créditos

Direcção, organização e redacção
Álvaro Lobato de Faria e Zeferino Silva

Thursday, March 31, 2011

Ricardo Paula no MAC / Abril 2011

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CINDERELA
parto hoje à meia-noite para o fim

de 5 a 29 de Abril / 2011
av. álvares cabral, 58-60, lisbo
a

A Cinderela, a fada-madrinha e as mulheres passarinho
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Depois de mais de um ano de ausência, Ricardo Paula apresenta agora no MAC duas exposições que, aparentemente díspares, se cruzam em descrições que mostram e escondem enredos de amor e desamor, príncipes e princesas, fadas e irmãs malvadas, e em que se pressente a existência de uma atmosfera de tensão irónica. E erótica. Um quotidiano carnal, íntimo, onde se adivinha a permanência do desejo.
"Cinderela, parto hoje à meia-noite para o fim" e "A tua saia e o azul mais escuro da noite" são exposições filiadas no vigor da neo-figuração, que reflectem uma identidade entrelaçada em mitos populares, lúdicos e familiares, vivenciados em atmosferas inequivocamente azuladas, nebulosas, onde se adivinham tramóias mágicas, arquitectadas no universo do eterno feminino.
Sentimentos por vezes embaraçosos, que passam pelo pulsar do corpo e arrepio da pele, são enaltecidos e sancionados nestas duas exposições, numa travessia de ambiguidades que resulta das horas de efabulação a que o pintor se dedica, despovoando a nossa memória do imaginário tradicional, mas permanecendo no território do que pode ser reinventado, dito e documentado em tela.
Nada sobra, nem um só traço que não seja essencial...
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A Tua Saia e o Azul mais Escuro da Noite

de 5 a 29 de Abril / 2011
rua do sol ao rato, 9/c, lisbo
a

Eco de uma carta

A lua
























O Beijo
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+ info

MAC - MOVIMENTO ARTE CONTEMPORÂNEA
alvarolobatodefaria.blogspot.com
213850789 / 213867215 / 962670532
mac@movimentoartecontemporanea.com


Wednesday, February 23, 2011

Nova exposição no MAC

ensaio/tec mista s.papel

TERESA RIBEIRO
pintura


Ecos e Ressonâncias

Perplexidades e dinamismos dum olhar fecundo
 
É ambição do artista encontrar uma linguagem pessoal para se exprimir.
Esta questão nunca se colocou para Teresa Ribeiro, pintora que recusa a fácil, plácida e estéril auto-satisfação de quem julga ter um domínio perfeito do seu ofício, limitando-se por isso a repetir fórmulas e aplicar técnicas de modo mecânico. Neste caso, a arte previsível encontra-se exilada.
Em mais de vinte anos de actividade, cerca de uma dezena de ciclos têm vindo a suceder-se um atrás do outro. Por vezes germinam lado a lado, mas não raro acontecem como que por rupturas bruscas, seguindo-se uma destruição repentina a uma longa gestação. Porém, convém desconfiar das aparências.
Da destruição aparente, surge então um novo ciclo, que parece tomar as devidas distâncias do seu antecessor, numa ânsia febril de desafiar as metas atingidas e os limites conhecidos, para experimentar novos caminhos, procurar novas formas e equilíbrios, arrancando-os, entre o fascínio e a repulsa, do abismo informe que antecede o momento criador.
A sedução da procura revela-se como sendo a própria essência da pintura de Teresa Ribeiro. Para além da eloquência da obra, para dissipar as dúvidas bastaria ler os nomes das suas exposições e dos seus quadros, que apontam sempre e inequivocamente, especialmente quando lidos como um todo, para um caos do qual é urgente fazer surgir a ordem, um espanto imperioso perante os enigmas da criação e da vida, uma alegria genuína perante cada nova e inesperada descoberta, uma interrogação permanente e insatisfeita... E o que as palavras calam, as cores e as formas comunicam.
Pintar, para Teresa Ribeiro, é um acto afirmativo, em que as várias instâncias criativas convivem simultaneamente: revolta e aceitação existencial, questionamento e pacificação filosófica, jogo excitante e trabalho árduo. E é também momento solene de investigação estética. Da tapeçaria à tela, da tela ao papel, texturas e nervuras, cheios e vazios, vigor e suavidade, dureza e ternura, linhas e formas, conseguem expressar-se e atingir um rigor e uma elegância formal requintados. As rupturas bruscas definem-se então, na verdade, mostrando uma continuidade feita de pequenos sinais quase imperceptíveis, minúsculos germes destinados a transformarem-se em criaturas e criações por vezes poderosas ou fantasmáticas. Rostos que espreitam, memórias antigas, sugestões de fugas, figurações alusivas, fardos vindos de tempos ancestrais, sonhos de voos, imaginações indistintas, geometrias planas e volumes insinuantes, gestualismo solto ou rasgado, trajectos que fluem e que de repente estacam e mudam de rumo… porque há sempre mundos antes impensados para explorar.
E assim chegam os Ecos e ressonâncias. Mas enquanto nós os vemos, para a sua criadora talvez eles já lá não estejam. O olhar dela tem outros horizontes. Poderemos colhê-los, um dia, quando estiverem maduros. Aqui os aguardamos.
 
Sebastiana Fadda


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O MAC - Movimento Arte Contemporânea
convida V/Exa. para a inauguração
da exposição individual de
Teresa Ribeiro,
Ecos e Ressonâncias,
no dia 1 de Março pelas 19:00

a realizar nos nossos espaços em Lisboa (Av. Álvares Cabral, 58/60),

A mostra estará patente até 31 de Março de 2011.
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MAC - Movimento Arte Contemporânea
Rua do Sol ao Rato, 9C, 1250-260 Lisboa
tel. 213 850 789
Av. Álvares Cabral, 58/60, 1250-018 Lisboa
tel. 213 867 215
segunda a sexta das 13h00 às 20h00
sábados das 15h00 às 19h00

Wednesday, February 2, 2011

Fragmentos de Lugares na Paisagem

com o Director do MAC, Dr. Álvaro Lobato de Faria
Esta mostra individual de Teresa Mendonça,
FRAGMENTOS DE LUGARES NA PAISAGEM
inaugurada a 1 de Fevereiro de 2011,
marca um ponto essencial na sua carreira
pela qualidade expressiva e plástica das telas agora
expostas no MAC .
Vem com orgulho dos directores deste Espaço
e dos seus amigos e colegas,
valorizar,sem dúvida alguma
a qualidade do percurso do
MAC-Movimento Arte Contemporânea
A exposição estará patente até 25 de Fevereiro de 2011.
..."A interioridade das telas é a sua dimensão essencial, onde o plano e os micro-cosmos se encontram, partindo de um caos antecipado, até se reformularem em fragmentos de lugares de uma paisagem incerta que se insere e nos confronta."
do catálogo


vista geral direita da exposição

vista geral esquerda da exposição

vista da fundo esquerdo da Galeria

A pintora Teresa Mendonça com
o Mestre Hilário Teixeira Lopes






Álvaro Lobato de Faria
com alunos do C.M.

Teresa Mendonça e Ana Tristany,
profª de Artes no C.M.,com um amigo


Teresa Mendonça com Fernando F'Pereira



Dr Luís Mendes Machado com o director do MAC

Esc. João Duarte (de frente)
Pintora Luisa Nogueira

e Zita Hidayate


Teresa Mendonça com os amigos de infância de
"A Colmeia"- Ponta Delgada/São Miguel/Açores

Dra Antonieta Cabral, Dr Eduardo Ambar e Dra Fátima Medina


..."A cor densa da têmpera, enquanto material que veicula a cor, parece emanar, algures de dentro, abrindo caminho através da superfície abstracta da tela branca e exigindo uma estética das relações cromáticas completamente diferentes, provocando na artista, audaciosas improvisações e fortes impulsos no seu trabalho de concentração, frente ao cavalete no seu atelier, fazendo-a elaborar obras autónomas de grande expressividade e forte intensidade criadora"
do catálogo da exposição
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Mais informações:
MAC – MOVIMENTO ARTE CONTEMPORÂNEA
mac@movimentoartecontemporanea.com
tel. 213850789 / 213867215 /
tm. 962670532
Rua do Sol ao Rato, 9C, 1250-260 Lisboa /
Av. Álvares Cabral, 58-60, 1250-018 Lisboa
horário:
segunda a sexta das 13:00 às 20:00
sábado das 15:00 às 19:00
domingo por marcação tm 96 267 05 32

Monday, January 10, 2011

Teresa Mendonça - Exposição MAC


O MAC-Movimento Arte Contemporânea
Convida V/Exa.para a inauguração da exposição
de pintura de

Fragmentos de lugares na paisagem


a realizar no dia 1 de Fevereiro de 2011 pelas 19:00
nos nossos espaços em Lisboa (Av. Álvares Cabral, 58/60)
A exposição estará patente até 25 de Fevereiro de 2011.

nota biografica
Maria Teresa Castro Soromenho Mendonça
nasceu em Ponta Delgada, S. Miguel/Açores, em 1948.
Formação em Artes Visuais.
Enveredou pela pintura, referenciando-se na obra de Mestre Hilário Teixeira Lopes, da qual sofre forte influência, a partir da qual desenvolve constante investigação e pesquisa plática.
Representada, exclusivamente pelo Espaço Cultural MAC – Movimento Arte Contemporânea desde 1996, tem vindo, através daquela Instituição, a realizar dezenas de exposições no país e no estrangeiro, com incidência nos países lusófonos, nomeadamente no Brasil, Cabo Verde e Guiné-bissau, em colaboração com diversos Municípios, Embaixadas e Entidades, das quais se destacam a Sociedade da Língua Portuguesa, o Centro Cultural da Embaixada de Portugal, na cidade da Praia em Cabo Verde, o Centro Cultural da Embaixada de Portugal na Guiné-bissau, na inauguração da Reitoria do Instituto Politécnico de Lisboa e em várias Câmaras Municipais do Continente e Ilhas portuguesas, sempre em colaboração com o Movimento Arte Contemporânea.
Em 2008, a convite da Câmara Municipal de São Miguel/Açores, realizou a exposição individual de pintura
“Esta cor de memórias feita”.
A sua obra tem merecido a atenção de diversos coleccionadores, estando representada em diversas colecções particulares, nacionais e estrangeiras.
Ao longo dos anos, o seu mérito tem vindo a ser reconhecido, sendo agraciada com o Prémio MAC`07 - Revelação Pintura, pelo conjunto de obras apresentadas ao longo do ano de 2007 e com o MAC`09 – Menção Honrosa Pintura.
Em Março de 2010, reforçou a parceria estabelecida entre o MAC – Movimento Arte Contemporânea e a Câmara Municipal de Aljustrel, tendo respondido ao convite destas duas instituições para a realização da exposição individual
“Histórias de outra dimensão”, realizada nas Oficinas de Formação e Animação Cultural daquele município.

  • Textos de catálogo

    A Arte é sempre a penetração da nova realidade, a retirada das cortinas do mundo visual e a reflexão do espaço misterioso. Não há Arte sem mistério.

    Mas
    Teresa Mendonça não está de forma alguma ocupada com um estudo da natureza e muito menos tenta dar uma impressão óptica de uma paisagem concreta.
    “Absorver-me no espaço natural” diz a artista, “ajuda-me a encontrar um espaço metafísico e alternativo”.

    Ao fazer isto, o olhar sensível da artista escolhe de entre a vasta multiplicidade de linha e cores existentes, unicamente aqueles motivos orientadores que a atraem pela sua novidade e lhe suscitam vagas e excitantes associações.
    A cor densa da têmpera, enquanto material que veicula a cor, parece emanar, algures de dentro, abrindo caminho através da superfície abstracta da tela branca e exigindo uma estética das relações cromáticas completamente diferentes, provocando na artista, audaciosas improvisações e fortes impulsos no seu trabalho de concentração, frente ao cavalete no seu atelier, fazendo-a elaborar obras autónomas de grande expressividade e forte intensidade criadora.

    O mundo da cor vai assim ganhando forma, coincidindo com o universo artístico de Teresa Mendonça. Nele as formas do micro e do macro-mundo flúem incessantemente em conjunto e coexistem com os elementos de diferentes dimensões, volumes e planos, nas mais diversas configurações.
    Uma tal composição capta inevitavelmente uma parte acidental do infinito.
    De um modo semelhante a uma membrana celular, os seus trabalhos permitem-lhe levar a cabo, uma espécie de troca energética com o mundo externo.
    Todas as obras deste seu ciclo, são variações do mesmo motivo paisagístico.
    O cenário de tal tarefa está ligado a uma tentativa de encontrar todas as soluções possíveis para pintar uma única ideia textual através do enriquecimento da gama de associações com ecos do passado e do presente.
    Nestes seus quadros o elemento de abstracção é claramente intensificado.
    Teresa Mendonça, alcança os mais variados e inesperados efeitos utilizando um arsenal de meios pictóricos.
    Por vezes a artista domina a massa de cores; outras vezes, é ela quem se submete à sua fúria tempestuosa.
    A multiplicidade dos modos como
    Teresa Mendonça concebe os seus quadros, oferece-nos o testemunho da luta da artista com a tela.

    Uma reincarnação mágica, parece ter lugar mesmo perante os olhos dos espectadores.
    É desta capacidade de sofrer fantásticas transformações, que a massa de cores está dotada, na sua subordinação à vontade duma criadora que se chama Teresa Mendonça e cujas obras são particularmente atraentes e inimitáveis.

    Álvaro Lobato de Faria
    Director Coordenador do MAC
    Movimento Arte Contemporânea

    A pintura de Teresa Mendonça é uma demonstração de profunda sensibilidade e amadurecimento desta arte a que se dedica.

    A sua linguagem plástica é marcada pela originalidade através de um jogo de alusões, ocultações e associações aparentemente sem nexo, que apela à experiência existencial do observador, arrastando-o para desafios que deseja enfrentar, como se fizesse parte desse mundo ali proposto.

    As suas telas mostram exercícios de criação cromática, dos quais uns derivam de sistemas de aprendizagem e outros do próprio comportamento emocional da artista com a pintura, verdadeiramente demonstrativo do empenho, do ensaio e da vontade com que Teresa Mendonça enfrenta a intimidade do espaço, da cor e da luz, na ânsia de repensar a arte e o refazer artístico.

    Podemos assim dizer que numa aposta constante da artista e presente em cada obra, o espírito é transmitido à matéria e dela é extraído o seu espírito numa diferença real entre o material e o espiritual.

    Zeferino Silva
    Director do MAC
    Movimento Arte Contemporânea


    “fragmentos de lugares da paisagem”
    terra e gente
    num só dia,
    rasgados pelo vento leste.


    Areias do deserto grande que transforma a noite em dia, onde a vida e o sonho se escondem. E vibram em lancinantes grafismos afirmando as estruturas totais que à tela se unem.
    Teresa Mendonça sublima assim a sua forma plástica, no lugar onde era o “nada” e onde, pouco a pouco,se estratificam as emoções tornadas “acto” pela linguagem que a materilização do pensamento visual permite.
    A interioridade das telas é a sua dimensão essencial, onde o plano e os micro-cosmos se encontram, partindo de um caos antecipado, até se reformularem em fragmentos de lugares de uma paisagem incerta que se insere e nos confronta.

    Maria João Franco - Pintora

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Mais informações:

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Tuesday, January 4, 2011

Começar o ano... "ENTRE BICHOS"...


O MAC dá as boas vindas a 2011, rendendo-se à qualidade incontestável da exposição individual de Luísa Nogueira, "Entre Bichos".
Por este motivo, bem como pelo elevado número de solicitações para agendamento de visitas, a exposição manter-se-á patente ao público até 12 de Janeiro.
Com os votos de um Feliz Ano Novo, convida-mo-lo a visitar-nos nos próximos dias, garantindo-lhe passagem directa para o mundo de sonho e poesia que a pintura de Luísa Nogueira proporciona...

As memórias do montanhês, óleo s/tela, 70x60cm

Os trágicos perfis no horizonte, óleo s/ tela, 70x60cm

A sentinela das madrugadas, óleo s/ tela, 50x40cm


A mestria de Luísa Nogueira contou também com o forte aplauso da crítica, de entre a qual destacamos o artigo "Não são bichos, são ideias" (IN Vasconcelos, José Carlos. Jornal de Letras, Artes e Ideias. Ano XXX, Nº 1049. 15 a 28 de Dezembro de 2010) da autoria do Prof. Pintor Rocha de Sousa




Mais informação sobre a pintora e exposição em
http://movimentoartecontemporanea.com/exposicoes/124/
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Wednesday, November 24, 2010

LUISA NOGUEIRA

O MAC - Movimento Arte Contemporânea inaugura
pelas 19:00 de 2 de Dezembro de 2010
a exposição de pintura
de LUISA NOGUEIRA
ENTRE BICHOS
no Espaço'MAC
Rua do Sol ao Rato 9C Lisboa







Para conhecer e participar da proposta estética e intelectual que Luísa Nogueira nos propõe, há que superar um primeiro nível de análise, pois o que ela manifesta através da pintura e da gravura, à qual também se dedica, são ideias, pensamentos e conceitos plenos de paixão e energia, contundentes na sua construção, no seu tratamento e morfologia.
Diariamente, recolhe-se à pintura com devoção e cria os seus seres encantadoramente misteriosos – na verdade signos flutuantes – que carregam almas, mensagens, significados, visões envoltas nos cenários que as circundam e que transformam em apropriações metafísicas.
Luísa Nogueira consegue através da representação simbólica das imagens e dos ícones, aliar estes dois níveis que são o real, ou a parte da verdade, e o desconhecido, que ultrapassa o nosso entendimento.
Em busca desse desconhecido ou dos impossíveis, traduz igualmente não só os desejos e os conflitos que preenchem o seu imaginário, como ainda a via estética que lhe permite povoar a tela, o papel ou o vazio.
As cores, os relevos, as tintas encorpadas, as sombras, os claros e os escuros, as figuras imprevisíveis, mas harmoniosamente enquadradas, corporizam a sua imagética e tecem simultaneamente a nossa emoção estética, transmitindo-nos algo como uma janela para o infinito, para um mundo que exala odores, desejos, súplicas, segredos e um surpreendente bem-estar, que nos envolve de imediato.
Em cada obra de Luísa Nogueira coexistem vestígios de vários estados sucessivos, onde elementos díspares se correspondem e interagem, tornando-se um depósito, um tesouro de instantes e de formas, revelando-se como espaço diversificado, capaz de preservar a memória de acontecimentos e sonhos múltiplos.
“Entre bichos” mostra-nos, uma vez mais, a sua constante evolução, a sua busca sem fadiga, que faz de cada momento uma conquista, um enriquecimento, uma reencarnação imprevisível.

Álvaro Lobato de Faria



“…Rolando sobre si mesmo, o grande pássaro sem asas, pousou no azul inconsciente do guardião do Templo. Hum! Bramiu este com voz rouca, soltando lamúrias que ecoaram nas transparências dos jardins secretos. Aqui, envoltos pela penumbra os cabritos selvagens, saltavam com eterna tristeza, ao som das harpas nocturnas dos ventos do norte…”
É assim nesta magia que as histórias de Luísa Nogueira decorrem, num delicioso sabor misto de infantilidade e erotismo que ela nos conta com mestria, através de cores sonantes, suaves transparências, movimentos de pinceladas, onde as linguagens do imaginário nos fazem repousar numa pintura adulta e marcante.
Sempre influenciada pelo sol de Portugal, mas marcada pelos cinzentos do norte da Europa, onde viveu alguns anos, Luísa Nogueira vem novamente enriquecer-nos com os seus trabalhos, onde o quente amarelo, os verdes de Sintra e precisas transparências luminosas, contracenam com escuras penumbras, num certo impressionismo, carregado de simbolismo.
A sua soberba pintura vive de grande criatividade e admirável exploração cromática, com vários matizes, subtilmente articulados, texturas marcantes que transfiguram momentos fugazes em instantâneos imaginários de espaço-tempo, numa dimensão irreal.
Luísa Nogueira, é sem dúvida uma referência na pintura portuguesa contemporânea.
Zeferino Silva
A mostra estará patente até 31 de Dezembro de 2010
horário:
segunda a sexta das 13:00 às 20:00
sábado das 15:00 às 19:00
domingo por macação tm 96 267 05 32
contactos:
tel:21 385 07 89 / 21 386 72 15
tm 96 267 05 32
mais informação em

Thursday, November 4, 2010

Isto é selvagem como a gramática da pele


Decorreu no passado dia 2 de Novembro a inauguração da exposição Isto é selvagem como a gramática da pele que reúne trabalhos de João Duarte (escultura), Joaquim Pessoa (poesia) e José Manuel Simões (fotografia).
Durante o evento, que contou com a presença de uma delegação de alunos do Colégio Militar liderada pela Pintora Ana Tristany, tiveram lugar diversos momentos musicais interpretados pelo trio Artz - Artes de A a Z, composto pela pianista Ana Isabel Valle, pela soprano Cristina Almeida e pela performer Sara Valle Rocha.
A noite contou com a presença de ilustres e queridos convidados e amigos do MAC, entre os quais Carlos Mendes, que interpretou três canções com letra de Joaquim Pessoa, acompanhando-o ao piano, enquanto o poeta declamava versos de sua autoria e de António Gedeão.
Uma noite para recordar, com a assinatura de qualidade habitual do MAC e dos seus artistas...


O escultor João Duarte, esclarecendo dúvidas dos alunos do Colégio Militar

Cristina Almeida e Ana Isabel Valle

O trio Artz - Artes de A a Z

Carlos Mendes encantou a plateia com Amélia dos Olhos Doces

Joaquim Pessoa declamando versos de sua autoria

Casa cheia em presenças e entusiasmo

No final da noite, os autores espelhavam satisfação e sucesso

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Para ver no MAC até 25 de Novembro de 2010.
Mais informações www.movimentoartecontemporanea.com