foto de Maria João Franco


Hilário Teixeira Lopes
"DA COLORATURA MULTI-DIRECCIONALMENTE EXPANSIVA"
FORTE DO BOM SUCESSO
MAC/LIGA DOS COMBATENTES
Hilário Teixeira Lopes é um pintor inquieto, passando por períodos estéticos diversos, desde a abstracção à figuração, do expressionismo à nova-figuração, tendo sempre presente um forte sentido geométrico nas suas composições.
Quando em 1965, ganha o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso – o mais importante prémio de pintura instituído em Portugal na altura – a sua obra começa a evoluir num sentido cromático pleno de intensidade expressiva, em que os volumes são rigidamente definidos em cores planas e o movimento é dado por múltiplas dicotomias, entre planos e espaços.
Esta evolução culmina em 1969, quando o quadro “Futebol USA”, conquista o Primeiro Prémio de Pintura na II Bienal Internacional de Desporto em Belas Artes (Madrid). Nessa ocasião, toda a crítica madrilena foi unânime em reconhecer a justiça do prémio e em verificar que o pintor português era incontestavelmente um dos casos mais promissores da pintura contemporânea.
O galardão conquistado confere novos estímulos ao pintor que rapidamente começa a trabalhar na procura de uma solução pictórica, coerente com a sua produção anterior, mas que agora se apresentava plena de qualidades matéricas, onde a exaltação da cor é dada por matizes diversos: da sua paleta explodem as cores quentes do sol e da terra, do sangue dos homens e do azul sideral dos astros.
No ano em que comemora 66 anos de carreira, Hilário Teixeira Lopes conta já com a realização de quase 40 exposições individuais e mais de 550 participações em exposições colectivas, estando representado em diversas colecções nacionais e internacionais, das quais se destaca a colecção da Assembleia da República.
Cada uma das suas obras torna-se um teatro de memória, uma ocasião para imaginarmos acontecimentos que não têm outra existência para além dos vestígios que deles subsistem.
As suas telas tornam-se um depósito, um tesouro de instantes e de formas, revelando-se como espaços diversificados, capazes de preservar a memória de acontecimentos múltiplos, a memória dos tempos.
O MAC – Movimento Arte Contemporânea congratula-se, pois, por comissariar esta mostra de carácter retrospectivo, unindo-se à iniciativa da Liga dos Combatentes, num projecto de acção e divulgação cultural que em muito prestigia as Artes Plásticas portuguesas.
Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do MAC
Movimento Arte Contemporânea















