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Direcção, organização e redacção
Álvaro Lobato de Faria e Zeferino Silva

Monday, June 20, 2011

17º Aniversário - Prémios MAC`2011

O MAC inaugura no próximo dia 28 de Junho, pelas 18:30h, a exposição colectiva de Artes Plásticas, comemorativa do nosso 17º Aniversário.
17 anos passados, continuamos apostados na conquista de novas parcerias, reforçando as já estabelecidas, de modo a alargar a nossa área de trabalho e desempenho, recriando a nossa equipa de forma a estabelecer parâmetros que possam responder a quaisquer desafios no campo dos projectos nacionais e internacionais em curso.
Nessa ocasião serão atribuídos os Prémios MAC`2011 (peça escultórica da autoria de Santos Lopes) aos artistas, imprensa e entidades que mais se destacaram nos nossos espaços no período referente a 2010/2011.
Até 30 de Setembro (com interrupção para féria em Agosto) estarão patentes ao público as obras de Hilário Teixeira Lopes, João Duarte, Roberto Chichorro, Maria João Franco, Ricardo Paula, Luísa Nogueira, Artur Bual, Gil Teixeira Lopes, Malangatana, Matilde Marçal, Lourdes Leite, Teresa Mendonça, entre outros.
A todos os que connosco têm colaborado e se têm rejubilado com a nossa caminhada, deixamos o convite para que se juntem à nossa festa... A festa da arte…
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Friday, May 27, 2011

ONIK SAHAKIAN

de 2 a 22 de Junho/2011
MAC_Av. Álvares Cabral, 58-60, Lisboa


A obra de ONIK transporta um sentido.

Este sentido é o próprio movimento da energia, núcleo central da vida.

A união entre o positivo e o negativo, entre o homem e o animal, entre a noite e o dia, a mulher, a água, as estrelas, metamorfoses de luz brilhando na noite.

O espanto do não saber, conjugado com o conhecimento da realidade friamente rasgada, para deixar passar o espírito dos seres e dos objectos, cujos valores são atributo do conhecimento dos deuses.

ONIK lança como que uma escada entre os mundos do real e do irreal, palmilhando a estrada dos homens, onde caminhos perdidos, enfrentam uma beleza intraduzivel.

Em Time for wine and roses verificamos uma vez mais que ONIK utiliza habilmente as suas imagens visionárias.

O seu desenho exacto e nítido dá-nos paisagens desérticas, visões harmoniosas e cruéis pintadas com cores vibrantes, oferecendo-nos incontáveis e aliciantes leituras.

A técnica pictórica de ONIK caracteriza-se por este desenho meticuloso, numa minuciosidade quase fotográfica no tratamento dos detalhes, com um colorido muito brilhante e luminoso.

ONIK objectiva os seus sonhos metafísicos, acreditando que o essencial é sentir e que qualquer explicação inútil poderia perigosamente enfraquecer a sensação que temos ao presenciar a sua obra fantástica.

A mensagem profundamente artística, com a autonomia qualitativa que ONIK nos transmite, volta a colocar o problema que é a arte de viver, onde a arte simplesmente encontra com normalidade uma hierarquia aceite naturalmente, um lugar digno de si.

Para além do que revela, da integração e descobrimento do mundo das artes plásticas ONIK dá-nos, na invenção da forma e nas configurações cromáticas, a consciencialização e mensagem de angústia e de esperança, que simultaneamente interferem e participam no horizonte do nosso tempo.

ONIK é essencialmente um emotivo, uma personalidade de um requintado mundo sensível, para quem a Arte é o seu principal lenitivo.

O MAC - Movimento Arte Contemporânea, muito se congratula com esta nova exposição, de grande nível artístico, dotada de uma técnica rigorosa e surpreendente, de observação muito enriquecedora.

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ONIK SAHAKIAN

Onik e Dali (1968)

Nascido a 4 de Dezembro de 1936, em Teerão, na altura capital do Império Persa, Onik Sahakian pertence a uma família arménio-russa que ali se refugiou após a Revolução Bolchevique de 1917.

Pode dizer-se que as suas aptidões artísticas se revelaram cedo: aos sete anos, juntamente com um primo, Knaric Bachinian, concebe e constrói vários tipos de brinquedos e, sensivelmente com a mesma idade, inicia a sua educação artística, sobretudo nas áreas da música e da dança. Ainda muito jovem, recebe uma bolsa de estudo para frequentar o Curso de Pintura de Miniaturas Persas no famoso Honarestan Zibaé Keshwar (Instituto de Belas Artes de Teerão).

Em 1953 viaja para a União Soviética, com o objectivo de continuar o estudo do ballet e de desenvolver a sua formação artística.

Quando regressa ao Irão, ocupa o cargo de consultor do Ministério da Cultura durante cerca de dois anos e é convidado a integrar o estúdio de dança de Madame Yelena Avetisian.

É também convidado para o recém-criado Ballet Nacional do Irão, dirigido por William Dollar, durante o ano de 1956. Mas, nesse mesmo ano, parte para os E.U.A. para estudar Ciências Políticas, frequentando as aulas apenas durante um ano lectivo, findo o qual envereda, definitivamente, pelas carreiras artísticas de sua vocação.

Ingressa na Chouniard Art School de Los Angeles, Califórnia, onde conclui o Master em 1964. Paralelamente, desenvolve os seus conhecimentos sobre as técnicas dos pintores clássicos, recebendo lições particulares de vários Mestres de renome. È influenciado inicialmente pela escola francesa, depois pela italiana e, numa terceira fase, pelos autores impressionistas franceses.

Onik e Dali (1972)

Conhece pessoalmente Salvador Dali em 1958, iniciando uma relação de amizade e colaboração directa que durará dezanove anos. Fascinado pela obra de Dali, torna-se seu discípulo, e o surrealismo dalineano constituirá, seguramente, a sua maior influência.

Em 1969, muda-se de Los Angeles para Nova Iorque, onde funda a sua própria empresa de consultoria de arte e de design de jóias: a “Onik Designs Ltd.”. No mesmo ano, conhece Maria Callas (com quem tinha em comum a data de aniversário), passando a manter com ela um relacionamento de grande amizade.

A exposição de pintura e joalharia que apresenta em 1971 no Centro Rockfeller, subordinada ao tema “O Quadro e A Jóia do Mês” e com a duração de um ano, vai proporcionar-lhe amplo reconhecimento por parte do público e nas páginas centrais dos mais importantes jornais e revistas de Nova Iorque.

É nomeado Consultor de Arte do Centro Cultural Niavran de Teerão, em 1976. Neste Centro, patrocinado pela Imperatriz Farah Pahlavi, trabalha directamente com Haydeh Changizian, prima-ballerina do Irão.

Radica-se em Portugal em 1987, decidido a suspender as suas actividades artísticas, que no entanto retomará por influência e impulso de Ana Maria Botelho, com quem contacta pela primeira vez em 1990.

O talento de Onik Sahakian é polifacetado, expressando-se pela pintura, joalharia (muitas das jóias usadas por Dali e Gala são de sua autoria), escultura, cenografia e guarda-roupa para ballet.

Ao longo da sua carreira, tem exposto em todo o mundo, sobretudo nos continentes americano e europeu, tendo apresentado mais de 40 exposições e sido mencionado em centenas de revistas, jornais e livros a nível mundial.

Monday, May 2, 2011

HILÁRIO TEIXEIRA LOPES

A Expressão de Sentimentos
de 3 a 27 de Maio / 2011

A vida e a obra de um artista decorrem em sentido paralelo, são duas facetas do mesmo ser, duas vertentes de uma única personalidade.

A vida e a obra do Mestre Hilário Teixeira Lopes decorrem da energia imanente dos seus estados anímicos, expressos através dos instrumentos próprios da arte.

Pintar, torna-se então uma experiência tangível e sensorial, um estado de intensa emotividade, que enquadra as alegrias e tristezas próprias do Homem e as experiências que decorrem do seu espaço-tempo vivido.

Sobre a vida e sobre a tela, ressaltam ímpetos de criação, orquestrados segundo ordens diversas de sentimentos.

Onde antes se adivinhava o vazio, aparece agora a vigorosa materialidade da cor, potenciando as mais diversas figuras que a nossa imaginação quiser libertar.

A força estética de Hilário Teixeira Lopes, a sua qualidade artística mais íntima, nasce dessa convivência entre formas ricas e espontaneidades aparentemente incontroladas, potenciadas entre criador e fruidor, ora na forma ardente e comprometedora dos vermelhos voluptuosos, ora no perfeito equilíbrio de sensações estabelecido pela frieza calmante dos azuis.

Presentemente, todo o espaço é mais espraiado e as composições mais abertas, mais lumínicas, mais sintéticas.

Numa ausência de figuração, porque não a há, os gritos de cor aparentemente aleatórios, indeterminados ou ambíguos, ecoam sobre o céu branco da tela, difundindo magia em pinceladas largas.

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Thursday, March 31, 2011

Ricardo Paula no MAC / Abril 2011

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CINDERELA
parto hoje à meia-noite para o fim

de 5 a 29 de Abril / 2011
av. álvares cabral, 58-60, lisbo
a

A Cinderela, a fada-madrinha e as mulheres passarinho
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Depois de mais de um ano de ausência, Ricardo Paula apresenta agora no MAC duas exposições que, aparentemente díspares, se cruzam em descrições que mostram e escondem enredos de amor e desamor, príncipes e princesas, fadas e irmãs malvadas, e em que se pressente a existência de uma atmosfera de tensão irónica. E erótica. Um quotidiano carnal, íntimo, onde se adivinha a permanência do desejo.
"Cinderela, parto hoje à meia-noite para o fim" e "A tua saia e o azul mais escuro da noite" são exposições filiadas no vigor da neo-figuração, que reflectem uma identidade entrelaçada em mitos populares, lúdicos e familiares, vivenciados em atmosferas inequivocamente azuladas, nebulosas, onde se adivinham tramóias mágicas, arquitectadas no universo do eterno feminino.
Sentimentos por vezes embaraçosos, que passam pelo pulsar do corpo e arrepio da pele, são enaltecidos e sancionados nestas duas exposições, numa travessia de ambiguidades que resulta das horas de efabulação a que o pintor se dedica, despovoando a nossa memória do imaginário tradicional, mas permanecendo no território do que pode ser reinventado, dito e documentado em tela.
Nada sobra, nem um só traço que não seja essencial...
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A Tua Saia e o Azul mais Escuro da Noite

de 5 a 29 de Abril / 2011
rua do sol ao rato, 9/c, lisbo
a

Eco de uma carta

A lua
























O Beijo
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Wednesday, February 23, 2011

Nova exposição no MAC

ensaio/tec mista s.papel

TERESA RIBEIRO
pintura


Ecos e Ressonâncias

Perplexidades e dinamismos dum olhar fecundo
 
É ambição do artista encontrar uma linguagem pessoal para se exprimir.
Esta questão nunca se colocou para Teresa Ribeiro, pintora que recusa a fácil, plácida e estéril auto-satisfação de quem julga ter um domínio perfeito do seu ofício, limitando-se por isso a repetir fórmulas e aplicar técnicas de modo mecânico. Neste caso, a arte previsível encontra-se exilada.
Em mais de vinte anos de actividade, cerca de uma dezena de ciclos têm vindo a suceder-se um atrás do outro. Por vezes germinam lado a lado, mas não raro acontecem como que por rupturas bruscas, seguindo-se uma destruição repentina a uma longa gestação. Porém, convém desconfiar das aparências.
Da destruição aparente, surge então um novo ciclo, que parece tomar as devidas distâncias do seu antecessor, numa ânsia febril de desafiar as metas atingidas e os limites conhecidos, para experimentar novos caminhos, procurar novas formas e equilíbrios, arrancando-os, entre o fascínio e a repulsa, do abismo informe que antecede o momento criador.
A sedução da procura revela-se como sendo a própria essência da pintura de Teresa Ribeiro. Para além da eloquência da obra, para dissipar as dúvidas bastaria ler os nomes das suas exposições e dos seus quadros, que apontam sempre e inequivocamente, especialmente quando lidos como um todo, para um caos do qual é urgente fazer surgir a ordem, um espanto imperioso perante os enigmas da criação e da vida, uma alegria genuína perante cada nova e inesperada descoberta, uma interrogação permanente e insatisfeita... E o que as palavras calam, as cores e as formas comunicam.
Pintar, para Teresa Ribeiro, é um acto afirmativo, em que as várias instâncias criativas convivem simultaneamente: revolta e aceitação existencial, questionamento e pacificação filosófica, jogo excitante e trabalho árduo. E é também momento solene de investigação estética. Da tapeçaria à tela, da tela ao papel, texturas e nervuras, cheios e vazios, vigor e suavidade, dureza e ternura, linhas e formas, conseguem expressar-se e atingir um rigor e uma elegância formal requintados. As rupturas bruscas definem-se então, na verdade, mostrando uma continuidade feita de pequenos sinais quase imperceptíveis, minúsculos germes destinados a transformarem-se em criaturas e criações por vezes poderosas ou fantasmáticas. Rostos que espreitam, memórias antigas, sugestões de fugas, figurações alusivas, fardos vindos de tempos ancestrais, sonhos de voos, imaginações indistintas, geometrias planas e volumes insinuantes, gestualismo solto ou rasgado, trajectos que fluem e que de repente estacam e mudam de rumo… porque há sempre mundos antes impensados para explorar.
E assim chegam os Ecos e ressonâncias. Mas enquanto nós os vemos, para a sua criadora talvez eles já lá não estejam. O olhar dela tem outros horizontes. Poderemos colhê-los, um dia, quando estiverem maduros. Aqui os aguardamos.
 
Sebastiana Fadda


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O MAC - Movimento Arte Contemporânea
convida V/Exa. para a inauguração
da exposição individual de
Teresa Ribeiro,
Ecos e Ressonâncias,
no dia 1 de Março pelas 19:00

a realizar nos nossos espaços em Lisboa (Av. Álvares Cabral, 58/60),

A mostra estará patente até 31 de Março de 2011.
____________________________________________
MAC - Movimento Arte Contemporânea
Rua do Sol ao Rato, 9C, 1250-260 Lisboa
tel. 213 850 789
Av. Álvares Cabral, 58/60, 1250-018 Lisboa
tel. 213 867 215
segunda a sexta das 13h00 às 20h00
sábados das 15h00 às 19h00

Wednesday, February 2, 2011

Fragmentos de Lugares na Paisagem

com o Director do MAC, Dr. Álvaro Lobato de Faria
Esta mostra individual de Teresa Mendonça,
FRAGMENTOS DE LUGARES NA PAISAGEM
inaugurada a 1 de Fevereiro de 2011,
marca um ponto essencial na sua carreira
pela qualidade expressiva e plástica das telas agora
expostas no MAC .
Vem com orgulho dos directores deste Espaço
e dos seus amigos e colegas,
valorizar,sem dúvida alguma
a qualidade do percurso do
MAC-Movimento Arte Contemporânea
A exposição estará patente até 25 de Fevereiro de 2011.
..."A interioridade das telas é a sua dimensão essencial, onde o plano e os micro-cosmos se encontram, partindo de um caos antecipado, até se reformularem em fragmentos de lugares de uma paisagem incerta que se insere e nos confronta."
do catálogo


vista geral direita da exposição

vista geral esquerda da exposição

vista da fundo esquerdo da Galeria

A pintora Teresa Mendonça com
o Mestre Hilário Teixeira Lopes






Álvaro Lobato de Faria
com alunos do C.M.

Teresa Mendonça e Ana Tristany,
profª de Artes no C.M.,com um amigo


Teresa Mendonça com Fernando F'Pereira



Dr Luís Mendes Machado com o director do MAC

Esc. João Duarte (de frente)
Pintora Luisa Nogueira

e Zita Hidayate


Teresa Mendonça com os amigos de infância de
"A Colmeia"- Ponta Delgada/São Miguel/Açores

Dra Antonieta Cabral, Dr Eduardo Ambar e Dra Fátima Medina


..."A cor densa da têmpera, enquanto material que veicula a cor, parece emanar, algures de dentro, abrindo caminho através da superfície abstracta da tela branca e exigindo uma estética das relações cromáticas completamente diferentes, provocando na artista, audaciosas improvisações e fortes impulsos no seu trabalho de concentração, frente ao cavalete no seu atelier, fazendo-a elaborar obras autónomas de grande expressividade e forte intensidade criadora"
do catálogo da exposição
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Mais informações:
MAC – MOVIMENTO ARTE CONTEMPORÂNEA
mac@movimentoartecontemporanea.com
tel. 213850789 / 213867215 /
tm. 962670532
Rua do Sol ao Rato, 9C, 1250-260 Lisboa /
Av. Álvares Cabral, 58-60, 1250-018 Lisboa
horário:
segunda a sexta das 13:00 às 20:00
sábado das 15:00 às 19:00
domingo por marcação tm 96 267 05 32