créditos

Direcção, organização e redacção
Álvaro Lobato de Faria e Zeferino Silva

Friday, May 27, 2011

ONIK SAHAKIAN

Onik e Dali (1968)

Nascido a 4 de Dezembro de 1936, em Teerão, na altura capital do Império Persa, Onik Sahakian pertence a uma família arménio-russa que ali se refugiou após a Revolução Bolchevique de 1917.

Pode dizer-se que as suas aptidões artísticas se revelaram cedo: aos sete anos, juntamente com um primo, Knaric Bachinian, concebe e constrói vários tipos de brinquedos e, sensivelmente com a mesma idade, inicia a sua educação artística, sobretudo nas áreas da música e da dança. Ainda muito jovem, recebe uma bolsa de estudo para frequentar o Curso de Pintura de Miniaturas Persas no famoso Honarestan Zibaé Keshwar (Instituto de Belas Artes de Teerão).

Em 1953 viaja para a União Soviética, com o objectivo de continuar o estudo do ballet e de desenvolver a sua formação artística.

Quando regressa ao Irão, ocupa o cargo de consultor do Ministério da Cultura durante cerca de dois anos e é convidado a integrar o estúdio de dança de Madame Yelena Avetisian.

É também convidado para o recém-criado Ballet Nacional do Irão, dirigido por William Dollar, durante o ano de 1956. Mas, nesse mesmo ano, parte para os E.U.A. para estudar Ciências Políticas, frequentando as aulas apenas durante um ano lectivo, findo o qual envereda, definitivamente, pelas carreiras artísticas de sua vocação.

Ingressa na Chouniard Art School de Los Angeles, Califórnia, onde conclui o Master em 1964. Paralelamente, desenvolve os seus conhecimentos sobre as técnicas dos pintores clássicos, recebendo lições particulares de vários Mestres de renome. È influenciado inicialmente pela escola francesa, depois pela italiana e, numa terceira fase, pelos autores impressionistas franceses.

Onik e Dali (1972)

Conhece pessoalmente Salvador Dali em 1958, iniciando uma relação de amizade e colaboração directa que durará dezanove anos. Fascinado pela obra de Dali, torna-se seu discípulo, e o surrealismo dalineano constituirá, seguramente, a sua maior influência.

Em 1969, muda-se de Los Angeles para Nova Iorque, onde funda a sua própria empresa de consultoria de arte e de design de jóias: a “Onik Designs Ltd.”. No mesmo ano, conhece Maria Callas (com quem tinha em comum a data de aniversário), passando a manter com ela um relacionamento de grande amizade.

A exposição de pintura e joalharia que apresenta em 1971 no Centro Rockfeller, subordinada ao tema “O Quadro e A Jóia do Mês” e com a duração de um ano, vai proporcionar-lhe amplo reconhecimento por parte do público e nas páginas centrais dos mais importantes jornais e revistas de Nova Iorque.

É nomeado Consultor de Arte do Centro Cultural Niavran de Teerão, em 1976. Neste Centro, patrocinado pela Imperatriz Farah Pahlavi, trabalha directamente com Haydeh Changizian, prima-ballerina do Irão.

Radica-se em Portugal em 1987, decidido a suspender as suas actividades artísticas, que no entanto retomará por influência e impulso de Ana Maria Botelho, com quem contacta pela primeira vez em 1990.

O talento de Onik Sahakian é polifacetado, expressando-se pela pintura, joalharia (muitas das jóias usadas por Dali e Gala são de sua autoria), escultura, cenografia e guarda-roupa para ballet.

Ao longo da sua carreira, tem exposto em todo o mundo, sobretudo nos continentes americano e europeu, tendo apresentado mais de 40 exposições e sido mencionado em centenas de revistas, jornais e livros a nível mundial.

Monday, May 2, 2011

HILÁRIO TEIXEIRA LOPES

A Expressão de Sentimentos
de 3 a 27 de Maio / 2011

A vida e a obra de um artista decorrem em sentido paralelo, são duas facetas do mesmo ser, duas vertentes de uma única personalidade.

A vida e a obra do Mestre Hilário Teixeira Lopes decorrem da energia imanente dos seus estados anímicos, expressos através dos instrumentos próprios da arte.

Pintar, torna-se então uma experiência tangível e sensorial, um estado de intensa emotividade, que enquadra as alegrias e tristezas próprias do Homem e as experiências que decorrem do seu espaço-tempo vivido.

Sobre a vida e sobre a tela, ressaltam ímpetos de criação, orquestrados segundo ordens diversas de sentimentos.

Onde antes se adivinhava o vazio, aparece agora a vigorosa materialidade da cor, potenciando as mais diversas figuras que a nossa imaginação quiser libertar.

A força estética de Hilário Teixeira Lopes, a sua qualidade artística mais íntima, nasce dessa convivência entre formas ricas e espontaneidades aparentemente incontroladas, potenciadas entre criador e fruidor, ora na forma ardente e comprometedora dos vermelhos voluptuosos, ora no perfeito equilíbrio de sensações estabelecido pela frieza calmante dos azuis.

Presentemente, todo o espaço é mais espraiado e as composições mais abertas, mais lumínicas, mais sintéticas.

Numa ausência de figuração, porque não a há, os gritos de cor aparentemente aleatórios, indeterminados ou ambíguos, ecoam sobre o céu branco da tela, difundindo magia em pinceladas largas.

-----------------------------------------------------------------------------
+ info
MAC - MOVIMENTO ARTE CONTEMPORÂNEA
movimentoartecontemporanea.com
213850789 / 213867215 / 962670532
mac@movimentoartecontemporanea.com

Thursday, March 31, 2011

Ricardo Paula no MAC / Abril 2011

-----------------------------------------------------------------
CINDERELA
parto hoje à meia-noite para o fim

de 5 a 29 de Abril / 2011
av. álvares cabral, 58-60, lisbo
a

A Cinderela, a fada-madrinha e as mulheres passarinho
---------------------------------------------------------------------
Depois de mais de um ano de ausência, Ricardo Paula apresenta agora no MAC duas exposições que, aparentemente díspares, se cruzam em descrições que mostram e escondem enredos de amor e desamor, príncipes e princesas, fadas e irmãs malvadas, e em que se pressente a existência de uma atmosfera de tensão irónica. E erótica. Um quotidiano carnal, íntimo, onde se adivinha a permanência do desejo.
"Cinderela, parto hoje à meia-noite para o fim" e "A tua saia e o azul mais escuro da noite" são exposições filiadas no vigor da neo-figuração, que reflectem uma identidade entrelaçada em mitos populares, lúdicos e familiares, vivenciados em atmosferas inequivocamente azuladas, nebulosas, onde se adivinham tramóias mágicas, arquitectadas no universo do eterno feminino.
Sentimentos por vezes embaraçosos, que passam pelo pulsar do corpo e arrepio da pele, são enaltecidos e sancionados nestas duas exposições, numa travessia de ambiguidades que resulta das horas de efabulação a que o pintor se dedica, despovoando a nossa memória do imaginário tradicional, mas permanecendo no território do que pode ser reinventado, dito e documentado em tela.
Nada sobra, nem um só traço que não seja essencial...
---------------------------------------------------------------------

A Tua Saia e o Azul mais Escuro da Noite

de 5 a 29 de Abril / 2011
rua do sol ao rato, 9/c, lisbo
a

Eco de uma carta

A lua
























O Beijo
-----------------------------------------------------------------------------
+ info

MAC - MOVIMENTO ARTE CONTEMPORÂNEA
alvarolobatodefaria.blogspot.com
213850789 / 213867215 / 962670532
mac@movimentoartecontemporanea.com


Wednesday, February 23, 2011

Nova exposição no MAC

ensaio/tec mista s.papel

TERESA RIBEIRO
pintura


Ecos e Ressonâncias

Perplexidades e dinamismos dum olhar fecundo
 
É ambição do artista encontrar uma linguagem pessoal para se exprimir.
Esta questão nunca se colocou para Teresa Ribeiro, pintora que recusa a fácil, plácida e estéril auto-satisfação de quem julga ter um domínio perfeito do seu ofício, limitando-se por isso a repetir fórmulas e aplicar técnicas de modo mecânico. Neste caso, a arte previsível encontra-se exilada.
Em mais de vinte anos de actividade, cerca de uma dezena de ciclos têm vindo a suceder-se um atrás do outro. Por vezes germinam lado a lado, mas não raro acontecem como que por rupturas bruscas, seguindo-se uma destruição repentina a uma longa gestação. Porém, convém desconfiar das aparências.
Da destruição aparente, surge então um novo ciclo, que parece tomar as devidas distâncias do seu antecessor, numa ânsia febril de desafiar as metas atingidas e os limites conhecidos, para experimentar novos caminhos, procurar novas formas e equilíbrios, arrancando-os, entre o fascínio e a repulsa, do abismo informe que antecede o momento criador.
A sedução da procura revela-se como sendo a própria essência da pintura de Teresa Ribeiro. Para além da eloquência da obra, para dissipar as dúvidas bastaria ler os nomes das suas exposições e dos seus quadros, que apontam sempre e inequivocamente, especialmente quando lidos como um todo, para um caos do qual é urgente fazer surgir a ordem, um espanto imperioso perante os enigmas da criação e da vida, uma alegria genuína perante cada nova e inesperada descoberta, uma interrogação permanente e insatisfeita... E o que as palavras calam, as cores e as formas comunicam.
Pintar, para Teresa Ribeiro, é um acto afirmativo, em que as várias instâncias criativas convivem simultaneamente: revolta e aceitação existencial, questionamento e pacificação filosófica, jogo excitante e trabalho árduo. E é também momento solene de investigação estética. Da tapeçaria à tela, da tela ao papel, texturas e nervuras, cheios e vazios, vigor e suavidade, dureza e ternura, linhas e formas, conseguem expressar-se e atingir um rigor e uma elegância formal requintados. As rupturas bruscas definem-se então, na verdade, mostrando uma continuidade feita de pequenos sinais quase imperceptíveis, minúsculos germes destinados a transformarem-se em criaturas e criações por vezes poderosas ou fantasmáticas. Rostos que espreitam, memórias antigas, sugestões de fugas, figurações alusivas, fardos vindos de tempos ancestrais, sonhos de voos, imaginações indistintas, geometrias planas e volumes insinuantes, gestualismo solto ou rasgado, trajectos que fluem e que de repente estacam e mudam de rumo… porque há sempre mundos antes impensados para explorar.
E assim chegam os Ecos e ressonâncias. Mas enquanto nós os vemos, para a sua criadora talvez eles já lá não estejam. O olhar dela tem outros horizontes. Poderemos colhê-los, um dia, quando estiverem maduros. Aqui os aguardamos.
 
Sebastiana Fadda


______________________________________


O MAC - Movimento Arte Contemporânea
convida V/Exa. para a inauguração
da exposição individual de
Teresa Ribeiro,
Ecos e Ressonâncias,
no dia 1 de Março pelas 19:00

a realizar nos nossos espaços em Lisboa (Av. Álvares Cabral, 58/60),

A mostra estará patente até 31 de Março de 2011.
____________________________________________
MAC - Movimento Arte Contemporânea
Rua do Sol ao Rato, 9C, 1250-260 Lisboa
tel. 213 850 789
Av. Álvares Cabral, 58/60, 1250-018 Lisboa
tel. 213 867 215
segunda a sexta das 13h00 às 20h00
sábados das 15h00 às 19h00

Wednesday, February 2, 2011

Fragmentos de Lugares na Paisagem

com o Director do MAC, Dr. Álvaro Lobato de Faria
Esta mostra individual de Teresa Mendonça,
FRAGMENTOS DE LUGARES NA PAISAGEM
inaugurada a 1 de Fevereiro de 2011,
marca um ponto essencial na sua carreira
pela qualidade expressiva e plástica das telas agora
expostas no MAC .
Vem com orgulho dos directores deste Espaço
e dos seus amigos e colegas,
valorizar,sem dúvida alguma
a qualidade do percurso do
MAC-Movimento Arte Contemporânea
A exposição estará patente até 25 de Fevereiro de 2011.
..."A interioridade das telas é a sua dimensão essencial, onde o plano e os micro-cosmos se encontram, partindo de um caos antecipado, até se reformularem em fragmentos de lugares de uma paisagem incerta que se insere e nos confronta."
do catálogo


vista geral direita da exposição

vista geral esquerda da exposição

vista da fundo esquerdo da Galeria

A pintora Teresa Mendonça com
o Mestre Hilário Teixeira Lopes






Álvaro Lobato de Faria
com alunos do C.M.

Teresa Mendonça e Ana Tristany,
profª de Artes no C.M.,com um amigo


Teresa Mendonça com Fernando F'Pereira



Dr Luís Mendes Machado com o director do MAC

Esc. João Duarte (de frente)
Pintora Luisa Nogueira

e Zita Hidayate


Teresa Mendonça com os amigos de infância de
"A Colmeia"- Ponta Delgada/São Miguel/Açores

Dra Antonieta Cabral, Dr Eduardo Ambar e Dra Fátima Medina


..."A cor densa da têmpera, enquanto material que veicula a cor, parece emanar, algures de dentro, abrindo caminho através da superfície abstracta da tela branca e exigindo uma estética das relações cromáticas completamente diferentes, provocando na artista, audaciosas improvisações e fortes impulsos no seu trabalho de concentração, frente ao cavalete no seu atelier, fazendo-a elaborar obras autónomas de grande expressividade e forte intensidade criadora"
do catálogo da exposição
_____________
Mais informações:
MAC – MOVIMENTO ARTE CONTEMPORÂNEA
mac@movimentoartecontemporanea.com
tel. 213850789 / 213867215 /
tm. 962670532
Rua do Sol ao Rato, 9C, 1250-260 Lisboa /
Av. Álvares Cabral, 58-60, 1250-018 Lisboa
horário:
segunda a sexta das 13:00 às 20:00
sábado das 15:00 às 19:00
domingo por marcação tm 96 267 05 32

Monday, January 10, 2011

Teresa Mendonça - Exposição MAC


O MAC-Movimento Arte Contemporânea
Convida V/Exa.para a inauguração da exposição
de pintura de

Fragmentos de lugares na paisagem


a realizar no dia 1 de Fevereiro de 2011 pelas 19:00
nos nossos espaços em Lisboa (Av. Álvares Cabral, 58/60)
A exposição estará patente até 25 de Fevereiro de 2011.

nota biografica
Maria Teresa Castro Soromenho Mendonça
nasceu em Ponta Delgada, S. Miguel/Açores, em 1948.
Formação em Artes Visuais.
Enveredou pela pintura, referenciando-se na obra de Mestre Hilário Teixeira Lopes, da qual sofre forte influência, a partir da qual desenvolve constante investigação e pesquisa plática.
Representada, exclusivamente pelo Espaço Cultural MAC – Movimento Arte Contemporânea desde 1996, tem vindo, através daquela Instituição, a realizar dezenas de exposições no país e no estrangeiro, com incidência nos países lusófonos, nomeadamente no Brasil, Cabo Verde e Guiné-bissau, em colaboração com diversos Municípios, Embaixadas e Entidades, das quais se destacam a Sociedade da Língua Portuguesa, o Centro Cultural da Embaixada de Portugal, na cidade da Praia em Cabo Verde, o Centro Cultural da Embaixada de Portugal na Guiné-bissau, na inauguração da Reitoria do Instituto Politécnico de Lisboa e em várias Câmaras Municipais do Continente e Ilhas portuguesas, sempre em colaboração com o Movimento Arte Contemporânea.
Em 2008, a convite da Câmara Municipal de São Miguel/Açores, realizou a exposição individual de pintura
“Esta cor de memórias feita”.
A sua obra tem merecido a atenção de diversos coleccionadores, estando representada em diversas colecções particulares, nacionais e estrangeiras.
Ao longo dos anos, o seu mérito tem vindo a ser reconhecido, sendo agraciada com o Prémio MAC`07 - Revelação Pintura, pelo conjunto de obras apresentadas ao longo do ano de 2007 e com o MAC`09 – Menção Honrosa Pintura.
Em Março de 2010, reforçou a parceria estabelecida entre o MAC – Movimento Arte Contemporânea e a Câmara Municipal de Aljustrel, tendo respondido ao convite destas duas instituições para a realização da exposição individual
“Histórias de outra dimensão”, realizada nas Oficinas de Formação e Animação Cultural daquele município.

  • Textos de catálogo

    A Arte é sempre a penetração da nova realidade, a retirada das cortinas do mundo visual e a reflexão do espaço misterioso. Não há Arte sem mistério.

    Mas
    Teresa Mendonça não está de forma alguma ocupada com um estudo da natureza e muito menos tenta dar uma impressão óptica de uma paisagem concreta.
    “Absorver-me no espaço natural” diz a artista, “ajuda-me a encontrar um espaço metafísico e alternativo”.

    Ao fazer isto, o olhar sensível da artista escolhe de entre a vasta multiplicidade de linha e cores existentes, unicamente aqueles motivos orientadores que a atraem pela sua novidade e lhe suscitam vagas e excitantes associações.
    A cor densa da têmpera, enquanto material que veicula a cor, parece emanar, algures de dentro, abrindo caminho através da superfície abstracta da tela branca e exigindo uma estética das relações cromáticas completamente diferentes, provocando na artista, audaciosas improvisações e fortes impulsos no seu trabalho de concentração, frente ao cavalete no seu atelier, fazendo-a elaborar obras autónomas de grande expressividade e forte intensidade criadora.

    O mundo da cor vai assim ganhando forma, coincidindo com o universo artístico de Teresa Mendonça. Nele as formas do micro e do macro-mundo flúem incessantemente em conjunto e coexistem com os elementos de diferentes dimensões, volumes e planos, nas mais diversas configurações.
    Uma tal composição capta inevitavelmente uma parte acidental do infinito.
    De um modo semelhante a uma membrana celular, os seus trabalhos permitem-lhe levar a cabo, uma espécie de troca energética com o mundo externo.
    Todas as obras deste seu ciclo, são variações do mesmo motivo paisagístico.
    O cenário de tal tarefa está ligado a uma tentativa de encontrar todas as soluções possíveis para pintar uma única ideia textual através do enriquecimento da gama de associações com ecos do passado e do presente.
    Nestes seus quadros o elemento de abstracção é claramente intensificado.
    Teresa Mendonça, alcança os mais variados e inesperados efeitos utilizando um arsenal de meios pictóricos.
    Por vezes a artista domina a massa de cores; outras vezes, é ela quem se submete à sua fúria tempestuosa.
    A multiplicidade dos modos como
    Teresa Mendonça concebe os seus quadros, oferece-nos o testemunho da luta da artista com a tela.

    Uma reincarnação mágica, parece ter lugar mesmo perante os olhos dos espectadores.
    É desta capacidade de sofrer fantásticas transformações, que a massa de cores está dotada, na sua subordinação à vontade duma criadora que se chama Teresa Mendonça e cujas obras são particularmente atraentes e inimitáveis.

    Álvaro Lobato de Faria
    Director Coordenador do MAC
    Movimento Arte Contemporânea

    A pintura de Teresa Mendonça é uma demonstração de profunda sensibilidade e amadurecimento desta arte a que se dedica.

    A sua linguagem plástica é marcada pela originalidade através de um jogo de alusões, ocultações e associações aparentemente sem nexo, que apela à experiência existencial do observador, arrastando-o para desafios que deseja enfrentar, como se fizesse parte desse mundo ali proposto.

    As suas telas mostram exercícios de criação cromática, dos quais uns derivam de sistemas de aprendizagem e outros do próprio comportamento emocional da artista com a pintura, verdadeiramente demonstrativo do empenho, do ensaio e da vontade com que Teresa Mendonça enfrenta a intimidade do espaço, da cor e da luz, na ânsia de repensar a arte e o refazer artístico.

    Podemos assim dizer que numa aposta constante da artista e presente em cada obra, o espírito é transmitido à matéria e dela é extraído o seu espírito numa diferença real entre o material e o espiritual.

    Zeferino Silva
    Director do MAC
    Movimento Arte Contemporânea


    “fragmentos de lugares da paisagem”
    terra e gente
    num só dia,
    rasgados pelo vento leste.


    Areias do deserto grande que transforma a noite em dia, onde a vida e o sonho se escondem. E vibram em lancinantes grafismos afirmando as estruturas totais que à tela se unem.
    Teresa Mendonça sublima assim a sua forma plástica, no lugar onde era o “nada” e onde, pouco a pouco,se estratificam as emoções tornadas “acto” pela linguagem que a materilização do pensamento visual permite.
    A interioridade das telas é a sua dimensão essencial, onde o plano e os micro-cosmos se encontram, partindo de um caos antecipado, até se reformularem em fragmentos de lugares de uma paisagem incerta que se insere e nos confronta.

    Maria João Franco - Pintora

_____________________________________

Mais informações:

MAC – MOVIMENTO ARTE CONTEMPORÂNEA
mac@movimentoartecontemporanea.com

tel. 213850789 / 213867215 /

tm. 962670532

Rua do Sol ao Rato, 9C, 1250-260 Lisboa /

Av. Álvares Cabral, 58-60, 1250-018 Lisboa

Tuesday, January 4, 2011

Começar o ano... "ENTRE BICHOS"...


O MAC dá as boas vindas a 2011, rendendo-se à qualidade incontestável da exposição individual de Luísa Nogueira, "Entre Bichos".
Por este motivo, bem como pelo elevado número de solicitações para agendamento de visitas, a exposição manter-se-á patente ao público até 12 de Janeiro.
Com os votos de um Feliz Ano Novo, convida-mo-lo a visitar-nos nos próximos dias, garantindo-lhe passagem directa para o mundo de sonho e poesia que a pintura de Luísa Nogueira proporciona...

As memórias do montanhês, óleo s/tela, 70x60cm

Os trágicos perfis no horizonte, óleo s/ tela, 70x60cm

A sentinela das madrugadas, óleo s/ tela, 50x40cm


A mestria de Luísa Nogueira contou também com o forte aplauso da crítica, de entre a qual destacamos o artigo "Não são bichos, são ideias" (IN Vasconcelos, José Carlos. Jornal de Letras, Artes e Ideias. Ano XXX, Nº 1049. 15 a 28 de Dezembro de 2010) da autoria do Prof. Pintor Rocha de Sousa




Mais informação sobre a pintora e exposição em
http://movimentoartecontemporanea.com/exposicoes/124/
__________________________________________