créditos

Direcção, organização e redacção
Álvaro Lobato de Faria e Zeferino Silva

Monday, February 8, 2010

Ricardo Paula_"o eco...e o azul profundo da Casa do Lago"






2 a 31 de Março de 2010

O eco... e o azul profundo da Casa do Lago




PINTURA de Ricardo Paula



texto de apresentação



Ora exuberante ora como relâmpago de silêncio e desespero, simbiose de céu e terra, realidade e imaginação, prisão e liberdade, a Mulher é a essência da pintura de Ricardo Paula, onde o ser é elevado da sua redutibilidade física a esferas de grandeza e de místico conteúdo alegórico.
O seu rosto, por vezes encoberto e indefinido ou acentuado com traços fortes e marcantes, situa-se no limiar do intraduzível real e conduz-nos de imediato ao mundo próprio do artista.
As formas despidas, o jogo da geometria, da luz e da emoção não impedem a existência de uma tensão, uma dissonância íntima que introduz a sensualidade e explica o prazer que sentimos ao contemplá-las.
São sonhos que conhecemos sem os ter sonhado, sugestões de fantasia, testemunhos imaginados, como que um sussurrar de segredos, fruto da sua força plástica e do uso sábio da neutralidade da cor.
A pintura de Ricardo Paula constitui um elo entre a pureza do traço e a beleza das formas. É algo não só peculiar, mas até mesmo magnífico, uma visão toda nova e toda sua de engrandecer e a enriquecer o nosso olhar e a maneira de percebermos as coisas e o universo em que vivemos.
Há, não só, o espaço que apenas com o olhar se vislumbra, mas há também e sobretudo, a sugestão das coisas que contemplamos sem as vermos. O seu silêncio é uma forma de absoluto anseio da totalidade perdida.
E é nesse silêncio diluído das telas, nessa nudez quase branca que surgem agora as tímidas vozes que habitam “o eco... e o azul profundo da Casa do Lago”.
E já não sabemos se são recordações que julgávamos perdidas ou simplesmente apelos contidos das nossas emoções, onde gentes e objectos estão presentes por detrás das telas, onde nada sobra, nem um só traço que não seja essencial.
Ricardo Paula traduz com pujança incomum a sua nítida visão pessoal, numa coerência em que as personagens são subtilmente diferenciadas através das cores incisivas e da dinâmica do traço: inscrevendo linhas viris e bem visíveis, sobretudo na maneira vigorosa de sublinhar o desenho, a sua pintura denota uma vontade e um querer impositivos.
A composição severamente estruturada e as relações cromáticas são inovadoras de contrastes e plenas de vigor e originalidade. A textura é utilizada com sabedoria, matiza a emoção do artista e confere densidade à pintura.
Com este inventário deixado pelo prazer e pelo abandono, com todas as notas tiradas à margem como fragmentos de vida, Ricardo Paula cumpre, entre a inovação e o aperfeiçoamento progressivo das suas formas, um compromisso entre o imaginário e a humanidade que se pressente nos gestos e na expressão do quotidiano.

Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do MAC
Fevereiro 2010









português/inglês

Saturday, January 30, 2010

Viagem de trabalho a São Paulo-Brasil

Álvaro Lobato de Faria nos jardins do atelier /residência do Esc Santos Lopes




Álvaro Lobato de Faria,no âmbito da expansão do MAC-Movimento Arte Contemporânea de que é director coordenador, deslocou-se ao Brasil, mais especificamente a S.Paulo numa viagem de estudo e prospecção, no intuito de estabelecer novas parcerias com instituições públicas ,entre as quais o MUB (Museu de Escultura do Brasil), e entidades privadas e galerias daquela cidade.
Esta viagem de trabalho a S. Paulo - Brasil, que contou com o apoio incondicional do Esc Santos Lopes, ali residente, proporcionou conversações para futuros projectos e trabalhos com o Museu Brasileiro da Escultura de S. Paulo, MUBE , tendo o director do MAC reunido com o Director Presidente do Museu Dr. Jorge F.M. Landmann, com a Assessora da Presidência D. Maria Lúcia Junqueira Silva e com a Directora de Relações Internacionais Renata de Azevedo Silva. Foi uma reunião de troca de impressões muito proveitosa.
Realizaram-se reuniões de trabalho com um dos maiores galeristas de S. Paulo , André Blau, proprietário das maiores e melhores galerias de S. Paulo as Galerias de Artes ANDRÉ.
Seguiram-se 36 horas de trabalho árduo e muito proveitoso no atelier /residência do Escultor Santos Lopes, artista com grande projecção em S. Paulo, que irá expôr individualmente em Lisboa no MAC no próximo Maio de 2010.Todos estes encontros e reuniões de trabalho com museus e galerias só foram possíveis graças aos conhecimentos e empenho deste grande escultor radicado em S. Paulo há 35 anos que é Santos Lopes.

Thursday, January 7, 2010

Paulo Canilhas no MAC





O MAC - Movimento Arte Contemporânea

inaugura a 2 de Fevereiro, terça feira, pelas 19 horas,
a Exposição de Artes Plásticas


Organic

de

Paulo Canilhas





Patente na Galeria MAC na AV. Álvares Cabral, 58-60, em Lisboa,
a exposição de pintura, desenho e instalação estará aberta ao público
até dia 28 de Fevereiro.

Para mais informações:
MAC Sol ao Rato
Rua do Sol ao Rato, 9C - 1250-260 Lisboa
Tel. 213 850 789
mac@movimentoartecontemporanea.com

MAC Álvares Cabral
Av. Álvares Cabral, 58/60 - 1250-018 Lisboa







http://www.madridenmarco.webege.com/documents/eventosmadridenmarco.php?title=exposici%F3n-organic-de-paulo-canilhas-en-mac&entry_id=1263843025

Paulo Canilhas percorre um imaginário de constantes e consistentes inquirições. De um pensamento estético profundamente actual, Paulo Canilhas demonstra as potencialidades humanas frente a um material estático, tentando “domesticá-lo” recriando outros campos através das caracteristicas inerentes àquela matéria, compondo assim um encantamento em que o jogo ou os jogos de luz reflectida se tornam objecto de indagação, interpondo-se entre o espectador e a obra criada.

Nesse mesmo sentido lúdico de uma superfície recriada, Paulo Canilhas propõe-nos o imaginário da reconquista do Orgânico sobre o Inorgânico. Um tempo futuro mas provavelmente não tão longe quanto se pode esperar e desejar.
Na sua intervenção joga com elementos inorgânicos, cuja organicidade é simplesmente aparente, uma vez recriada, em primeiro lugar pelo autor, que a remete para o espectador como entendimento da força da sua expectativa.
Ainda, a fisicidade da luz na sua “inconstância”, resultante dos vários jogos relativos e matéricos, propõe ao autor a dúvida exaustiva, objecto de pesquisa que Paulo Canilhas persegue.
Como nomear essa mistura entre um objecto aparentemente inerte e um “sujeito” vivo, animado e luminoso?
A realidade é, em Paulo Canilhas, um conceito inquietante. Virtualizada, está sujeita a múltiplas possibilidades dos processos mediados pela expressão que, de certa maneira, escapam ao controle daquilo que vive sob a alçada da matéria. O trabalho que nos propõe, exemplo das perenes misturas entre Natureza e Tecnologia, goza hoje de um estatuto misto de entidade ao mesmo tempo natural e artificial, sendo o seu estado uma permanente metamorfose.
As questões que Paulo Canilhas aborda fazem-nos entender um ser sensível, inteligente e atento às mutações constantes do homem, das sociedades e do ou dos vários universos.
Um leitor assíduo, eficaz e solidário das vidas e das coisas com que nos defrontamos e confrontamos.
A forma e o simples e desinteressado empenho com que tem contribuído ultimamente no intuito de divulgar o MAC, prestando-se a colocar parte do seu tempo à nossa disposição faz de Paulo Canilhas um colaborador considerável de que o MAC se orgulha, pela qualidade e pesquisa da sua obra e pelo seu modo de estar como cidadão e autor.

Álvaro Lobato de Faria

director coordenador do MAC - Movimento Arte Contemporânea


No nosso mundo industrializado, sempre e cada vez mais, a mecanização abafa os mais simples movimentos humanos, a força de braços substituída pela mecânica, o suspiro de cansaço pelos espasmos hidráulicos das engrenagens que tomam conta do nosso espaço do nosso ar.
Esta mudança, por nós instalada, terá um fim quando a matéria inerte se sobrepuser à orgânica a humanidade acabar substituída e as máquinas tomarem o lugar dominante que parece lhes estar destinado. ...e depois? ...pergunto-me, irá a matéria orgânica reconquistar a sua posição? ...haverá capacidade para essa reconquista?
A matéria orgânica terá pela frente uma odisseia, uma batalha titânica na reconquista do seu espaço, num mundo de metal, frio insensível e negro.
Estaremos longe desta realidade?
As imagens que vos proponho em ‘ORGANIC’ são a minha visualização desse tempo em que a matéria orgânica, sabe-se lá em que forma, emerge por baixo do frio e tumular metal e tentará ganhar de novo o seu lugar no nosso mundo.

Paulo Canilhas


Thursday, December 31, 2009

FELIZ 2010!


Com as nossas saudações e votos de Bom Ano de 2010,

Aguardamos
com Amizade a vossa visita

informando que continua patente nos
dois Espaços'MAC,
Rua do Sol ao Rato 9C e Av. Álvares Cabral 58/60 em Lisboa
uma colectiva "FEIRA do MAC / objectos com ARTE"
até 28 de Janeiro de 2010




Esta mostra vai estar patente com o seguinte horário
de segunda a sexta das 13h às 20h
sábado das 15h às 19 h
domingo e fora deste horário,

por marcação tm 96 267 05 32


R.do Sol ao Rato, n º 9C Lisboa

Tel: 21 385 07 89 / 96 267 05 32





Thursday, November 5, 2009

Inauguração da exposição de MARIA JOÃO FRANCO - "não! não abro mão da minha maré"

Maria João Franco

Álvaro Lobato de Faria, Maria João Franco e Zeferino Silva
Paulo Canilhas, Maria João Franco e Guilherme Valente
Zeferino Silva

Álvaro Lobato de Faria
Maria João Franco e Luisa Nogueira

Maria João Franco e Gaspar Diaz

António Galvão, Eduardo Nascimento e Guilherme Valente

Paulo Canilhas

Eduardo Nascimento e Maria João Franco

Andreia Pereira, Joana Gomes e Roberto Chichorro
Joana Gomes,Mestre Hilário Teixeira Lopes,
Teresa Mendonça e Andreia Pereira
Alberto Fernandes, Teresa Mendonça e Roberto Chichorro Mestre Hilário Teixeira Lopes

Esta mostra vai estar patente até 27 de novembro de 2009
com o seguinte horário
de segunda a sexta das 13h às 20h
sábado das 15h às 19 h
domingo e fora deste horário ,por marcação tm 96 267 05 32