créditos

Direcção, organização e redacção
Álvaro Lobato de Faria e Zeferino Silva

Tuesday, January 4, 2011

Começar o ano... "ENTRE BICHOS"...


O MAC dá as boas vindas a 2011, rendendo-se à qualidade incontestável da exposição individual de Luísa Nogueira, "Entre Bichos".
Por este motivo, bem como pelo elevado número de solicitações para agendamento de visitas, a exposição manter-se-á patente ao público até 12 de Janeiro.
Com os votos de um Feliz Ano Novo, convida-mo-lo a visitar-nos nos próximos dias, garantindo-lhe passagem directa para o mundo de sonho e poesia que a pintura de Luísa Nogueira proporciona...

As memórias do montanhês, óleo s/tela, 70x60cm

Os trágicos perfis no horizonte, óleo s/ tela, 70x60cm

A sentinela das madrugadas, óleo s/ tela, 50x40cm


A mestria de Luísa Nogueira contou também com o forte aplauso da crítica, de entre a qual destacamos o artigo "Não são bichos, são ideias" (IN Vasconcelos, José Carlos. Jornal de Letras, Artes e Ideias. Ano XXX, Nº 1049. 15 a 28 de Dezembro de 2010) da autoria do Prof. Pintor Rocha de Sousa




Mais informação sobre a pintora e exposição em
http://movimentoartecontemporanea.com/exposicoes/124/
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Wednesday, November 24, 2010

LUISA NOGUEIRA

O MAC - Movimento Arte Contemporânea inaugura
pelas 19:00 de 2 de Dezembro de 2010
a exposição de pintura
de LUISA NOGUEIRA
ENTRE BICHOS
no Espaço'MAC
Rua do Sol ao Rato 9C Lisboa







Para conhecer e participar da proposta estética e intelectual que Luísa Nogueira nos propõe, há que superar um primeiro nível de análise, pois o que ela manifesta através da pintura e da gravura, à qual também se dedica, são ideias, pensamentos e conceitos plenos de paixão e energia, contundentes na sua construção, no seu tratamento e morfologia.
Diariamente, recolhe-se à pintura com devoção e cria os seus seres encantadoramente misteriosos – na verdade signos flutuantes – que carregam almas, mensagens, significados, visões envoltas nos cenários que as circundam e que transformam em apropriações metafísicas.
Luísa Nogueira consegue através da representação simbólica das imagens e dos ícones, aliar estes dois níveis que são o real, ou a parte da verdade, e o desconhecido, que ultrapassa o nosso entendimento.
Em busca desse desconhecido ou dos impossíveis, traduz igualmente não só os desejos e os conflitos que preenchem o seu imaginário, como ainda a via estética que lhe permite povoar a tela, o papel ou o vazio.
As cores, os relevos, as tintas encorpadas, as sombras, os claros e os escuros, as figuras imprevisíveis, mas harmoniosamente enquadradas, corporizam a sua imagética e tecem simultaneamente a nossa emoção estética, transmitindo-nos algo como uma janela para o infinito, para um mundo que exala odores, desejos, súplicas, segredos e um surpreendente bem-estar, que nos envolve de imediato.
Em cada obra de Luísa Nogueira coexistem vestígios de vários estados sucessivos, onde elementos díspares se correspondem e interagem, tornando-se um depósito, um tesouro de instantes e de formas, revelando-se como espaço diversificado, capaz de preservar a memória de acontecimentos e sonhos múltiplos.
“Entre bichos” mostra-nos, uma vez mais, a sua constante evolução, a sua busca sem fadiga, que faz de cada momento uma conquista, um enriquecimento, uma reencarnação imprevisível.

Álvaro Lobato de Faria



“…Rolando sobre si mesmo, o grande pássaro sem asas, pousou no azul inconsciente do guardião do Templo. Hum! Bramiu este com voz rouca, soltando lamúrias que ecoaram nas transparências dos jardins secretos. Aqui, envoltos pela penumbra os cabritos selvagens, saltavam com eterna tristeza, ao som das harpas nocturnas dos ventos do norte…”
É assim nesta magia que as histórias de Luísa Nogueira decorrem, num delicioso sabor misto de infantilidade e erotismo que ela nos conta com mestria, através de cores sonantes, suaves transparências, movimentos de pinceladas, onde as linguagens do imaginário nos fazem repousar numa pintura adulta e marcante.
Sempre influenciada pelo sol de Portugal, mas marcada pelos cinzentos do norte da Europa, onde viveu alguns anos, Luísa Nogueira vem novamente enriquecer-nos com os seus trabalhos, onde o quente amarelo, os verdes de Sintra e precisas transparências luminosas, contracenam com escuras penumbras, num certo impressionismo, carregado de simbolismo.
A sua soberba pintura vive de grande criatividade e admirável exploração cromática, com vários matizes, subtilmente articulados, texturas marcantes que transfiguram momentos fugazes em instantâneos imaginários de espaço-tempo, numa dimensão irreal.
Luísa Nogueira, é sem dúvida uma referência na pintura portuguesa contemporânea.
Zeferino Silva
A mostra estará patente até 31 de Dezembro de 2010
horário:
segunda a sexta das 13:00 às 20:00
sábado das 15:00 às 19:00
domingo por macação tm 96 267 05 32
contactos:
tel:21 385 07 89 / 21 386 72 15
tm 96 267 05 32
mais informação em

Thursday, November 4, 2010

Isto é selvagem como a gramática da pele


Decorreu no passado dia 2 de Novembro a inauguração da exposição Isto é selvagem como a gramática da pele que reúne trabalhos de João Duarte (escultura), Joaquim Pessoa (poesia) e José Manuel Simões (fotografia).
Durante o evento, que contou com a presença de uma delegação de alunos do Colégio Militar liderada pela Pintora Ana Tristany, tiveram lugar diversos momentos musicais interpretados pelo trio Artz - Artes de A a Z, composto pela pianista Ana Isabel Valle, pela soprano Cristina Almeida e pela performer Sara Valle Rocha.
A noite contou com a presença de ilustres e queridos convidados e amigos do MAC, entre os quais Carlos Mendes, que interpretou três canções com letra de Joaquim Pessoa, acompanhando-o ao piano, enquanto o poeta declamava versos de sua autoria e de António Gedeão.
Uma noite para recordar, com a assinatura de qualidade habitual do MAC e dos seus artistas...


O escultor João Duarte, esclarecendo dúvidas dos alunos do Colégio Militar

Cristina Almeida e Ana Isabel Valle

O trio Artz - Artes de A a Z

Carlos Mendes encantou a plateia com Amélia dos Olhos Doces

Joaquim Pessoa declamando versos de sua autoria

Casa cheia em presenças e entusiasmo

No final da noite, os autores espelhavam satisfação e sucesso

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Para ver no MAC até 25 de Novembro de 2010.
Mais informações www.movimentoartecontemporanea.com

Friday, October 29, 2010

HILÁRIO TEIXEIRA LOPES no Museu da Água


MUSEU DA ÁGUA / MÃE d`ÁGUA / AMOREIRAS

(comissário Álvaro Lobato de Faria )

inaugura a 23 de Novembro

e estará patente até 18 de Dezembro de 2010


HILÁRIO TEIXEIRA LOPES

DA COLORATURA MULTI-DIRECCIONALMENTE EXPANSIVA

66 Anos de Carreira

Hilário Teixeira Lopes é um pintor inquieto, passando por períodos estéticos diversos, desde a abstracção à figuração, do expressionismo à nova-figuração, tendo sempre presente um forte sentido geométrico nas suas composições.
Quando em 1965, ganha o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso – o mais importante prémio de pintura instituído em Portugal na altura – a sua obra começou a evoluir num sentido cromático pleno de intensidade expressiva, em que os volumes são rigidamente definidos em cores planas e o movimento é dado por múltiplas dicotomias, entre planos e espaços.
Esta evolução culmina em 1969, quando o quadro “Rugby”, conquista o Primeiro Prémio de Pintura na II Bienal Internacional de Desporto em Belas Artes (Madrid). Nessa ocasião, toda a crítica madrilena foi unânime em reconhecer a justiça do prémio e em verificar que o pintor português era incontestavelmente um dos casos mais promissores da pintura contemporânea.
O galardão conquistado confere novos estímulos ao pintor que rapidamente começa a trabalhar na procura de uma solução pictórica, coerente com a sua produção anterior, mas que agora se apresentava plena de qualidades matéricas, onde a exaltação da cor é dada por matizes diversos: da sua paleta explodem as cores quentes do sol e da terra, do sangue dos homens e do azul sideral dos astros.
Na pintura de Hilário Teixeira Lopes, as cores assumem-se como instrumentos, teclados e finas cordas distendidas, construindo na tela uma composição ritmada, impulsiva e vibrátil.
Numa dança de cor, mancha e forma, somos envolvidos numa orquestração cromática, onde a noção de tempo musical é indissociável da linguagem plástica do pintor, assumindo-se como modo de apropriação espacial, criando ritmos e andamentos cromáticos.
Esta noção de tempo e ritmo musical surge logo no processo de trabalho, no gestualismo rápido da aplicação da cor, na pincelada larga e expansiva que o pintor transmite à tela, na metamorfose lumínica com que Hilário anima e ilumina o espaço estanque, tradicionalmente assumido pelo suporte da tela, em repentinas erupções de cores agudas e gestos de impulso.
O nosso olhar segue o cerne ondulatório desse movimento e desta dinâmica vive o pulsar de um estado de paixão.
Depositário de um tesouro de instantes e de formas, Hilário Teixeira Lopes revela-se em espaços e tempos diversificados, mostrando-se capaz de preservar a memória de acontecimentos múltiplos, que não têm outra existência para além dos vestígios que deles subsistem.
Possessiva, intuitiva e apaixonada, a pintura de Hilário Teixeira Lopes reconduz-nos musicalmente ao ritmo da criação e ao gesto, no mais límpido exercício da comunicação humana.

O MAC – Movimento Arte Contemporânea congratula-se, pois, por comissariar esta mostra de carácter retrospectivo, unindo-se à iniciativa do Museu da Água, num projecto de acção e divulgação cultural que em muito prestigia as Artes Plásticas portuguesas.

Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do MAC
Movimento Arte Contemporânea

  1. série alegria de viver
  2. série alegria de viver

3.série alegria de viver

4.série alegria de viver

o afonsinho e a sua madre

o pintor e o modelo



os anunciados visitantes


o guardião do tempo feliz

as meninas da casa de cima



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HILÁRIO TEIXEIRA LOPES (Resumo Curricular)

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
Realizou 40 exposições individuais, das quais se salientam as realizadas no Museu Español de Arte Contemporânea, em Madrid, em 1971 (por convite da Comisaria General de Exposiciones / Dirección General de Bellas Artes, Ministerio de Educación y Ciencia de Espanha), no MAC – Movimento Arte Contemporânea – Lisboa (1994, 1997, 1999, 2001, 2002, 2005, 2006 e 2008), Oficinas de Formação e Animação Cultural – C.M. Aljustrel e Forte do Bom Sucesso – Lisboa (2010).


EXPOSIÇÕES COLECTIVAS NO PAÍS (SELECÇÃO):
Participou em cerca de 550 exposições colectivas das quais salientamos, em Portugal: 1950/54 – Exposição do C.A.C.M.A., Sociedade Nacional de Belas-Artes. 1959 – “Salão da Primavera”, Sociedade Nacional de Belas-Artes. “Salões de Arte Moderna”, Sociedade Nacional de Belas-Artes. 1961 - II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian. 1963 – Bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian – Paris. 1975 – “Abstracção Hoje”, Sociedade Nacional de Belas-Artes. 1982 - lª Exposição de Arte Moderna "ARUS", Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, e Sociedade Nacional de Belas-Artes. 1983-0 Papel como Suporte, Sociedade Nacional de Belas Artes. 1984/5 - Exposição “Homenagem dos Artistas Portugueses a Almada Negreiros”, Galeria Almada Negreiros, Secretaria de Estado da Cultura. 1986 - Exposição “Operação Ensino Árvore”, Portex, Porto; V Bienal de Vila Nova de Cerveira; Exposição “Artistas de António Arroio”, Sociedade Nacional de Belas-Artes; III Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian. 1987 - II Bienal Escultura/Desenho, Museu Municipal António Duarte, Caldas da Rainha. 1988 - I Artejo 88, no Mosteiro dos Jerónimos. 1989 - Exposição de Pintura “Grande Formato”, Galeria Viragem, Cascais; Colectiva de Pintura/Escultura/Desenho, Galeria Ariarte, Lisboa; I Anual Arte Moderna, Lagoa; Colectiva, Galeria de S. Francisco, Lisboa; Exposição Comemorativa do Vigésimo Aniversário da Galeria de S. Francisco, Lisboa; Exposição de Pintura Comemorativa dos 125 Anos do "Diário de Notícias", Galeria DN, Lisboa. 1990 - Comemoração do 33º Aniversário da Galeria Diário de Notícias; I Exposição de Pintura Actual Portuguesa, Idanha-a-Nova. 1991 - I Bienal do Concelho do Sabugal; Exposição do Grupo Paralelo na Galeria Diário de Notícias, Lisboa. 1992 -Colectiva na Galeria Miron, Lisboa; Exposição do Grupo Paralelo na Galeria Loios, Porto; I Lisboarte na Galeria Caixa da Arte, Porto. 1993 – “Pequeno Formato”, Galeria Caixa da Arte, Porto; Cooperativa Árvore, "Exposição de Pintura, Comemorativa dos 90 Anos do Boavista Futebol Clube", Porto; Auditório Municipal de Gondomar, Exposição "Prémio Nacional de Pintura, Júlio Resende". 2007 – Exposição “Obras do Acervo de Arte do Sector Intelectual de Lisboa do Partido Comunista Português. Museu da Cidade – Lisboa. 1994 a 2010 – MAC - Movimento Arte Contemporânea, Lisboa.


NO ESTRANGEIRO:
1961 - II Bienal de Paris. 1963 - IV Salão Internacional Bosio, Monte Carlo, Mónaco. 1965 - VIII Bienal de São Paulo; Universidade de Anchorage, Alasca, USA; Salas H. Setern, Rio de Janeiro; Pavilhão de Portugal, Rio de Janeiro, Brasil. 1968 - Sala de Santa Catarina del Ateneo, Madrid. 1969 - ll Bienal Internacional del Deporte en Las Bellas Artes, Madrid, Espanha. "11 Artistas Portugueses", Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, Brasil. 1970 - IX Premi Internacional Dibuix Joan Miró, Barcelona. 1971 - III Bienal Internacional Del Deporte en Las Bellas Artes, Barcelona; X Premi Internacional Dibuix Joan Miró. 1972 -Anne Barchet Galeria de Arte, Madrid; XI Premi Internacional Dibuix Joan Miró. 1979 - Museu de Luanda, Angola. 1982 - 15 Anos de Deporte en el Art, Madrid; Exposição “Operação Ensino Árvore”, Biblioteca Municipal de Bordéus e Associação France-Portugal. Pau, França. 1986 - IX Bienal Internacional Del Deporte en Las Bellas Artes, Barcelona; 1988 - Arte Portuguesa Contemporânea, Museu Nacional de Literatura, Praga, e Palácio Passy, Bratislav, Checoslováquia; "Cinco Maneiras de Ver", Galeria Luise, Hanover, República Federal Alemã 1989 – "Cinco Maneiras de Ver", Dresdner-Bank-Munique, Alemanha. 1989 - Fiera Internazionale di Arte Contemporânea, Bolonha, Itália. 1991 - Fiera Internazionale di Arte Contemporânea, Bolonha, Itália. 1992 - Fiera Internazionale di Arte Contemporânea, Bolonha, – Itália; X Bienal Internacional del Deporte en Las Bellas Artes, Barcelona. 2007/2008 – Mostra Collectiva Associazione Artisti SPA+A di Venezia, Magazzine del Sale, Venezia – Itália.
PRÉMIOS:
Possui 17 prémios, de entre os quais se destacam: O 1º prémio na exposição de pintura na Universidade de Anchorage (USA) em 1965; o Prémio Nacional Souza-Cardoso, em 1965; o 1º Prémio em Pintura na II Bienal Internacional del Deporte en las Bellas Artes, em Madrid, em 1969 (participaram nesta bienal 416 artistas de 32 países); MAC’97 Carreira; MAC’99 Honorário; MAC’2001 Prestígio; MAC’2002 Mérito e Excelência e MAC’2002 Pintura, concedidos pelo MAC-Movimento Arte Contemporânea em Lisboa.
Foi ainda distinguido com a criação, em 2008, do Prémio MAC` Hilário Teixeira Lopes, criado em sua homenagem, para assinalar os artistas cuja obra se insira num campo de intervenções exemplares, ao nível da qualidade e inovação, na categoria de Artes Plásticas. A distinção foi-lhe atribuída pelo MAC, em primeira-mão, pela exposição “Do meu trato expansivo”, realizada em Março/Abril de 2008.

BIBLIOGRAFIA:
Dicionário de Pintura Portuguesa, José Augusto França, Estúdios Côr, Lisboa, 1973. Portuguese 20th Contury Artists, A Biographical Dictionary, Michael Tannock, Phillimore & Co., 1978. Dicionário de Pintura Universal, Vol. II, Estúdios Côr, Lisboa, 1965. Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses ou que Trabalharam •em Portugal, Fernando de Pamplona, Vol. lI 2ª Edição, Livraria Civilização, Lisboa, 1988. The-New York Art Review, Leo Castelli, Ler Krantz Edition, N. York/London. Dicionário de Arte Contemporânea, Editorial Presença. Catálogo Geral de Artistas Ibero-Americanos 1900/1990, Editora Arabet, Madrid,1990. Art Seen In, Helen Hood Reinhold, Palm Beach Illustrated, March, 1981. HILÁRIO - Hilário Teixeira Lopes, Vida e Obra, Quirino Teixeira e Ana Mafalda de Castro Portugal, Edição Tagol, Lisboa, 1990. Aspecto das Artes Plásticas em Portugal, Ed. Fernando Infante do Carmo, 1992. Guia d'Arte 92/93/94, Ed. Artes e Leilões / SECI. Arteguia Directório de Arte España & Portugal, António Villa-Toro, Ed. Fernán Gomez. 10 Anos de Artes Plásticas e Arquitectura 1974/84, Rui Mário Gonçalves e Francisco de Silva Dias, Editorial Caminho, Lisboa, 1985. Catálogo Nacional de Antiquários e de Arte, Estar Edª, 1994/5. Artes Plásticas Portugal-o Artista, seu mercado, Narciso Martins, Adrian Publishers, Porto,1993. Art Diary 1983/4 - The World's Art Directory, Giancarlo Politi Editore, 1993.

ver mais em http://www.movimentoartecontemporanea.com/

Tuesday, October 26, 2010

Isto é Selvagem como a Gramática da Pele








JOÃO DUARTE

escultura



JOSÉ MANUEL SIMÕES fotografia



Dia 11.

Isto é selvagem como a gramática da pele. O corpo procura ter
nexo com o futuro, ganhar tempo, projectar nele o animal que
não pára de andar à minha volta. Fico-me pelo que era, ou éra-
mos, não pelo que sou. Ou somos. Nestes dias, a água é lenta e
paciente, já não é filha do relâmpago, é agora uma fábula.
Escrevo com a memória das coisas, arrepio-me, sou uma canção.
Hoje celebro um outro contrato com a vida. A alínea do corpo é
retirada. Revogo o arrependimento e as lágrimas, estabeleço uma
labareda em seu lugar. Há uma pequena glória, como a alegria do
gelo na primavera, quando derrete e se transforma em regato, e
se transforma em rio, e se transforma em mar, e se transforma
em oceano, e se transforma em chuva, e se transforma em gelo,
e se transforma. E se transforma.
E me transforma.
JOAQUIM PESSOA
prosa


O MAC - Movimento Arte Contemporânea convida V/Exas. para a inauguração da exposição

Isto é Selvagem como a Gramática da Pele,

a realizar nos nossos espaços em Lisboa,
no dia 2 de Novembro, terça-feira, pelas 19h00.
texto de apresentação

Nestes tempos, em que as relações entre seres se contrapõem , surge agora esta exposição trivectorial “isto é selvagem como a gramática da pele” representada por estas três obras que nos seus modos diversos de concepção e expressão se entrelaçam no conceito. Divergindo de um ponto comum, estes três autores partem da essencia comum das criações, do fulcro essencial do desejo, tomando a mulher-mater como princípio sagrado de todos os estádios e sensaçoes. A pele, aquele orgão total do corpo humano é chamado como receptáculo das emoções primeiras, que os autores transpõem para a obra, neste respirar essencial. Pele , receptáculo de todas as sensações, nas simples ou complexas crispações emocionais, íntimas até ao absoluto extâse, do ser complexo na sua sensualidade que é o Homem. Diálogo visual, crispação intensa, gramática imprevisivel que abarca todo o reflexo do Ser na sua relação sensual constante com o quotidiano e o espaço mais ou menos obscuro , mais ou menos luminoso que habitamos. Pele, reflexo de micro cristais da luz do sol que permite toda a sensualidade das formas nas suas mais diversas soluções. Agora, o Mac tem o prazer de receber neste espaço estes modos de sentir nas formas várias de expressão: a Poesia de Joaquim Pessoa, a Fotografia de José Manuel Simões e a Escultura de João Duarte. Bem hajam!

Álvaro Lobato de Faria director coordenador do MAC-Movimento Arte Contemporânea


A exposição estará patente até dia 25 de Novembro, dentro do horário de funcionamento da galeria.
Para mais informações sobre a exposição e artistas, consultar o nosso site
http://www.movimentoartecontemporanea.com

Monday, October 25, 2010

Roberto Chichorro

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no JL -Jornal de Letras




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"Arlequinando Fados da Vida"
Uma mostra de Roberto Chichorro.


D.R.


Pode ser visitada até ao dia 28 de outubro, no MAC - Movimento Arte Contemporânea, em Lisboa (Av. Álvares Cabral, 58/60), a exposição Arlequinando Fados da Vida, de Roberto Chichorro. Esta é uma ótima oportunidade para apreciar a obra do artista plástico moçambicano, que faz uma fantástica utilização da cor.

http://aeiou.caras.pt/arlequinando-fados-da-vida=f33377

ver mais em www.movimentoartecontemporanea.com



Tuesday, September 21, 2010

Roberto Chichorro no MAC







O MAC-Movimento Arte Contemporânea inaugura a exposição de

Roberto Chichorro

“Arlequinando Fados da Vida”

no dia 30 de Setembro de 2010,

quinta-feira, pelas 19 horas

no seu Espaço' Av. Álvares Cabral nº 58 – 60 em Lisboa, telefone 962670532.



A exposição estará patente de 30 Setembro - 28 Outubro 2010
Galerias: MAC álvares cabral

  • Extraordinariamente sensível na fluidez da linguagem e das formas, Roberto Chichorro reafirma-nos uma poética surrealizante e onírica. Contido num tempo essencialmente rítmico, rigoroso na técnica e na materialidade da cor, evoca em cada tela o sentido telúrico do seu universo e realidades pessoais, recheado de musicalidade e erotismo, num constante convívio metamorfoseado entre homens e animais. Arlequinando Vidas de Fado situa-nos no exacto lugar entre a pintura e a poesia, onde as cores, os sons e as formas se harmonizam de maneira a criar um reportório simbólico que celebra a vida como um jogo de acordes, em sucessões de ritmos intensos que ecoam no olhar e na memória dum inconsciente esquecido, de uma África latente em todos nós. Por invisíveis elos que se estabeleçam, uma interconexão de sentidos faz aflorarem significados submersos, inscritos num inconsciente de contextos sociais colectivos onde se adivinham as memórias pessoais que os geraram. Roberto Chichorro recupera as estórias contadas em noites mágicas, passadas de geração em geração, numa perspectiva de reconstrução do amor e do sonho, onde se fundam e fundem os seus eternos luares. Revela-nos as memórias da alma num horizonte temporal longínquo, muito para além da magia e do sonho, marcado por um colorismo imanente de mitos e ritos que se situam nas suas raízes e referências africanas, na ingenuidade possível de um tempo construído entre o real e o imaginário.