintura e a escrita» é o título escolhido para esta exposição de pintura de Figueiredo Sobral, no MAC - Movimento Arte Contemporânea, cumprindo um seu velho sonho de aliar a poesia e os seus escritores de cabeceira à sua arte pictórica e escultórica.
Deste modo, nestes 37 quadros povoam ecos de Eça de Queirós , em figuras representativas de uma sociedade de final do século XIX, onde a paixão, o vício e a ociosidade se entrelaçam em obras como A Relíquia, O Crime do Padre Amaro e Os Maias , cujo peso é bem sentido por aqueles que se intitularam a si próprios «Os Vencidos da Vida».
Mas ainda dessa época , o pintor é fascinado por Camilo , na ironia da Queda dum Anjo e, por essa personagem de Calisto Elói, o político provinciano, que vai deixando cair as suas asas brancas à medida da sua ascensão, tal como diria Almeida Garrett no belo poema , com o mesmo nome, que é aqui pintado a espátula e a escárneo.
É igualmente tocado pelo lado romântico de Camilo, em Amor de Perdição, nesse trio trágico-amoroso de Simão-Teresa-Mariana ou pela poesia de Flores sem Fruto de Garrett ou dos Sonetos de Bocage.
Mas é Antero de Quental , o seu companheiro das noites insones, atormentado entre a fé e a descrença num Deus que sonhou e que é corporizado em quadros como «Ignoto Deo», «Na Mão de Deus», «O Crucificado» e «Mater Dolorosa» ou nesse poema contundente e desesperado de Alberto Lacerda, «Deus é uma blasfémia», que o pintor intitula «Carregando a terrível pedra de Sísifo ….Ehh, humanidade!!».
No sentido crítico, mesmo no âmbito do sagrado, estão as suas preocupações sociais que são desmitificadas através da ironia, plasmada em tinta e pincel e ilustrada com poemas de Alexandre O’Neill ou de Manuel Bandeira. Num libelo contra a guerra erguem-se as vozes do poeta medieval João Zorro, ou de Fiama Hasse Pais Brandão.
O seu próprio lirismo de pintor-poeta é assumido em poemas como «A morte de Manolete» e «Histórias com gritos de sevilhanas», encarnando a História Ibérica e ecos de Guernica. Portugal e os seus mitos, D.Sebastião e Marquês de Pombal, ressurgem nas suas telas e na voz de Camões ou na sageza histórica de Latino Coelho. ´
A dimensão filosófica de Umberto Eco ou de João Rui de Sousa é captada na subtileza do relevo e da subversão da forma e da cor.
Erguem-se, num cântico de amor, D. Quixote e Dulcineia, celebrando o sonho e a aventura dos eternos amantes. A beleza da mulher e a sua nudez visualizam-se na beleza cristalina da poesia de Camilo Pessanha ou de Adalberto Alves. Natália Correia e Florbela Espanca sugerem o mistério do amor, corporizado pelo pintor na sua forma surrealizante e barroca de se exprimir.
E, finalmente, numa homenagem à mulher palestina e ao seu povo, Figueiredo Sobral dá vida ao poema de Mahmoud Darwish, (poeta palestino): «Juro!/ Que hei-de fazer um lenço de pestanas/ onde gravarei poemas aos teus olhos»
É esta a mostra que o Mestre nos tem para oferecer, numa fase difícil da sua vida, em que cada vez mais interioriza a sua visão do mundo, isolando-se para se encontrar a sós com a sua arte, num diálogo que só ele entende, como dádiva miraculosa e perene que os deuses lhe ofertaram.
Elsa Rodrigues dos Santos
Lisboa , 9 de Março de 2005
Álvaro Lobato de Faria com os alunos do Colégio Militar
Prof Ana Tristany com os alunos
Álvaro Lobato de Faria e Joana Paiva Gomes
________________________________________
Albino Moura
uma reportagem sobre a exposição de ALBINO MOURA, que está de regresso ao circuito expositivo, desta vez no Movimento Arte Contemporânea, onde apresenta a Invenção Do Olhar. Numa expressão sem tempo nem fronteiras, o artista convida o olhar até 31 de Outubro para as suas memórias e vivências.

"Fuga para o futuro"Ao longo de 45 anos de carreira, Albino Moura tem vindo a ser um constante pesquisador das suas verdades, mantendo-se, no essencial, fiel a si mesmo, na sua poética lúdica referenciavel nos trajectos da infância pela representação da imagem da ternura e da inocência, em que a representação formal ilude o real, transportando-nos numa viagem lírica através do sonho, no amor simples das coisas e do mundo.
Espectáculo de infâncias revisitadas, simulando vivências em que a metafórica e opulenta “boneca” assume alegoricamente o papel de individuo, como se o mundo das pessoas e das coisas permanecesse imutável e alheio a todos os conflitos…
Nas palavras do artista percorremos o seu mundo: -”Nasci num meio muito pobre e de família humilde. No ambiente em que cresci, não havia nada de Arte, mas, como todas sãs crianças, aprendi a fazer bonecos, nem melhores, nem piores que os dos outros miúdos. Não sei o que me atraiu para a Pintura, só sei que cresci com o sonho de ser pintor, e que ainda hoje continuo a sonhar”. É este o mundo do “querer”, de imagens e memórias que Albino Moura transfigura e nos transmite na sua obra e nesta sua exposição, onde como sempre acontece, há um envolvimento simultaneamente terno e doce nas pinturas que figuram a condição do ser, remetendo-nos contudo para influencias anteriores em que podemos fazer notar uma referencia à obra lírico poética de um Cipriano Dourado que se torna uma evidencia conferindo à obra de Albino Moura uma subtil e lúdica sensualidade e beleza à trivialidade constante e constrangedora de um mundo que nos é dado viver.
Surpreendentes são os seus trabalhos, todos criados em gestos de quem procura regenerar as formas da vida, acrescentando-lhes outros valores estéticos e afectivos, sendo a sua obra um pacto de vida onde o encantamento e o amor coexistem.
As suas telas ecoam no olhar e na memória, dum inconsciente esquecido, mas latente em todos nós, como todos os simulacros com que nos confrontamos na infância através de jogos e simulações por onde perpassa um ante projecto de vidas e anseios, retidos porém no inconsciente individual e/ou colectivo dos “habitats”vários… Na nudez simples da sua poética plástica Albino Moura revela-nos o encanto de um homem simples que se denota numa harmonia total do sentido, dos sentidos assim realizados, como se o ser e o sonho se sobrepusessem num trajecto único do saber estar num mundo conturbado, mantendo-se vertical dentro das utopias possíveis pelas quais temos que lutar, sob pena de a nossa condição de ser pensante se deixar submergir por um “inferno” de realidades de um planeta que se autodestrói por outros imperativos que não dominamos.
Na força de ser ele mesmo e não outro, Albino Moura impõe-se pela autenticidade da sua arte sem fronteiras e sem tempo numa reconstrução constante de realidades e afectos ultra humanos que mantêm aberta uma janela sobre um mundo passível de ser por todos nós desejado.
Álvaro Lobato de Faria
Director coordenador do MAC-Movimento Arte Contemporânea
____________
As mostras estarão patentes ao público até 31 de Outubro
//de Segunda a Sexta das 13h às 20h
//Sábado,das 15h às 19 h
//Domingo,por marcação tm 962670532
Tuesday, September 16, 2008
Romeo Niram no MAC
Inaugura a 16 de Setembro pelas 19 horas no MAC-Movimento Arte Contemporânea a exposição individual de Romeo Niram “Brancusi:E=mc2” como expressão explícita da parceria MAC-NIRAM ART MAGAZINE(fundada por Romeo Niram).


