Saturday, April 18, 2009
MAC / a ver até 30 de Abril
Friday, April 10, 2009
Feliz Páscoa

aproveitamos para informar que as exposições
"FACES" de Miguel Barros ,
na Rua do Sol ao Rato 9C em Lisboa
e "RETORNO ÀS ORIGENS" de Saulo Silveira
na Av. Álvares Cabral 58/60 em Lisboa
se encontram abertas ao público até até 30 de abril de 2009
Thursday, March 26, 2009
Miguel Barros e Saulo Silveira no MAC
O MAC-Movimento Arte Contemporânea

De ano para ano, Miguel Barros, mercê de uma entrega total à sua arte, a pintura, tem vindo a definir-se tanto pela necessária maturação da sua técnica, como pela feição caracterizadamente pessoal que consegue imprimir a todos os seus trabalhos.
Essa conquista, em qualidade e sensibilidade plástica, foi-se tornando notória ao longo das inúmeras exposições em que participou, o que justifica o sucesso obtido, passando a ser uma excelente referência para todos nós.
A sua trajectória artística, mostra-nos com clareza uma ligação fundamental com a pintura. Todo o seu trabalho é como uma caligrafia do espírito, transmissão directa de reflexões, de sentimentos que pouco a pouco se transformaram em matéria, de pensamento plástico.
As suas obras adquirem uma extraordinária dimensão, para a consciência emotiva, criando um mundo de expressão, movimento e visualidade, onde as linguagens se encontram num místico e misterioso prazer.
Toda a sua obra confirma, expressivamente o seu talento e sobretudo a sua técnica, através de um estilo próprio, visão original das coisas, concebendo com toda a sua sensibilidade e criatividade, superfícies que só por si, falam e vivem.
O que Miguel Barros nos propõe nesta sua nova exposição, intitulada “Faces” agora presente no MAC - Movimento Arte Contemporânea, são ideias, pensamentos e conceitos plenos de paixão e energia, contundentes na sua construção e morfologia, uma forma de renovação da arte através de uma obra responsável levada com directrizes dirigidas a deveres artísticos.
Observando estas suas novas obras, encontramo-nos perante enigmas, fascínios, universos simbólicos para serem apreciados pela meditação.
O entusiasmo e a verdade que Miguel Barros nos transmite, são o sinal com que eu mesmo me identifico e daí ter conhecido, um grande artista e um excelente companheiro nos campos da imaginação.
de segunda a sexta,das 13h às 20h
sábado, das 15h ás 19 h
domingo, por marcação tm 96 267 05 32
__________________________
SAULO SILVEIRA
O MAC -Movimento Arte Contemporânea
inaugura a 7 de abril de 2009, pelas 19 h
na Álvares Cabral 58/60 em Lisboa
a mostra de
Saulo Silveira
"Retorno às Origens"



No espaço, as formas do micro e do macro-mundo fluem incessantemente coexistindo como elementos de diferentes dimensões, volumes e planos, aludindo as mais diversas configurações.
Nele coabitam, inevitavelmente, uma parte acidental do infinito saído do caos e uma nova ordem estabelecida pelo artista que escolhe, de entre a multiplicidade vária de combinações, unicamente aqueles motivos orientadores que atraem pela sua novidade e lhe suscitam novas e excitantes associações.
De um modo semelhante a uma membrana celular, os seus trabalhos permitem-lhe levar a cabo, uma espécie de troca energética com o mundo externo.
Todas as obras deste seu ciclo, são variações do mesmo motivo paisagístico.
O cenário de tal tarefa está ligado a uma tentativa de encontrar todas as soluções possíveis que contextualize uma única” ideia” através do enriquecimento da gama de associações com ecos do passado e do presente.
Saulo Silveira alcança os mais variados e inesperados efeitos utilizando um amplo arsenal de meios pictóricos numa extraordinária adequação a uma finalidade estética e plástica em que a abstracção se impõe como resultado iniludível do testemunho da luta do artista com a tela.
Uma reincarnação mágica de um caos submetido a uma vontade maior parece ter lugar mesmo perante os olhos dos espectadores.
É desta capacidade de sofrer fantásticas transformações, que a massa de cores está dotada, na sua subordinação à vontade dum criador que se chama Saulo Silveira e cujas obras são particularmente atraentes e inimitáveis.
A exposição estará patente ao público
com o seguinte horário:
de segunda a sexta,das 13h às 20h,
sábado, das 15h às 20h,
domingo,por marcação tm 96 267 05 32
Thursday, March 12, 2009
Zoran ||| Orhan Tekin e Ana Clara Bárbara no MAC
A mostra de Zoran foi precedida de uma teatralização em que intervieram conjuntamente com o autor,
a pintora Teresa Trigalhos e o escultor Moisés.
alunos do Colégio Militar
Pintora Teresa Trigalhos (ao fundo à esq. Zoran,à direita, esc. Moisés)

Zoran e Teresa Trigalhos
Zoran
GLOBAL MAKE UP / ZORAN
__________________________________
ORHAN TEKIN
ANA CLARA BÁRBARA

Álvaro Lobato de Faria e Esc. Ana Clara Bárbara
Álvaro Lobato de Faria e Esc. Orhan Tekin
Escritora Lídia Jorge e Álvaro Lobato de Faria
Esc. João Duarte com a escritora Lídia Jorge
Tuesday, February 24, 2009
Zoran ||| Orhan Tekin e Ana Clara Bárbara no MAC


Em Global Make-Up Program, não há paixões.
Zoran, o encenador, instalado no seu labirinto social, dele não participa. Inquieto, inquisidor, reconhece a trama e põe em cena a vida corroída por um desespero surdo, num sentimento de angústia entranhada e irreversível, transportando à sua caracterização a fragilidade física e moral de uma sociedade corroída por vícios e à deriva num denso simulacro que conduz a uma aparente paralisia dos seres, enclausurados no seu próprio grito.
Verdades extraídas da angústia existencial de saber-se no caos, na ruína, no labirinto universal em que a humanidade mergulhou.
O grotesco constrói-se.
Assim, o MAC – Movimento Arte Contemporânea dá as boas vindas a Zoran, pela sua primeira mostra neste espaço, não querendo deixar de chamar a atenção para a forma total com que o artista interpreta e desmistifica a máscara que cada um de nós transporta diariamente para o exterior.
Global Make-Up Program é um entendimento globalmente vivido e vivenciado por cada um de nós quotidianamente, em que cada indivíduo é, talvez, o seu único passivo, acrítico e impúdico espectador.
Álvaro Lobato de Faria
"ELEGIA E ODE"



Ana Clara Bárbara_Orhan Tekin
Esta é uma exposição que reúne os trabalhos de dois artistas, Ana Clara Bárbara e Orhan Tekin.
Encontraram-se a fazer pesquisa em escultura em Edimburgo, Escócia, e esta é a primeira exposição em que exibem juntos. O trabalho apresentado foi maioritariamente concebido especialmente para esta exposição e desenvolve temas que os artistas exploram habitualmente. Exibem-se peças escultóricas, objectos apresentados no espaço da galeria, colocados sobre mesas e plintos, e também peças de parede. Neste caso particular as peças foram produzidas em Edimburgo e Ankara, finalizados e montados no espaço da galeria MAC – verdadeiramente transportados na mala.
O trabalho de Orhan Tekin, elegia, reflecte sobre a arte como forma de alcance da verdade, da arte como reveladora da natureza tão sublime como sublimadora, do sofrimento, da dor, do fracasso. O artista adopta a visão nietzschiana da arte como aquilo que permite às pessoas existirem e manterem-se seres morais quando confrontadas com o sofrimento.
Nesta perspectiva, Orhan Tekin usa materiais como o carvão, a cinza, a renda, loiça, objectos de uso quotidiano acessíveis aos mais desfavorecidos da sociedade – a admiração que Tekin tem pelos pobres desempenha um papel fundamental na sua motivação como escultor. Inspirando-se em aspectos da sociedade turca, no meio da qual cresceu e onde vive, Orhan combina materiais fazendo surgir objectos que, criados a partir de elementos familiares, fazem aparecer outros, não antecipados.
Orhan admira a capacidade transformadora que os pobres têm e assim elege-os heróis pela capacidade que possuem em criar as ferramentas de sustento e uso diários a partir dos parcos materiais que lhes são acessíveis. Tekin reconhece na limitação de recursos a força impulsionadora que permite aos menos favorecidos libertarem-se dos valores cansados e convencionais do resto da sociedade. Nas peças exibidas, Orhan Tekin reproduz o processo criativo e transmutador daqueles que lhe conferem inspiração.
Ana Clara Bárbara faz uso de tecidos e panos com usura, ouro e tinta de caneta, criando peças que sugerem espaços amplos, abertos. O seu trabalho aponta para zonas que ficaram vagas quando a matéria mais densa se sublimou. Nos anéis inseridos um no outro, o ponto focal é o espaço deixado vazio pela partida dos corpos que formaram o objecto, porém o local de interesse é a área onde os corpos se encontraram e assim deixaram uma impressão durável. Nas peças de parede a artista apresenta contornos de crianças, suspensas sobre galáxias e constelações mas simultaneamente adormecidas em lençóis de berço terreno. Parece deste modo sugerir a relação sincrónica entre a Terra, o espaço sideral e a existência humana. É assim introduzido um olhar de leveza, donde a sua proposta ser de ode.
Para ambos os artistas é importante a noção da revelação da interioridade. No caso de Orhan Tekin, a revelação da matéria que se forma e transforma no segredo do interior da terra, longe da visão clara da Natureza, o carvão. Ou a cinza, âmago leve que fica quando a combustão retira aquilo que constitui a parte dura da matéria. No trabalho de Ana Clara Bárbara – os tecidos re-usados, o ouro metal que não se corrompe, a escrita como continuidade do pensamento e da comunicação da experiência – a revelação é a da presença daquilo que não é inflamável ou do inflamável que persiste, a escolha daquilo que não se deteriora. A passagem humana que resiste, que se multiplica e que se expande.
A mostra estará patente com o seguinte horário:
segunda a sexta das 13h às 20h
sábado das 15h às 19h
domingos,por marcação
tm 96 267 05 32






















