créditos

Direcção, organização e redacção
Álvaro Lobato de Faria e Zeferino Silva

Monday, November 17, 2008

Colectiva da Natal MAC'2008


O MAC-Movimento Arte Contemporânea ,


com os desejos de


FELIZ NATAL


e


BOM ANO 2009


tem o prazer de convidar todos os amigos


para a abertura da


Colectiva de NATALMAC'2008


no dia 2 de Dezembro de 2008,pelas 19 horas,


nos dois Espaços MAC,


Rua do Sol ao Rato 9C Lisboa/Av. Álvares Cabral 58/60 Lisboa






António Inverno





Artur Bual



Alfred Opitz



Luisa Nogueira


Maria João Franco





Roberto Chichorro

Lurdes Leite

Hilário Teixeira Lopes





Miguel Barros



Manuela Pinheiro


João Duarte


Ana Tristany

Saulo Silveira

Cruzeiro Seixas






Mário Cesariny





Rogério Amaral





José de Guimarães




Figueiredo Sobral




Carlos Calvet




Marília Viegas





João Abel Manta



Pedro Portugal




Ricardo Paula



Juan Sanchez Lopez



Nelson Dias



Mira Sousa Dias



Teresa Mendonça



Teresa Trigalhos



Sebastião Rodrigues





José Vicente


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MAC-Movimento ArteContemporânea


Rua do Sol ao Rato 9C, Lisboa


Av. Álvares Cabral,58/60,Lisboa


Sunday, October 26, 2008

MAC recebe a visita de Kate de Rothschild e de Mary Lynn Kelso Teixeira da Motta

Dr. Luís Costa, Mary Teixeira da Motta, Kate de Rothschild e Dr. Álvaro Lobato de Faria



No passado dia 23 do corrente o MAC- Movimento Arte Contemporânea foi anfitrião de duas convidadas de honra, Kate de Rothschild (reconhecida coleccionadora europeia bem como na área financeira pela ligação ao conhecido e antigo banco com o mesmo nome) e Mary Teixeira da Motta para uma mostra colectiva de Arte Contemporânea especialmente preparada para o efeito com a presença de alguns dos mais reconhecidos nomes das artes plásticas contemporâneas do nosso pais.

Tiveram lugar nesta exposição colectiva os seguintes artistas: Artur Bual, Carlos Botelho, Cruzeiro Seixas, Figueiredo Sobral, Gil Teixeira Lopes, Hilário Teixeira Lopes, João Duarte (medalha e escultura), Lourdes Leite, Luisa Nogueira, Maria João Franco, Mário Cesariny, Matilde Marçal, Miguel Barros, Nelson Dias, Roberto Chichorro e Rogério Amaral.

Este evento enquadrou-se no âmbito de uma nova vertente Internacional estabelecida recentemente entre o Dr. Álvaro Lobato de Faria e o Dr.Luís Costa através da institucionalização de uma nova marca cultural global que muito poderá contribuir para o crescimento conjunto com o MAC.

As nossas parcerias artísticas internacionais incluem contactos institucionais nos quais se destacam museus e demais galerias essencialmente sedeadas em Londres, NY, Tóquio, Singapura e Brasil bem como importantes contactos não institucionais/particulares.

Para a realização deste relevante encontro com Kate de Rothschild e Mary Teixeira da Motta, contámos com o dinamismo e grande capacidade de organização do Dr. Luís Costa (novo Internacional Art Director do MAC).

Dr Álvaro Lobato de Faria oferecendo a Kate de Rothschild
uma medalha da autoria do Esc.João Duarte

Dr Luís Costa, Kate Rothschild ,Dr. Álvaro Lobato de Faria

e Mary Teixeira da Motta, tendo em fundo um quadro de Nelson dias

Mary Teixeira da Motta recebendo uma medalha da autoria do Esc. João Duarte



Esc. Andreia Pereira,assistente de direcção,
fazendo uma breve explanação sobre a Medalhística Portuguesa

Saturday, October 25, 2008

Homenagem a Figueiredo Sobral


O MAC - Movimento Arte Contemporânea

convida todos os amigos

para a festa de encerramento

da Exposição

" A PINTURA E A ESCRITA"

de Homenagem ao Mestre Figueiredo Sobral

que se realiza a 30 de Outubro de 2008, pelas 19 horas,

no Espaço MAC da Rua do Sol ao Rato 9C, em Lisboa.
Do programa constam declamação de poesia de vários autores feita pelos próprios
e um momento musical de intervenção por José Pinho, a gosto de Mestre Figueiredo Sobral.

Contamos convosco!


Álvaro Lobato de Faria - director coordenador do MAC

Zeferino Silva - director do MAC

Joana Paiva Gomes directora adjunta do MAC

Tuesday, October 7, 2008

MAC || Colégio Militar // parceria

A NÃO PERDER
Arte Contemporânea no Colégio Militar em parceria com o MAC
Ana Tristany
patente até 15 de Novembro de 2008

das 14h às 19h_Pavilhão do Auditório do Colégio Militar


Fotos da Inauguração

Álvaro Lobato de Faria no discurso de abertura


Mestre Hilário Teixeira Lopes e Luís Costa

Ana Tristany e Álvaro Lobato de Faria


A pintora Ana Tristany discursando

A Pintora Ana Tristany com Ana Paula Passos e General Raúl Jorge Passos, Director do Colégio Militar


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O MAC
Movimento Arte Contemporânea
em parceria com o
Colégio Militar,
inaugura no próximo dia 8 de Novembro,Sábado, pelas 16 horas ,
a exposição individual de Pintura de
Ana Tristany
"À chuva , ao sol e ao vento"
que se realiza no
Pavilhão do Auditório do Colégio Militar,
ao Largo da Luz,em Lisboa
A exposição estará patente ao público,
das 14h às 19h
até 15 de Novembro de 2008


Red wood

"janela de inverno"III

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Ana Tristany
texto de apresentação


Dentro das diversas categorias passíveis de situar a pintura de Ana Tristany, poderíamos falar de expressionismo abstracto, pintura matérica, gestualismo, action painting ou dripping, entre tantas outras correntes que alcançaram o seu carácter específico quer pelas técnicas quer pelas soluções espaciais que apresentaram dentro do denominador comum que é a Arte Informal.
Ao restringir o seu trabalho a uma destas noções corre-se o risco de uma qualificação imprópria, insuficiente ou de mau uso dos conceitos, podendo essa relação entre o conceito e a obra atingir um grau elevado de contradições.
Não me centro na técnica, centro-me na pintora. Quer se trate de arte abstracta ou de arte não figurativa, o trabalho de Ana Tristany está para além do âmbito das discussões em torno da abstração, situando-se numa categoria muito mais vasta que é a de “obra aberta”, postulada por Humberto Eco em 1962, altura em que na Europa se assitia à proliferação de objectos de arte cujas formas indeterminadas convidavam o fruidor a participar activamente na sua construção e concretização.
Diante do trabalho de Tristany estamos perante um conjunto de pinturas em que as expressões, as manchas ou os signos aos quais a artista não atribuiu intenção, são passíveis de adquirir múltiplas e novas possibilidades de leitura, desafiando o observador a dotá-las de significado, tornando-se este processo numa ferramenta fundamental para a “conclusão” das composições.
O seu trabalho torna-se assim, uma forma de investigação que realiza em parceria com quem observa, uma elaboração mental entre produtor e fruidor que não se sabe até onde vai nem de onde parte.
à rapidez de execução postulada pelos informalistas como valor primordial, Tristany opõe uma pintura de duração que, ao invés da obsessão subjectivista daqueles, procura uma objectivação do processo – dripping – longe de se entregar meramente à repetição de gestos, rasgos e manchas desconexos, mas antes procurando dotá-los de continuidade orgânica, convertendo aparências informais em formas globais e enriquecidas estruturalmente.
O termo dripping, de uma forma geral, reflecte um conjunto de manifestações diversas, muitas vezes anárquicas, caracterizadas tanto pela liberdade na escolha de materias e suportes como pela liberdade na criação de obras sem que nelas intrevenha qualquer organização voluntária, ordem ou esquema pré-estabelecidos, daí resultando um denso emaranhado linear e pontilhista, por vezes caótico, prevalecendo a matéria disposta mais ou menos ao acaso.
No entanto, em contacto com a obra de Ana Tristany percebemos desde o início que trabalha em plena posse dos recursos técnicos e plásticos e, sobretudo, que os une à sua enorme intensidade intimista e tremendamente poética.
Mais do que um conjunto de relações entre diferentes cores, a sua pintura é um veículo para expressar emoções, uma mescla entre cor e matéria onde podemos sentir o movimento do braço e do pulso, numa energia gestual espontânea onde a tinta é jogada, espirrando, gotejando e manchando as superfícies, habitando-as de efeitos visuais potenciadores de significados.
Distanciando-se do gestualismo de carácter visceral, destaca a “abolição” da forma bidimensional na composição, substituindo-a por zonas de matéria pictórica muito elaboradas que chegam a criar verdadeiros relevos, numa busca incessante pela matéria que, no fundo, está na base da sua formação enquanto escultora.
Transversal ao seu percurso, a ideia de que o ensino artístico perturba a carreira de um artista plástico não cabe na definição do trabalho que Ana Tristany tem desenvolvido ao longo dos anos com os seus alunos, nomeadamente no Colégio Militar.
Dinamizadora de inúmeros projectos pedagógicos de vertente artística, o desenvolvimento do trabalho plástico em contacto directo com os seus alunos, privilegiando a pintura e a escultura enquanto caminhos para a indagação e experimentação, tem-lhe possibilitado abrir caminhos de inovação pedagógica promissores.
A sua curiosidade e rigor intelectual, bem como a preocupação em fundamentar a acção pedagógica devidamente articulada com as estruturas directivas do Colégio Militar, têm sido os estímulos que a levam a percorrer estes territórios de pesquisa e reflexão plástica enquanto complemento das capacidades intelectuais e físicas dos alunos, contribuindo decisivamente para o despertar de sentidos que, por vezes, são alheios aos educadores.
O trabalho desenvolvido por Tristany é um trabalho de acção, quer na vertente artística quer na vertente pedagógica, que se traduz não num simples jogo de extravagância formal e cromática, mas enquanto ferramenta de ensino que sistematicamente utiliza de forma planeada e ampla, numa espontaneidade que busca a expressão directa da imaginação.

Álvaro Lobato de Faria

Tereza Trigalhos // António Inverno


O MAC
Movimento Arte Contemporânea

inaugura no proximo dia 4 de Novembro,terça feira, pelas 19 horas

a exposição individual de

Tereza Trigalhos

no seu espaço da

Av. Álvares Cabral,58/60 em Lisboa.
a ver :
Entrevista com
Tereza Trigalhos
Cartaz das Artes TVI
na emissão de
5ªfeira, 20 de Novembro


"Proscritos"




A mostra estará patente ao público até 28 de Novembro de 2008,

de segunda a sexta das 13h às 20 h

sábado,das 15h às 19h

domingo, por marcação Tm 96 267 05 32


"Alegria"


Pintora com vocação, Tereza Trigalhos, tem a consciência do rigor, da técnica e da matéria no contexto da pintura, onde a figura do ser humano, é a essência da sua mensagem.
Basta o mais ligeiro olhar sobre as suas obras, para detectar as fontes do seu ideal estético.
Os seus rostos, por vezes encobertos e indefinidos no acabamento, ou acentuados com traços fortes e marcantes, situam-se no limiar, na tangência do intraduzível real e conduzem-nos de imediato ao mundo próprio da artista, que é o de expressar o lado telúrico do homem e da mulher.
Não há a procura de um abstraccionismo gratuito ou de qualquer subjectividade rebuscada, mas sim a tentativa de definir plasticamente as personalidades mutáveis do inconsciente colectivo.
Numa primeira fase, o observador, pode ver reflectida nalgumas expressões, uma certa angústia, em perfeita simbiose com algo do quotidiano da nossa época.
Tereza Trigalhos traduz com pujança incomum, a nitida visão pessoal, o definível nas transmutações diárias, daí encontrarmos uma certa coerência nas suas personagens subtilmente diferenciadas através de cores incisivas e dinâmica de traços.
Nalguns momentos apercebemo-nos que a artista se contesta e, o uso das tonalidades utilizadas nas suas telas marcam essa deflagração íntima.
Tereza Trigalhos endossa linhas bastante viris, nada eufemistas, visíveis, sobretudo, na maneira vigorosa de sublinhar o desenho, onde se nota, uma vontade e um querer impositivo.
A artista necessita pois, de uma grande amplitude para produzir, uma notória ânsia de liberdade que marca a sua excelente pintura: luz, ar, espaço, são fundamentais.
Uma arte que se impõe pela franqueza e pela vontade interior, conseguindo um conjunto estético, cultural e histórico impressionante, pela qualidade, oportunidade e volume.
Através do seu trabalho Tereza Trigalhos é capaz de expressar as inquietudes, a criatividade nos universos líricos, trágicos ou dramáticos que constrói.
Nas suas telas retomadas com segurança e contemporaneidade, faz séries de oferendas visuais inquietantes.
Imagens de forte impacto visual, formas recorrentes, a alimentar um desejo de comunicações construtivas/destrutivas, que, parecendo figurativas, mas ultrapassando com mestria essa fronteira, transportam em si a enorme força que só é possível quando o que está em causa é a pintura na verdadeira acepção da palavra e á qual Tereza Trigalhos tão sabiamente se dedica.

Álvaro Lobato de Faria

Director Coodenador do MAC


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a ver:

5ªfeira,20 de Novembro de 2008

Entrevista com

António Inverno

Cartaz das Artes TVI

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O MAC

Movimento Arte Contemporânea,

inaugura ainda no dia 4 de Novembro, pelas 19 h,

na Rua do Sol ao Rato 9C em Lisboa

a exposição individual de pintura de


António Inverno



"Composição I"

"Sala dos Poetas"

A mostra estará patente patente ao público até 28 de Novembro de 2008,

de segunda a sexta das 13h às 20h,

sábado das 15h às 19h,

domingo,por marcação Tm 96 267 05 32

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texto de apresentação


António Inverno pintor, é um construtor de imagens.
Um reinventor que utiliza sabiamente, os ingredientes como aqueles que habitualmente (re)conhecemos nos registos pictóricos mais variados.
Um construtor de imagens que utiliza e conjuga na sua mesa de trabalho as emoções e as mais variadas relações perceptivas e sensoriais, não se limitando à simples colagem de géneros, antes digerindo e conjugando plasmas visuais, aptos para estabelecer uma outra via do entendimento, do seu entendimento, construindo em constelação galáctica um universo muito próprio.
E aqui é preciso referir que falamos de um factor cognitivo, ao nível do entendimento das coisas. É também uma alusão aos fragmentos da memória que a um tempo visitamos.
Escrever sobre este Homem é reinventar também a felicidade de poder discernir as dimensões estéticas e poéticas que um artista pode atingir, resolvendo dentro de si próprio, e por si, contradições que lhe serão alheias.
Quando em 1993 o conheci, estava já consolidado entre o meio artístico nacional e internacional como o grande serigrafo português. De facto, o meio artístico era presença assídua do seu atelier, pólo dinamizador da vida cultural lisboeta.
Do Bairro Alto, do Chiado, da Bica, e de tantos outros cantos da cidade acorriam à oficina da Rua da Emenda novos e consagrados, unidos num ambiente de partilha que o António Inverno sempre soube alimentar, onde o trabalho se transformava em tertúlia, em lição, para aqueles que saídos da Escola de Belas-Artes ali vinham à procura do conselho do Mestre.
Nas lições que deu, António Inverno cresceu como Homem, cresceu como serigrafo, marcando gerações de tendências várias, divulgando e difundindo o trabalho de dezenas de artistas que hoje marcam o panorama das Artes Plásticas Portuguesas.
E cresceu como pintor.
Dessas memórias soube retirar o essencial para desenvolver um trabalho de indagação constante. Indagação plástica, cromática e formal, mas indagação humana também, a marca que mais o distingue de tantos outros artistas que embrenhados no seu mundo não assistem ao mundo que os rodeia.
António Inverno é um “espectador” atento. E suga de tudo quanto o envolve a energia criativa para construir uma expressão plástica autónoma num percurso feito pelas memórias que o ligam às raízes desse Alentejo de menino, da festa dos touros e das vacadas, da festa brava que vem também encontrar em Lisboa e tantas vezes eternizou, pelas memórias que o ligam à velha António Arroio onde aprendeu a ser o melhor, pelas memórias de gerações inteiras que viu crescer, que viu consagrar e viu tranformarem-se nos grandes artistas portugueses do século XX.
Atento. E singular no companheirismo e generosidade para com aqueles que procuraram o seu talento, António Inverno é, no fundo, um contador das “estórias” da arte portuguesa, o mestre dos grandes.
Passados que serão os passos da vida, ficará sempre a marca deste Homem em todos e em cada um de nós.

Álvaro Lobato de Faria