créditos

Direcção, organização e redacção
Álvaro Lobato de Faria e Zeferino Silva

Monday, July 6, 2009

MAC'2009 Prémios


MAC'15º

Álvaro Lobato de Faria abre a exposição comemorativa do 15º aniversário do MAC

com as seguintes palavras:

15 Anos passados, continuamos apostados na conquista de novas parcerias, reforçando as já estabelecidas, e alargando a nossa área de trabalho e desempenho, recriando a nossa equipa de forma a estabelecer parâmetros que possam responder a quaisquer desafios no campo dos projectos nacionais e internacionais em curso.

O nosso projecto de trabalho desenvolve-se, igualmente, no sentido de divulgar os diversos valores que se situam no campo da linguagem universal das artes, acolhendo nos nossos espaços as várias formas de expressão dos artistas que nos seus modos vários de apresentação e solução plástica nos deixam ver para lá dos mundos constantes e rotineiros que rodeiam o nosso quotidiano, permitindo-nos penetrar nos seus universos íntimos, conectando-nos assim a outras realidades e formas de expressão.

Apelando à continuidade da união entre os artistas, vector fundamental para o bom funcionamento e divulgação de todo o esforçado trabalho que o MAC tem vindo a desenvolver, regozijamo-nos com a convicção de termos vindo a cumprir os nossos objectivos, e com o facto de termos conseguido para o MAC e para aqueles que connosco trabalham o lugar de destaque que hoje têm no panorama das artes plásticas.

Nesta exposição em que comemoramos o 15º aniversário do MAC serão atribuídos, não só, os MAC’2009 (peça escultórica da autoria do Professor Escultor João Duarte), aos artistas que nos vários níveis e escalões, mais se destacaram no MAC durante 2008/2009, como o recém-criado MAC’2009 Hilário Teixeira Lopes, os prémios de Medalhística para as três melhores respostas ao concurso para a emissão da nossa medalha comemorativa, bem como os MAC’2009, aos órgãos de comunicação e divulgação, instituições e personalidades individuais ou colectivas, que mais nos apoiaram durante este mesmo período.

A todos os que connosco têm acompanhado, interiorizando estes projectos de trabalho e se têm rejubilado com esta nossa caminhada, deixamos o convite para que se juntem, uma vez mais à nossa festa, a festa da arte!
Dedicamo-vos, sempre, estes eventos com toda a amizade.

Prémios MAC`2009 – Imprensa

Agradavelmente, ao longo dos anos, o MAC tem vindo a ser acarinhado por instituições culturais e meios de comunicação diversos, proporcionando-nos o estabelecimento de contactos e de parceiros sempre bem vindos.

Estimulando estas parcerias e estando atentos ao reconhecimento e divulgação que tais parceiros têm para connosco e para com os artistas que connosco trabalham, reconhecemos anualmente aqueles que de forma continuada promovem e divulgam o trabalho que desenvolvemos.

Afirmando-se, ano após ano, como um indispensável suporte de informação cultural, à TVI se deve uma boa parte de criação e enraizamento de hábitos culturais tradicionais e a sua articulação com práticas e referências actuais.
Esta é uma dívida que nós, enquanto protagonistas envolvidos na cena artística portuguesa, nos comprometemos a reconhecer, nomeadamente através do trabalho de uma equipa capaz de desenvolver eficazmente um programa como o “Cartaz das Artes” – Produção, Realização, Reportagem, Imagem e Apresentação.
Assim, deliberámos atribuir a António Lopes da Silva, produtor e realizador do programa “Cartaz das Artes” o MAC`2009 Realizador Programa Cultural Televisão; a Carla Mendes, o MAC`2009 Assessora Produção Programa Cultural Televisão; a Filipa Faria, o MAC`2009 Jornalismo Cultural Televisão; a João Paulo Sacadura, o MAC`2009 Apresentador Programa Cultural Televisão e por fim, chamo toda a equipa a receber o MAC`2009 Programa Cultural Televisão, que, pelo 5º ano consecutivo é entregue ao “Cartaz das Artes”, programa que tão brilhantemente realizam, ressaltando ainda o papel de toda a equipa de imagem que vos assiste.
Manifestamos o nosso reconhecimento e agradecimento, bem como o de todos aqueles que ao nosso lado participam na promoção da cultura, pela estreita colaboração que a TVI tem vindo a estabelecer connosco.



MAC`2009 Realizador Programa Cultural Televisão
António Lopes da Silva “Cartaz das Artes” – TVI



MAC`2009 Assessora Produção Programa Cultural Televisão
Carla Mendes “Cartaz das Artes” – TVI

recebido por João Paulo Sacadura


MAC`2009 Programa Cultural Televisão
“Cartaz das Artes” – TVI

João Paulo Sacadura

http://www.tvi.iol.pt/mediacenter.html?mul_id=13148694&load=1&pos=0&pagina=3



MAC`2009 Imprensa _ NIRAM ART MAGAZINE

Da mesma forma, ao longo dos últimos anos, temos vindo a assistir a grandes reportagens mediadas por uma equipa cosmopolita, sensibilizada para questões fundamentais que se prendem com a importância da descentralização da cultura e sua consequente divulgação pelo mundo.
Apostando num projecto de informação cultural como contributo para a divulgação, incremento e consciencialização dos públicos para a diversidade dos diálogos artísticos, a Niram Art Magazine tem vindo a destacar-se da restante imprensa escrita nacional e internacional, investindo em diversas frentes de combate cultural e provando estar em constante evolução e sintonia com os públicos e produtores culturais de hoje.

É com grande satisfação que sentimos o reconhecimento do nosso trabalho num espaço de divulgação tão nobre como é a Niram Art Magazine pelo que, uma vez mais a distinguimos com o Prémio MAC`2009 Imprensa, chamando a receber, o seu fundador, Romeo Niram.



O MAC tem contado com o apoio de inúmeros parceiros, quer a nível de instituições públicas e privadas, quer a nível de comunicação social.
Estimulando estas parcerias e estando atentos ao reconhecimento e divulgação que tais parceiros Prémios MAC`2009 _ IMPRENSA / INSTITUIÇÕES
nos têm proporcionado e aos artistas que connosco trabalham, decidimos atribuir uma distinção de Colaboração Cultural a todos quantos têm trabalhado no sentido de conferir um maior reconhecimento público ao MAC e aos seus artistas.

Atribuímos, desta forma, os MAC`2009 Colaboração Cultural a:

Jornalista José Miguel Dentinho e à Revista Casa & Jardim, onde desempenha funções;

Jornalista Sandra Monteiro e ao Jornal Le Monde Diplomatique, que dirige;

JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias

Atribuímos ainda, o MAC`2009 Colaboração Cultural ao Pintor Rocha de Sousa que, para além de crítico e ensaísta, a exercer funções no JL, faz parte de uma geração de pintores que nos tem privilegiado com muitas das melhores obras da pintura contemporânea portuguesa.
Através desta justa distinção, esperamos contribuir de forma simbólica, para colmatar a lacuna de esquecimento e ingratidão a que muitos dos nossos artistas estão condicionados.




MAC`2009 Colaboração Cultural
Casa & Jardim
Dr. Fortunato de Almeida


MAC`2009 Colaboração Cultural
Le Monde Diplomatique



MAC`2009 Colaboração Cultural
Sandra Monteiro – Le Monde Diplomatique




MAC`2009 Colaboração Cultural
Rocha de Sousa
(pintor,ensaísta ,crítico de arte)
JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias



MAC`2009 Colaboração Cultural
JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias
Manuel Halpern em representação de
Dr. José Carlos Vasconcellos


Fazendo a ponte entre as Artes Ibéricas e o resto da Europa, destacamos também a competência do trabalho desenvolvido por uma dinamizadora invulgar que ao longo dos últimos anos tem protagonizado e proporcionado, através de diversas parcerias, momentos de cultura de excelência.
Pelo profissionalismo incansável com que tem desempenhado as diversas funções que exerce, nomeadamente na Defeses Fine Arts RP Agency, Eva Defeses é distinguida com o Prémio MAC`2009 Jornalismo Cultural Imprensa
.



MAC`2009 Divulgação Cultural

Jornalismo Cultural Imprensa
Defeses Fine Arts RP Agency
Eva Defeses




Prémios MAC`2009 – Personalidades / Instituições
Pela iniciativa de promoção e incentivo às artes, enquanto complemento das capacidades intelectuais e físicas dos alunos, o Colégio Militar tem incentivado e contribuído decisivamente para o despertar de sentidos que, por vezes, são alheios aos educadores.
Foi com grande satisfação que o MAC, ao longo do último ano, colaborou em diversas e prestigiantes actividades em parceria com o Colégio Militar, chamando agora o Major General Jorge Passos, Director do Colégio Militar a receber a distinção MAC`2009 Divulgação Pedagógico-Cultural.



MAC`2009 Divulgação Pedagógico-Cultural
Colégio Militar

Major General Jorge Passos e Paulo Dias (aluno do C.Militar)



Dinamizadora de inúmeros projectos de vertente artística, o seu trabalho enquanto professora do Colégio Militar é um trabalho que se preocupa em fundamentar a acção pedagógica numa prática de experimentação in loco que permita aos alunos desenvolver a criatividade, curiosidade e rigor plástico e intelectual, abrindo caminhos de inovação pedagógica promissores.Chamamos Ana Tristany a receber o MAC`2009 Pedagógico-Cultural

MAC`2009 Pedagógico-Cultural
Ana Tristany




Ao contribuir para a valorização de um espaço e património cultural comum, através do desenvolvimento da cooperação entre criadores, agentes culturais e instituições de diversos países, temos procurado favorecer a emergência de uma cidadania internacional.

Reconhecendo o interesse da circulação transnacional de obras e produções artísticas e culturais que têm promovido, distinguimos também com o MAC`2009 Colaboração Cultural, o Instituto Cultural Romeno em Lisboa e ao seu director, Ministro Conselheiro Dr. Virgil Mihaiu, parceiros incansáveis na promoção da cultura.


MAC`2009 Colaboração Cultural
Director ICRL – Virgil Mihaiu





MAC`2009 Colaboração Cultural
Instituto Cultural Romeno em Lisboa



Da mesma forma que a dimensão internacional tem vindo a adquirir peso crescente no MAC – que desde a sua fundação desenvolve projectos em parceria com congéneres de outros países lusófonos, grande parte da acção da Sociedade da Língua Portuguesa é dedicada à defesa do património cultural português, material e imaterial, à divulgação do papel desempenhado pela cultura portuguesa no mundo e à actualização das suas relações com outras culturas.
Assinalando a comemoração dos 60 anos de existência da Sociedade da Língua Portuguesa, chamo a Dra. Elsa Rodrigues dos Santos a receber o MAC`2009 Colaboração Cultural
.

MAC`2009 Colaboração Cultural
60 Anos da Sociedade da Língua Portuguesa




No que há divulgação cultural diz respeito, voltamos uma vez mais a frisar o incansável papel que a Defeses Fine Arts RP Agency tem desempenhado ao serviço da promoção das actividades do MAC e dos nossos artistas. Assim, chamo uma vez mais, Eva Defeses a receber o MAC`2009 Divulgação Cultural.



Paralelamente, o nosso reconhecimento é devido a todo um trabalho de dinamização cultural que tem sido realizado e incrementado com especial relevância em Espanha e Portugal.
A sua trajectória artística mostra-nos com clareza uma ligação fundamental com a pintura. No entanto, tem aberto portas às diversas áreas da cultura desde a poesia ao teatro, passando pela música, numa forma de renovação da Arte através de uma obra responsável dirigida a diversos deveres artísticos.
Pelo seu constante compromisso com a cultura, chamo o pintor Romeo Niram a receber o MAC`2009 Dinamização Cultural.

MAC`2009 Dinamização Cultural
Romeo Niram



Concurso para Medalha Comemorativa – 15º Aniversário MAC

Prémio MAC`2009 Inovação Medalha


Uma parceria que tem vindo a ser firmada ao longo dos anos, é a que estabelecemos com o Volte Face – Medalha Contemporânea, Secção de Investigação da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa.
Juntos temos trabalhado no intuito de promover a medalha não forçosamente como sinal comemorativo de algo, mas sim, como objecto com lugar próprio e bem definido na universalidade da arte, alargando o seu campo de acção para as novas gerações de escultores e medalhistas.
Pela primeira vez, propusemos aos artistas do Volte Face, o desafio de criar a medalha comemorativa do 15º Aniversário do MAC, de forma a traduzirem a pluralidade de sentidos que nos caracterizam.
O desafio foi aceite e do conjunto de propostas apresentadas ressaltou, à partida, a qualidade, criatividade e sentido de inovação a que o grupo já nos habituou.
Hoje, e aproveitando para agradecer a todos os intervenientes o trabalho que desenvolveram, distinguimos os criadores das três propostas que mais mereceram a nossa atenção.
Desta forma, o MAC distinguiu com Menção Honrosa, os projectos de Ana Gorgulho e Lia Silvério Morais.



E para receber o Prémio MAC`2009 Inovação Medalha chamo o autor da Medalha Comemorativa do 15º Aniversário MAC, Hugo Maciel.



MAC`2009 Menção Honrosa – Medalha
Ana Gorgulho
e Lia Silvério Morais


MAC'2009 /ARTISTAS


Manifestado o interesse em ver criado um instrumento de protecção, valorização e reconhecimento por todos aqueles que produzem e promovem a cultura, os Prémios MAC cedo se tornaram o meio eficaz para distinguir os exemplos mais notáveis de formas de expressão artística, reconhecendo não só as instituições e agentes que promovem a acção cultural, e todos quantos desenvolvem acções de protecção, divulgação ou mecenato, mas igualmente, as obras e os artistas que colaboraram no objectivo comum do nosso trabalho enquanto motor de desenvolvimento, factor de coesão cultural e social, instrumento de qualificação e incontornável alavanca de progresso.


HOMENAGEM FIGUEIREDO SOBRAL

Hoje, prestamos homenagem a um dos pintores que abraçou a nossa causa, acompanhando-nos ao longo destes 15 anos, prestigiando-nos com a sua obra.

Um buscador incessante de materiais e de formas a fim de dar sentido ao seu universo estético como suporte de um discurso moderno, quer assumindo um compromisso entre a pintura e a escultura de inspiração surrealizante, quer expressando-se nas suas oníricas aguarelas.
É este o percurso plástico maior que o Mestre Figueiredo Sobral nos oferece, interiorizando sempre a sua visão do mundo, isolando-se para se encontrar a sós com a sua arte, num diálogo que só ele entende, como dádiva miraculosa e perene que os deuses lhe ofertaram...
Lembramos sempre com muita Amizade e Admiração a figura deste grande mestre e dedicamos-lhe hoje, no dia em que o MAC comemora o seu 15º aniversário esta singela, mas sentida homenagem.
Não nos podendo brindar com a sua presença, o Mestre é hoje representado pela sua mulher Elsa Rodrigues dos Santos.

MAC`2009 Revelação

O trabalho que o MAC este ano distingue com o Prémio Revelação é um trabalho de acção, na verdadeira acepção da palavra. Quer na sua fundamentação teórica, quer na sua vertente prática, traduz-se não num simples jogo de extravagância formal e cromática, mas enquanto ferramenta de pesquisa e encontro de novas soluções formais.
Para receber o Prémio MAC`2009 Revelação, chamamos a pintora Ana Tristany que “ao sol, à chuva e ao vento” nos apresentou o conjunto da sua obra plena de energia gestual espontânea.

MAC`2009 Revelação
Ana Tristany

MAC`2009 Internacional

Assinalando a sua primeira mostra no espaço MAC, não podemos deixar de chamar a atenção para a forma total com que este artista interpretou e desmistificou a máscara que cada um de nós transporta diariamente para o exterior.
Assim, pelo entendimento cosmopolita e globalmente vivido e partilhado com cada um de nós quotidianamente, distinguimos a exposição “Global Make Up Program” e Zoran com o Prémio MAC`2009 Internacional.

MAC`2009 Internacional
Zoran


MAC`2009 Fotografia

Com as imagens que nos oferece, podemos identificar o seu modo de estar e sentir, os seus motivos, a forma mágica como integra a realidade dos objectos, dos espaços e da sua presença, captados por um olhar perspicaz vocacionado para a fixação intemporal do mundo.
Pela alegria que transmite aos outros, pela sua generosidade, pela forma idealista como encara a sua arte e pela originalidade e perspicácia como capta os melhores ângulos de um rosto, o sentido de um gesto, de um movimento ou de vários aspectos do quotidiano, transformando a realidade através da “experimentação do olhar”, Rosa Reis é hoje distinguida com o Prémio MAC`2009 Fotografia.



foto de Maria João Franco



MAC`Hilário Teixeira Lopes
Em homenagem ao Homem e ao Artista cuja obra tão brilhantemente tem constituído uma preciosa ajuda para melhor se definirem os caminhos que a Arte Contemporânea terá de percorrer no século XXI, o MAC instituiu o prémio anual MAC`Hilário Teixeira Lopes, destinado a distinguir o artista cuja obra se insira num campo de intervenções exemplares, ao nível da qualidade e inovação, na categoria das Artes Plásticas, destacando-se pela excelência da criação artística.
Este ano, todos os artistas que expuseram individualmente no MAC estiveram sujeitos à avaliação do Mestre, mas só um pôde alcançar tão nobre distinção. Passamos então a palavra ao Mestre Hilário Teixeira Lopes que irá proceder à entrega do Prémio homónimo.



fotos de Rosa Reis
Lourdes Leite recebe das mãos de Hilário Teixeira Lopes

o Prémio MAC'Hilário Teixeira Lopes




MAC`2009 Prestígio
Contar o nosso percurso passa por reconhecer o mérito daqueles que se envolvem no nosso projecto, tornando público o nosso reconhecimento a todos quantos desde o início perceberam e colaboraram no objectivo comum do nosso projecto.
Uma vez mais, este ano, distinguimos de entre os artistas que connosco colaboram aquela que, pela disponibilidade demonstrada em todos os contactos estabelecidos, pela maneira desinteressada com que divulgou e promoveu as nossas actividades, actualizando grande parte da informação referente a este espaço, se assumiu como uma colaboradora incansável.
Pela generosidade demonstrada, que nos merece profunda gratidão, distinguimos com o Prémio MAC`2009 Prestígio a Pintora Maria João Franco.

MAC`2009 Prestígio
Maria João Franco



MAC`2009 Medalha

Já hoje aqui falámos de medalhas. E fizemo-lo ao referir o trabalho de um grupo de acção que se desenvolveu pelo sonho de um homem.
Verdadeiramente inovador criou como ninguém antes nem depois, um outro estatuto para a Medalha Portuguesa, integrando-a de uma forma definitiva no panorama das artes plásticas nacionais e internacionais, despertando a curiosidade das novas gerações.
A atestar a qualidade do seu trabalho, dúvidas houvesse, somos forçados a referir que acaba de alcançar uma das mais relevantes distinções nacionais no campo da Medalhística – o Prémio Dorita Castel-Branco.
Se a medalha contemporânea tem hoje um sentido, é o sentido que o João Duarte lhe deu e que nós distinguimos com o Prémio MAC`2009 Medalha.

MAC`2009 Medalha
João Duarte


Com um modo muito peculiar de operar no campo plástico, o pintor adquire uma extraordinária capacidade de apelo à consciência emocional, criando um mundo de expressão, movimento e visualidade, onde as linguagens se encontram num fazer acidental em que formas e figuras parecem surgir do acaso.
Neste jogo de pequenas e grandes áreas que se vão tornando conotáveis ao olhar e à capacidade de captação e relação formal, confirmamos o talento e a alta qualidade da obra apresentada na exposição “Continuação”. Eis o motivo pelo qual nos sentimos compensados ao atribuir o Prémio MAC`2009 Pintura a Fernando d`F. Pereira.

MAC`2009 Pintura
atribuído ex-aequo
Fernando d`F. Pereira


Estar perante uma tela é estar diante de um mundo muito próprio em que a obra se oferece ao fruidor num espectáculo encenado por cor e forma.
Numa primeira fase, o observador, pode ver reflectidas expressões em perfeita simbiose com algo do quotidiano da nossa época, na tentativa de definir plasticamente as personalidades mutáveis do inconsciente colectivo.
Assim é o trabalho de Tereza Trigalhos que, numa pujança incomum, traduz uma nítida visão pessoal, que deliberámos distinguir com o Prémio MAC`2009 Pintura.


MAC`2009 Pintura ex-aequo
Tereza Trigalhos

A par de uma notável actividade profissional que lhe deu projecção nacional e internacional, coexiste um pintor, igualmente notável, empenhado na busca de uma expressão plástica, receptiva ao grande e pequeno mundo que o rodeia.
Indagação plástica, cromática e formal, mas indagação humana também, a marca que mais o distingue de tantos outros artistas que embrenhados no seu mundo não assistem ao mundo que os rodeia.
Singular no companheirismo e generosidade para com aqueles que procuraram o seu talento, seja na serigrafia, seja na pintura, António Inverno é, no fundo, um contador das “estórias” da Arte Portuguesa, o mestre dos grandes, que hoje merecidamente distinguimos com o Prémio MAC`2009 Carreira, não só pela dimensão estética da obra, mas também pela dimensão ética do Homem.

foto de Maria João Franco

MAC`2009 Carreira
António Inverno


MAC`2009 Honorário
Ao longo dos anos, o MAC tem aberto as suas portas a uma plêiade de artistas que pelo mérito do seu trabalho nos tem ajudado a alcançar o reconhecimento público da qualidade que imprimimos às nossas actividades.
A estes artistas, personalidades de relevo na Arte Portuguesa, o MAC procura retribuir conferindo-lhes um lugar cimeiro dentro do espaço de acção que protagonizamos, através do Prémio MAC`Carreira.
Este prémio não é apenas uma homenagem. Traduz-se no reconhecimento que o MAC faz àqueles que entende desempenharem as suas funções artísticas em plena harmonia com os valores de excelência que valorizamos.
Este ano, reconhecendo o carácter de excepção da obra, damos especial destaque ao artista e ao modo singular como tem vindo a desenvolver o seu percurso no MAC, valorizando a ética, o rigor e o profissionalismo no seu desempenho, chamamos a receber o Prémio MAC`2009 Honorário, o pintor Roberto Chichorro.

MAC`2009 Honorário

Roberto Chichorro


Seguiu-se um jantar comemorativo no Restaurante "Jardim do Marisco" oferecido pela Direcção do MAC - Movimento Arte Contemporânea a todos os artistas, premiados ou não, bem como à comunicação social , clientes e amigos.

ver mais em



FOTOS DE ROSA REIS

Thursday, July 2, 2009

Primeiras repercursões na Imprensa Nacional


Le Monde Diplomatique



Le Monde Diplomatique (nº33, II Série, Julho 2009, Dir. Sandra Monteiro)

Monday, June 8, 2009

MAC-Movimento Arte Contemporânea



15ºaniversário




Troféu da autoria do Esc. João Duarte




Álvaro Lobato de Faria

Director coordenador do MAC


Zeferino Silva-Director do MAC


O MAC-Movimento Arte Contemporânea inaugura no próximo dia 30 de junho, terça-feira, pelas 18.30 horas , a exposição colectiva de Artes Plásticas comemorativa do 15º aniversário MAC.



Nesta inauguração serão atribuidos os MAC'2009 (peça escultórica concebida pelo escultor João Duarte) aos artistas, Imprensa e entidades que mais se destacaram culturalmente nos nossos espaços durante o ano de 2008/2009.


A entrega dos Prémios MAC'2009 decorre na Av. Álvares Cabral , pelas 18.30 horas, seguindo-se a inauguração da Exposição em simultâneo, na Rua do Sol ao Rato,9C e na Av. Álvares Cabral, 58/60, em Lisboa




de amore (Maria João Franco)


noite estrelada(Santos Lopes)



Nesta colectiva serão expostas obras de



PINTURA


Alfred Opitz Ana Tristany André Lothe António Inverno Arpad Szenes Artur Bual Cabrita Reis Cruzeiro Seixas Chagall Fernando d'F. Pereira Figueiredo Sobral Francis Smith Gil Teixeira Lopes Hilário Teixeira Lopes Jaime Murteira Júlio Resende Lanskoy Lourdes Leite Luísa Nogueira Malangatana Maria João Franco Mário Cesariny Matilde Marçal Miguel Barros Roberto Chichorro Rocha de Sousa Rogério Amaral Saulo Silveira Tereza Trigalhos Vieira da Silva Zoran



ESCULTURA


Abraham Dubkovsky Alberto Gordillo Alejandra Majewski João Duarte Manuel Pinto Santos Lopes



FOTOGRAFIA

Rosa Reis


Joalharia

Alberto Gordillo


Medalhística

João Duarte


*mais artistas em acervo


texto do catálogo
Desenvolver este projecto tem sido, ao longo destes 15 anos, uma tarefa árdua que exige sistematicamente constantes e desinteressados esforços.
Assim, apostamos nestes últimos anos, sobretudo neste último, que agora comemoramos, na conquista de novas parcerias, reforçando não só as já estabelecidas, mas alargando a nossa área de trabalho e desempenho, recriando a nossa equipa, de forma a estabelecer parâmetros que possam responder a quaisquer desafios no campo dos projectos internacionais em curso.
É neste campo que se situa e desenvolve o nosso projecto de trabalho, no sentido de divulgar os diversos valores que se situam no campo da linguagem universal das artes, como factores de conhecimento e de progresso socio-cultural dos povos.

É este o papel continuado do MAC – Movimento Arte Contemporânea, que, acolhendo nos seus espaços as várias formas de expressão daqueles que dão forma e conteúdo àquilo a que hoje chamamos ”arte”, os artistas que nos seus modos vários de apresentação e solução plástica nos deixam ver para lá dos mundos constantes e rotineiros que rodeiam o nosso quotidiano, permitindo-nos penetrar nos seus universos íntimos, conectando-nos assim a outras realidades e formas de expressão que marcarão decerto a viragem dos saberes, tecnologicamente aceites, áreas porventura mais enriquecedoras no devir das criações futuras.

Aproveito para apelar à união entre os artistas, vector fundamental para o bom funcionamento e divulgação de todo o esforçado trabalho que o MAC tem vindo a desenvolver, tanto de forma unilateral, como nas várias parcerias já realizadas.

A criação do novo Prémio MAC’2009 Hilário Teixeira Lopes, alargará ainda as possibilidades de destacar outros valores que connosco trabalham, incentivando, não a competição, mas o arejamento das formas do agir e do criar.

Ainda o Concurso de Medalhística que pela primeira vez propusemos aos artistas do Volte Face – Medalha Contemporânea, criará mais um campo de interesse e divulgação daquela disciplina artística, pensando nós, ser um pólo positivo no alargamento dos interesses gerais.

Regozijamo-nos com a convicção de termos vindo a desenvolver a nossa actividade, cumprindo os nossos objectivos, e com o facto de ter conseguido para o MAC e para os seus artistas o lugar de destaque que hoje tem no panorama das artes plásticas.

Nesta exposição em que comemoramos o 15º aniversário do MAC – Movimento Arte Contemporânea, serão atribuídos, não só, os MAC’2009 (peça escultórica da autoria do Professor Escultor João Duarte), aos artistas que nos vários níveis e escalões, mais se destacaram no MAC durante 2008/2009, o recém-criado MAC’2009 Hilário Teixeira Lopes, os prémios de Medalhística para as três melhores respostas ao concurso agora proposto, bem como os MAC’2009, aos órgãos de comunicação e divulgação, instituições e personalidades particulares ou colectivas, que mais o apoiaram durante este mesmo período.

A todos os que connosco têm acompanhado, interiorizando estes projectos de trabalho e se têm rejubilado com esta nossa caminhada, deixamos o convite para que se juntem, uma vez mais à nossa festa, a festa da arte!
Dedicamo-vos, sempre, estes eventos com toda a amizade.

Álvaro Lobato Faria
Director Coordenador do MAC
Zeferino Silva
Director do MAC


As mostras podem ser visitadas de segunda a sexta,das 13h às 20h, sábado,das 15h às 19h,

domingo, por marcação Tm 96 267 05 32

Estamos encerrados de 1 a 31 de Agosto para férias.
Reabrimos no dia 1 de Setembro

http://www.movimentoartecontemporanea.com/

Saturday, May 9, 2009

Pintura,Fotografia e Medalha Contemporânea no MAC



O MAC-Movimento Arte Contemporânea
www.movimentoartecontemporanea.com
inaugura três exposições no dia 2 de Junho pelas 19horas



"Karingana-estórias de era uma vez"



pintura de Roberto Chichorro






na Av. Álvares Cabral,58/60 em Lisboa



Roberto Chichorro com esta sua exposição “KARINGANA – estórias de era uma vez” revela-nos o fundamento da sua estética e da sua poética, a essência da imagética formal das suas raízes.
Marcas da vida nas memórias e no registo, estas telas dão-nos a ideia possível das suas referências.
Pintando, Chichorro remete-nos para o seu tempo passado, para os seus lugares de eleição, como se a vida se fixasse em cada modo, em cada cor, em cada amplexo da forma.
Forma que nos faz sentir a estória de ritos e mitos em que somos modelados e fixados numa sinalética que é o paradigma total da nossa/sua realidade.
Assim, paradigmática é a obra de Roberto Chichorro, na obediência, inconsciente ou subconsciente, com que associa os símbolos que revelam a forma total da sua africanidade, na poética ritualesca em que se respira a memória da sua vida vivida.

Como referimos no texto da sua mostra “Tempo de noivamentos com flores de ser jacarandá” a pintura de Roberto Chichorro situa-se num tempo essencial, espacial, e rítmico de um “eros” onirico e musicalizado, marcada por um colorismo emanente de mitos e ritos que se situam nas suas raízes e referências, na ingenuidade possível de um tempo escolhido entre a memória e a poesia”


Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do MAC
Movimento Arte Contemporânea






  • "ESPAÇOS-experimentação do olhar"

  • Fotografia Rosa Reis



    • na Rua do Sol ao Rato 9 C em Lisboa



    Rosa Reis é uma artista no sentido exacto da palavra, pela alegria que transmite aos outros, pela sua generosidade, pela forma idealista como encara a sua arte e pela originalidade e perspicácia como capta os melhores ângulos de um rosto, o sentido de um gesto, de um movimento ou de vários aspectos do quotidiano, transformando a realidade através de um modo de ver, de visualizar que é o seu.

    Com as imagens que Rosa Reis nos oferece, podemos identificar o seu modo de estar e sentir, os seus motivos, a forma mágica como ela integra a realidade dos objectos, a sua presença num mundo continuado e poético que é a sua obra.

    Um olhar perspicaz vocacionado para a captação intemporal do mundo, das pessoas e das coisas, dos espaços e dos tempos, Rosa Reis capta a magia do momento incomensuravelmente mínimo, em que o seguinte se desiguala por força do tempo que vivemos, insertos que somos no nosso universo cósmico.

    A fotografia, distantemente das outras artes bidimensionais, fixa o momento exacto.
    Tentativa usada pelos impressionistas, no sentido de recolher o instantâneo de luz /cor de cada momento. Longe do impressionismo e do realismo em termos estéticos e mesmo descritivos, a inclusão da fotografia como meio moderno surge como sintoma de ruptura e fim da modernidade e, paradoxalmente, dos fundamentos do pós-modernismo.

    A imagem fotográfica tem a capacidade de reter presenças que de algum modo sirvam, por um lado para o reconhecimento do real e sua apreensão como a mágica representação de momentos de memória.

    Entra por este meio no universo das artes, da arte, talvez ao nível da simbólica representação pré-histórica para a apreensão do objecto, tornado objecto de arte pela evolução dos conceitos.

    Tomemos esta analogia como se a fotografia fizesse parte ainda da antropologia das memórias registadas.

    Mas, quando a fotografia ultrapassa o real e penetra um mundo filtrado pelo fotógrafo, entra já conceptualmente no campo da arte como fazendo parte integrante dos objectos sujeitos à manipulação do artista, surgindo um objecto-outro posto em acto pela mente criativa do artista.

    Em Rosa Reis, ao longo da sua obra publicada, sentimos esse estímulo de registos e comparações do homem em habitats vários, reformulados e inseridos em contextos diversos, dando-nos por vezes a dimensão de escalas e situações em que o homem se ultrapassa a si próprio; noutras séries de obras oferece-nos o inquietante e palpitante espectáculo do frenesim actuante, como se o som e o movimento parassem no tempo, para nos fazer chegar o sentir e o respirar daquele momento.

    Assim, é necessário chamar a atenção para o facto de a obra de Rosa Reis não ser a imagem em geral, mas sim o modo como aquela foi concebida e realizada através de um dispositivo técnico elemento intermediário e interfactual entre Ela e o mundo.

    No entanto e apesar desta demarcação, é evidente que na sua condição real de imagem, depende ainda de outras relações.

    A mais problemática será sem dúvida do ponto de vista histórico e ontológico que a imagem assinala como uma ferramenta de representação realista que Rosa Reis na sua imensa qualidade delata, pela formulação interna que determina a sua forma específica de aprender a realidade, dá-nos essa mesma realidade como sua.

    É por esta qualidade enorme que Rosa Reis nos apresenta agora no MAC – Movimento Arte Contemporânea esta exposição e nos oferece aquilo que tomou para si no tempo e no momento como corpo e alma das coisas ali representadas.


    Álvaro Lobato de Faria
    Director Coordenador do MAC
    Movimento Arte Contemporânea




    ANVERSO REVERSO - 5

    João Duarte/Medalha Contemporânea

    • na Rua do Sol ao Rato 9C em Lisboa

    Apocalypse - bronze patinado


    Ambivalência I - bronze patinado





    Ambivalência II - bronze patinado



    Temptation - bronze patinado



    As maneiras segundo as quais os homens são capazes
    de competir pela superioridade são tão variadas
    quanto os prémios que são possíveis de se ganhar(1)



    Homo Sapiens / Homo Faber / Homo Ludens

    O carácter de ficção é um dos elementos constitutivos da obra de João Duarte.
    É coisa muito séria e necessária, além de ser reclamado como um “direito de autor”.
    Os jogos e os “brinquedos” fazem parte da vida do João tanto quanto ele vive num mundo de fantasia, de encantamento, de alegria, de sonho, onde realidade e faz-de-conta se confundem. “Brincar” está-lhe na génese do pensamento, da descoberta de si mesmo, da possibilidade de experimentar, de criar e de transformar o mundo.
    Enquanto o “jogo” dura, as regras que regem a realidade quotidiana ficam suspensas. E é assim que tem de ser.
    O João é o medalhista que brinca. O Homo Ludens (2)
    de Huizinga que aprimora a capacidade lúdica como uma categoria absolutamente primária, tão essencial quanto a fabricação do objecto ou o raciocínio que lhe antecede.
    Dá forma a mentefactos, objectos ou representações mentais de coisas, situações, ocorrências externas e vivências interiores conscientes ou emocionais.
    Como um verdadeiro microcosmo, a obra do João Duarte estabelece-se como uma realidade fascinante, diversa da arte contemporânea, possuidora de tempos, espaços, regras, valores e objectivos específicos.
    É este o sentido, a forma e o modo como o João Duarte interiorizou e desenvolveu o papel da medalha como Objecto de Arte, transformando o conceito tradicional de medalha num outro – a medalha como Objecto Lúdico. Objecto de conhecimento na relação que estabelece com o fruidor que dele participa, captando-o segundo as formas adquiridas à priori e as categorias inatas ao intelecto.

    Se tem um pai, também há-de ter mãe

    Estava-se no final da década de 70 na então Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, à cidade de São Francisco. Emergia um esforço encetado pelo Professor Escultor Euclides Vaz no sentido de incrementar a medalha como tecnologia da licenciatura de Escultura.
    Entre os primeiros curiosos, o João.
    A medalha situava-se agora entre a ordem e a desordem, constituindo-se já como um instrumento de uma nova sociabilidade, com limitações e oferecimentos.
    Do emaranhado de experimentações iniciais ressaltavam agora, de uma forma mais ou menos clara, as primeiras propostas concretas realizadas ao longo da última década – José Aurélio, Irene Vilar, José Rodrigues, Charters d`Almeida, José João Brito ou Clara Menéres aventuravam-se a desbravar caminho, entre tantos outros.
    Aparentemente, a medalha “jogava-se” com uma realidade que se regia por regras convencionais, convencionadas e racionais, provavelmente razoáveis e aceites por todos os intervenientes. Mas no João gerava emoção, excitação e fascínio.
    Apesar do seu regramento, a medalha manifestava-se imprevisível, abria uma brecha, um intervalo no quotidiano, no “sério”, abria um leque de possibilidades, um tipo moderado de loucura, que determinava a carga intensa e múltipla de significados que se propunha desenvolver.
    Transcendia a finalidade e o sentido comemorativos, conferindo-lhe uma carga “festiva”.
    Parentescos à parte, com relação ao estudo de um amplo conjunto de comportamentos que inclui as primeiras experimentações plásticas, João Duarte pode ser considerado como o primeiro a encetar esforços no sentido de estabelecer uma praxis no campo da medalha contemporânea, dependente, exactamente, da modalidade ou característica lúdica que lhe serve à argumentação.
    De “menino bonito” a “enfant terrible” da medalhística portuguesa, faz parte da sua história por representar uma conquista fundadora. Só por isso tem direito ao seu lugar.
    A par dos avanços técnicos, estético e até culturais que materializou, o que mais impressiona é que ainda hoje, mais de duas décadas passadas, quando tudo mudou, o João se mantém firme, testemunhando uma vanguarda que o tempo não apaga.

    Abrir caminho é tarefa para os audazes. E o João faz parte dessa classe “dirigente” que olha para a frente e projecta o futuro. A sua obra tem sede própria – ensaia composições, recorre a materiais variados, aplica a pluralidade das cores.
    Misturando o bronze com outros materiais, cria peças com um novo sentido para o fruidor, podendo este intervir, desagregando e reconstruindo o objecto, como se de um puzzle se tratasse.

    Traçar e seguir um rumo…

    Como no desenrolar de uma paixão, as certezas fortaleciam-se nas conquistas que alcançava. Os primeiros prémios, o reconhecimento nacional, a primeira internacionalização (em 1988, no XXI Congresso Internacional da FIDEM, em Colorado Springs, por recomendação do gravador Vasco Costa).
    A medalha apresentava-se como um campo cada vez mais complexo e fascinante, com maior ou menor nitidez, maior ou menor ocultação. Uma aparência entendida como aquilo que parece ser, mas que possibilita qualquer coisa de diferente e até de oposta.
    Na década de 90, logo após a aposentação do Professor Hélder Batista, assume a regência da cadeira de Medalhística na então Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, e traça o rumo para as gerações vindouras. Um rumo que convoca de imediato duas premissas de base: a diferença e a complementaridade.
    Uso, transformação, recriação – o abandono de preconceitos amarrados a uma noção erudita, elitista, virtuosa e redutora da medalha.
    A estandardização, aos poucos, dá lugar à aspiração de originalidade. A busca de objectividade extrema abre lugar à inquietação da subjectividade que determina a sua carga intensa e múltipla de significados – a produção de sentido.
    O João Duarte levou as velhas e novas gerações de escultores a interessarem-se pelo estudo da medalha enquanto obra de arte, inculcando-lhes a ideia de liberdade de criação de um objecto que pode ser manipulado de uma forma diversa, não forçosamente como sinal comemorativo de algo, mas sim, como objecto com lugar próprio e bem definido no campo da universalidade da arte.
    Costurado pelo chamado “espírito desportivo”, capaz de banalizar vitórias e derrotas ao sustentar a máxima “o importante é participar”, nasce o primeiro grupo organizado de medalhistas portugueses – ANVERSO/REVERSO. Na sua composição fundadora, os nomes de Hélder Batista, João Duarte, José Simão, Paula Lourenço e Vítor Santos articulavam-se numa espécie de rede de fraternidade reunida, literalmente, em torno de uma mesa de restaurante.
    Medalhas e problemáticas teórico-práticas à parte, o verdadeiro “espírito de grupo”, inicialmente alicerçado numa ética que partia da liberdade voluntária dos seus membros e impunha a igualdade de oportunidades e condições, viria a manifestar-se numa forma de ordenação providencial, traduzida por uma outra máxima - “que vença o melhor”. Situação que envolvia a necessidade de afirmação de unidade territorial, vaticinando o verdadeiro clamor concorrencial que lhe estava na génese, quem sabe se pelo impulso da competição, se pelo prazer do embate.
    A rigor, os jogos podem ser sérios. Situados entre as actividades regradas e concretas que participam da sensatez. Mas a capacidade de jogar conforme as regras combinadas não é inerente a todos. Depende de certos princípios exteriores ao próprio jogo, como honra, honestidade e bom-tom.
    Que vença o melhor, pois então!



    É necessário que ele cresça e que eu diminua.(3)


    A dupla face do João

    No Cristianismo medieval, as antigas festas solsticiais em honra de Baco, Saturno ou Jano (4)
    , o deus de duas faces, tornaram-se nas festas dos dois Joões – Batista e Evangelista – celebrados nas proximidades dos solstícios de Inverno e de Verão.
    E apesar de não existir nenhuma relação etimológica entre os dois nomes, não podemos deixar de nos questionar se será puro acaso a semelhança fonética entre Jano e João.
    Sendo Junho o mês das sanjoaninas, manifestações mais significativas das festividades populares, que melhor altura para comemorar o João?
    Embora não possamos ignorar a perspectiva mais plural e elástica da “concorrência”, na fase de construção paradigmática em que a Medalhística se encontra actualmente, o programa do João Duarte apresenta-se como o mais estimulante.
    Verdadeiramente inovador, medalhista de referência, João Duarte criou como ninguém antes nem depois, um outro estatuto para a Medalha, integrando-a de uma forma definitiva no panorama das artes plásticas portuguesas.
    Adoptando uma perspectiva ampla, nas suas variantes ideológica, formal e pedagógica, que lhe permite melhor agarrar a complexidade e heterogeneidade do campo operativo, não corre riscos de se perder num horizonte sem fronteiras mínimas, recorrente a pequenas imitações, simbólicas ou padronizadas de multiplicação ad infinitum.
    Eficiência e honestidade. A dupla face do João. Conta o que está e os que estão e à sua volta está uma “movida” imparável que lhe estimula a criatividade. Alimenta-os e alimenta-se deles.
    Com o VOLTE FACE – Medalha Contemporânea(5)
    (actual Secção de Investigação que coordena na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa) comemorou já as bodas de estanho. Ainda não é prata, ainda não é ouro. Mas o estanho, maleável e sólido, não oxida facilmente e é resistente à corrosão.
    Desde a fundação do MAC, muito próximo dos 15 anos de existência, que o João Duarte tem sido um verdadeiro Amigo e um colaborador activo constante, expondo com regularidade o seu trabalho de escultura e de medalha, contribuindo também, deste modo, para o prestígio do MAC – Movimento Arte Contemporânea.
    Nesta exposição, ANVERSO REVERSO-5, assumida como símbolo da expurga a fazer neste campo plástico, João Duarte afirma o papel de mestre que lhe cabe como medalhista maior que é, como artista que assume de corpo inteiro o lugar que lhe compete, cuja obra desenvolveu, repartiu e frutificou neste esplêndido conjunto de medalhas que agora nos apresenta.


    [1] Huizinga, Johan: Homo Ludens Perspectiva: São Paulo, 1999, p.119
    [2] Op. cit
    [3] João; 3: 30
    [4] A propósito de Jano v. Teixeira, José; “A Dupla Face de Jano”, in ANVERSO REVERSO, Lisboa: INCM, 2009
    [5] A propósito v. Duarte, João; VOLTE FACE – medalha contemporânea – 10 ANOS, Lisboa: Centro de Investigação e de Estudos Volte Face – Medalha Contemporânea, 2008; pp.5-6.

    Álvaro Lobato de Faria
    Director Coordenador do MAC-Movimento Arte Contemporânea


    • As mostras podem ser visitadas até 26 de Junho de 2009

    de segunda a sexta,das 13h às 20h
    sábado,das 15h às 19h
    domingo, por marcação Tm 96 267 05 32


    Em http://www.movimentoartecontemporanea.com/
    poderá encontrar toda a informação sobre o
    MAC-Movimento Arte Contemporânea

    Friday, April 24, 2009

    Lourdes Leite e Fernando d'F.Pereira no MAC

    O MAC-Movimento Arte Contemporânea
    inaugura mais duas exposições no dia 5 de Maio pelas 19horas
    "Incursões" de Lourdes Leite
    na Av. Álvares Cabral,58/60 em Lisboa
    e "Continuação " de Fernando d'F. Pereira
    na rua do Sol ao Rato 9C em Lisboa
    ambas as mostras podem ser visitadas de segunda a sexta,das 13h às 20h
    sábado,das 15h às 19h
    domingo, por marcação Tm 96 267 05 32

    [NOTA: no nosso site

    http://www.movimentoartecontemporanea.com/

    poderá encontrar toda a informação sobre o

    MAC-Movimento Arte Contemporânea]

    As exposições estão patentes até 29 de Maio


    LOURDES LEITE
    "INCURSÕES"

    Amadeu

    Mondrian

    Toulouse-Lautrec

    Lourdes Leite tem um dos mais fecundos percursos no panorama das artes plásticas portuguesas. A sua pintura, extremamente personalizada, de uma marcante qualidade plástica, assegura-lhe com toda a justiça e sem sombra de dúvida um lugar na “nata” da história de arte portuguesa, que é o patamar dos nossos mestres.
    De uma firmeza técnica excepcional no domínio do seu ofício e na marca pessoal que sempre imprime nas suas telas, Lourdes Leite não se deixou nunca absorver por quaisquer temporais e inconsequentes “modismos”.
    Assim, o rigor e a objectividade com que sempre trabalhou a pintura e a gravura colocaram Lourdes Leite num dos lugares cimeiros da sua geração.
    Por isso mesmo, é com crescente destaque no meio artistico português que o seu trabalho se notabiliza, pela profundidade da reflexão em que se envolve por força de um quotidiano artístico e se enriquece pelo rigor, diríamos oficinal, da sua execução e espiritualidade da sua concepção.
    Pairando sobre a sua obra, uma forte dimensão lírica que só uma artista subtil e refinada como Lourdes Leite tem o dom e o poder de ostentar, pela fluidez da sua linguagem, pela força e encanto da sua evasão e do seu êxtase, faz com que o viajar pela sua obra seja uma fascinante e esplêndida aventura plástica e poética.

    Álvaro Lobato de Faria
    Director Coordenador do MAC
    Movimento Arte Contemporânea
    2009



    FERNANDO D'F.PEREIRA
    "CONTINUAÇÃO"


    Pica pau



    o linguas




    o do vento




    Estar perante a pintura de Fernando d’ F. Pereira é estar diante de um mundo muito próprio em que a obra se oferece ao fruidor um espectáculo de cor e forma em que estas se autodeterminam para aparência do acaso.
    F. Pereira não se inscreve enquanto criativo no mundo massificado da arte global.
    Antes, dela se distancia na medida em que não se detecta qualquer influência próxima, não pondo de lado contudo o manancial de saber que advém do conhecimento de toda a pintura anterior, desde um Pollock a um De Kooning, passando mesmo por um Du Buffet, tendo contudo sabido traduzir a síntese de todas as correntes estéticas do século XX num modo muito peculiar de operar no campo plástico a sua interioridade pelo prazer lúdico com que manipula os diversos materiais.
    Esse modo de prazer, de um fazer acidental em que formas e figuras parecem surgir do acaso, tornando-se inteligíveis pela forma dinâmica como se relacionam no campo plástico.
    É um jogo de pequenas e grandes áreas que se vão tornando conotáveis ao olhar e capacidade de captação e relação formal, criando uma rede de encenação como que divindades saindo de um plasma inicial. Isto provém da alta técnica de Fernando d’ F. Pereira no uso dos materiais e no tratamento das cores.
    Confirmando o talento e a alta qualidade do autor desta mostra, eis o motivo pelo qual nos sentimos compensados com esta exposição de Fernando d’ F. Pereira agora patente no MAC-Movimento Arte Contemporânea.

    Álvaro Lobato de Faria
    Director Coordenador do MAC
    Movimento Arte Contemporânea
    2009