créditos

Direcção, organização e redacção
Álvaro Lobato de Faria e Zeferino Silva

Saturday, September 3, 2011

Fernando d'F. Pereira


Continuação III
de 6 a 28 Setembro/2011
Rua do Sol ao Rato 9/C Lisboa


Cegonha Mágica

Estar perante a pintura de Fernando d’ F. Pereira é estar diante de um mundo muito próprio em que a obra se oferece ao fruidor num espectáculo de cor e forma, e e
m que estas se autodeterminam para aparência do acaso.
F. Pereira não se inscreve enquanto criativo no mundo massific
ado da arte global. Antes, dela se distancia na medida em que não se detecta qualquer influência próxima, não pondo de lado contudo o manancial de saber que advém do conhecimento de toda a pintura anterior, desde um Pollock a um De Kooning, passando mesmo por um Du Buffet, tendo contudo sabido traduzir a síntese de todas as correntes estéticas do século XX num modo muito peculiar de operar no campo plástico a sua interioridade pelo prazer lúdico com que manipula os diversos materiais.


Menino do Arco

Esse modo de prazer, de fazer acidental em que formas e figuras parecem surgir do acaso, tornando-se inteligíveis pela forma dinâmica como se relacionam no campo plástico.

É um jogo de pequenas e grandes áreas que se vão tornando conotáveis ao olhar e capacidade de captação e relação formal, criando uma rede de encenação como que divindades saindo de um plasma inicial. Isto provém da alta técnica de Fernando d’ F. Pereira no uso dos materiais e no tratamento das cores.



O Galo

Confirmando o talento e a alta qualidade do autor desta mostra, eis o motivo pelo qual nos sentimos compensados com esta exposição de Fernando d’ F. Pereira agora patente no MAC-Movimento Arte Contemporânea.


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Saturday, July 2, 2011

17º Aniversário _ A Festa...

Decorreu no passado dia 28, com a habitual animação, a inauguração da Exposição Colectiva Comemorativa do 17º Aniversário MAC, onde teve lugar a cerimónia de entrega dos Prémios MAC`2011.
Foram muitos os premiados e, uma vez mais, reuniram-se à nossa volta os amigos de sempre para em conjunto fazermos a Festa da Arte.

Os anfitriões...
Zeferino Silva e Álvaro Lobato de Faria


A animada equipa do Cartaz das Artes
Alice Alves, Carla Mendes, Vera Sobral e João Paulo Sacadura

Álvaro Lobato de Faria com...
Maria Georgina Castela e Helena Queiróz

Don António Calderón



Matilde Marçal, Gil Teixeira Lopes, Graciete Rosa Rosa, João Duarte, Roberto Chichorro e Graça Costa


Alberto Gordillo, Hadi Changizian, Romeo Niram, Gil Teixeira Lopes e António Calderón

Álvaro Lobato de Faria à conversa com...
O repórter da NIRAM Art Magazine

O pintor Hilário Teixeira Lopes e a Presidente da Sociedade de Língua Portuguesa, Dra. Elsa Rodrigues dos Santos

A pintora Teresa Mendonça foi uma das grandes surpresas da noite, distinguida com o Prémio MAC`2011 Hilário Teixeira Lopes

Monday, June 20, 2011

17º Aniversário - Prémios MAC`2011

O MAC inaugura no próximo dia 28 de Junho, pelas 18:30h, a exposição colectiva de Artes Plásticas, comemorativa do nosso 17º Aniversário.
17 anos passados, continuamos apostados na conquista de novas parcerias, reforçando as já estabelecidas, de modo a alargar a nossa área de trabalho e desempenho, recriando a nossa equipa de forma a estabelecer parâmetros que possam responder a quaisquer desafios no campo dos projectos nacionais e internacionais em curso.
Nessa ocasião serão atribuídos os Prémios MAC`2011 (peça escultórica da autoria de Santos Lopes) aos artistas, imprensa e entidades que mais se destacaram nos nossos espaços no período referente a 2010/2011.
Até 30 de Setembro (com interrupção para féria em Agosto) estarão patentes ao público as obras de Hilário Teixeira Lopes, João Duarte, Roberto Chichorro, Maria João Franco, Ricardo Paula, Luísa Nogueira, Artur Bual, Gil Teixeira Lopes, Malangatana, Matilde Marçal, Lourdes Leite, Teresa Mendonça, entre outros.
A todos os que connosco têm colaborado e se têm rejubilado com a nossa caminhada, deixamos o convite para que se juntem à nossa festa... A festa da arte…
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Friday, May 27, 2011

ONIK SAHAKIAN

de 2 a 22 de Junho/2011
MAC_Av. Álvares Cabral, 58-60, Lisboa


A obra de ONIK transporta um sentido.

Este sentido é o próprio movimento da energia, núcleo central da vida.

A união entre o positivo e o negativo, entre o homem e o animal, entre a noite e o dia, a mulher, a água, as estrelas, metamorfoses de luz brilhando na noite.

O espanto do não saber, conjugado com o conhecimento da realidade friamente rasgada, para deixar passar o espírito dos seres e dos objectos, cujos valores são atributo do conhecimento dos deuses.

ONIK lança como que uma escada entre os mundos do real e do irreal, palmilhando a estrada dos homens, onde caminhos perdidos, enfrentam uma beleza intraduzivel.

Em Time for wine and roses verificamos uma vez mais que ONIK utiliza habilmente as suas imagens visionárias.

O seu desenho exacto e nítido dá-nos paisagens desérticas, visões harmoniosas e cruéis pintadas com cores vibrantes, oferecendo-nos incontáveis e aliciantes leituras.

A técnica pictórica de ONIK caracteriza-se por este desenho meticuloso, numa minuciosidade quase fotográfica no tratamento dos detalhes, com um colorido muito brilhante e luminoso.

ONIK objectiva os seus sonhos metafísicos, acreditando que o essencial é sentir e que qualquer explicação inútil poderia perigosamente enfraquecer a sensação que temos ao presenciar a sua obra fantástica.

A mensagem profundamente artística, com a autonomia qualitativa que ONIK nos transmite, volta a colocar o problema que é a arte de viver, onde a arte simplesmente encontra com normalidade uma hierarquia aceite naturalmente, um lugar digno de si.

Para além do que revela, da integração e descobrimento do mundo das artes plásticas ONIK dá-nos, na invenção da forma e nas configurações cromáticas, a consciencialização e mensagem de angústia e de esperança, que simultaneamente interferem e participam no horizonte do nosso tempo.

ONIK é essencialmente um emotivo, uma personalidade de um requintado mundo sensível, para quem a Arte é o seu principal lenitivo.

O MAC - Movimento Arte Contemporânea, muito se congratula com esta nova exposição, de grande nível artístico, dotada de uma técnica rigorosa e surpreendente, de observação muito enriquecedora.

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ONIK SAHAKIAN

Onik e Dali (1968)

Nascido a 4 de Dezembro de 1936, em Teerão, na altura capital do Império Persa, Onik Sahakian pertence a uma família arménio-russa que ali se refugiou após a Revolução Bolchevique de 1917.

Pode dizer-se que as suas aptidões artísticas se revelaram cedo: aos sete anos, juntamente com um primo, Knaric Bachinian, concebe e constrói vários tipos de brinquedos e, sensivelmente com a mesma idade, inicia a sua educação artística, sobretudo nas áreas da música e da dança. Ainda muito jovem, recebe uma bolsa de estudo para frequentar o Curso de Pintura de Miniaturas Persas no famoso Honarestan Zibaé Keshwar (Instituto de Belas Artes de Teerão).

Em 1953 viaja para a União Soviética, com o objectivo de continuar o estudo do ballet e de desenvolver a sua formação artística.

Quando regressa ao Irão, ocupa o cargo de consultor do Ministério da Cultura durante cerca de dois anos e é convidado a integrar o estúdio de dança de Madame Yelena Avetisian.

É também convidado para o recém-criado Ballet Nacional do Irão, dirigido por William Dollar, durante o ano de 1956. Mas, nesse mesmo ano, parte para os E.U.A. para estudar Ciências Políticas, frequentando as aulas apenas durante um ano lectivo, findo o qual envereda, definitivamente, pelas carreiras artísticas de sua vocação.

Ingressa na Chouniard Art School de Los Angeles, Califórnia, onde conclui o Master em 1964. Paralelamente, desenvolve os seus conhecimentos sobre as técnicas dos pintores clássicos, recebendo lições particulares de vários Mestres de renome. È influenciado inicialmente pela escola francesa, depois pela italiana e, numa terceira fase, pelos autores impressionistas franceses.

Onik e Dali (1972)

Conhece pessoalmente Salvador Dali em 1958, iniciando uma relação de amizade e colaboração directa que durará dezanove anos. Fascinado pela obra de Dali, torna-se seu discípulo, e o surrealismo dalineano constituirá, seguramente, a sua maior influência.

Em 1969, muda-se de Los Angeles para Nova Iorque, onde funda a sua própria empresa de consultoria de arte e de design de jóias: a “Onik Designs Ltd.”. No mesmo ano, conhece Maria Callas (com quem tinha em comum a data de aniversário), passando a manter com ela um relacionamento de grande amizade.

A exposição de pintura e joalharia que apresenta em 1971 no Centro Rockfeller, subordinada ao tema “O Quadro e A Jóia do Mês” e com a duração de um ano, vai proporcionar-lhe amplo reconhecimento por parte do público e nas páginas centrais dos mais importantes jornais e revistas de Nova Iorque.

É nomeado Consultor de Arte do Centro Cultural Niavran de Teerão, em 1976. Neste Centro, patrocinado pela Imperatriz Farah Pahlavi, trabalha directamente com Haydeh Changizian, prima-ballerina do Irão.

Radica-se em Portugal em 1987, decidido a suspender as suas actividades artísticas, que no entanto retomará por influência e impulso de Ana Maria Botelho, com quem contacta pela primeira vez em 1990.

O talento de Onik Sahakian é polifacetado, expressando-se pela pintura, joalharia (muitas das jóias usadas por Dali e Gala são de sua autoria), escultura, cenografia e guarda-roupa para ballet.

Ao longo da sua carreira, tem exposto em todo o mundo, sobretudo nos continentes americano e europeu, tendo apresentado mais de 40 exposições e sido mencionado em centenas de revistas, jornais e livros a nível mundial.

Monday, May 2, 2011

HILÁRIO TEIXEIRA LOPES

A Expressão de Sentimentos
de 3 a 27 de Maio / 2011

A vida e a obra de um artista decorrem em sentido paralelo, são duas facetas do mesmo ser, duas vertentes de uma única personalidade.

A vida e a obra do Mestre Hilário Teixeira Lopes decorrem da energia imanente dos seus estados anímicos, expressos através dos instrumentos próprios da arte.

Pintar, torna-se então uma experiência tangível e sensorial, um estado de intensa emotividade, que enquadra as alegrias e tristezas próprias do Homem e as experiências que decorrem do seu espaço-tempo vivido.

Sobre a vida e sobre a tela, ressaltam ímpetos de criação, orquestrados segundo ordens diversas de sentimentos.

Onde antes se adivinhava o vazio, aparece agora a vigorosa materialidade da cor, potenciando as mais diversas figuras que a nossa imaginação quiser libertar.

A força estética de Hilário Teixeira Lopes, a sua qualidade artística mais íntima, nasce dessa convivência entre formas ricas e espontaneidades aparentemente incontroladas, potenciadas entre criador e fruidor, ora na forma ardente e comprometedora dos vermelhos voluptuosos, ora no perfeito equilíbrio de sensações estabelecido pela frieza calmante dos azuis.

Presentemente, todo o espaço é mais espraiado e as composições mais abertas, mais lumínicas, mais sintéticas.

Numa ausência de figuração, porque não a há, os gritos de cor aparentemente aleatórios, indeterminados ou ambíguos, ecoam sobre o céu branco da tela, difundindo magia em pinceladas largas.

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Thursday, March 31, 2011

Ricardo Paula no MAC / Abril 2011

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CINDERELA
parto hoje à meia-noite para o fim

de 5 a 29 de Abril / 2011
av. álvares cabral, 58-60, lisbo
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A Cinderela, a fada-madrinha e as mulheres passarinho
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Depois de mais de um ano de ausência, Ricardo Paula apresenta agora no MAC duas exposições que, aparentemente díspares, se cruzam em descrições que mostram e escondem enredos de amor e desamor, príncipes e princesas, fadas e irmãs malvadas, e em que se pressente a existência de uma atmosfera de tensão irónica. E erótica. Um quotidiano carnal, íntimo, onde se adivinha a permanência do desejo.
"Cinderela, parto hoje à meia-noite para o fim" e "A tua saia e o azul mais escuro da noite" são exposições filiadas no vigor da neo-figuração, que reflectem uma identidade entrelaçada em mitos populares, lúdicos e familiares, vivenciados em atmosferas inequivocamente azuladas, nebulosas, onde se adivinham tramóias mágicas, arquitectadas no universo do eterno feminino.
Sentimentos por vezes embaraçosos, que passam pelo pulsar do corpo e arrepio da pele, são enaltecidos e sancionados nestas duas exposições, numa travessia de ambiguidades que resulta das horas de efabulação a que o pintor se dedica, despovoando a nossa memória do imaginário tradicional, mas permanecendo no território do que pode ser reinventado, dito e documentado em tela.
Nada sobra, nem um só traço que não seja essencial...
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A Tua Saia e o Azul mais Escuro da Noite

de 5 a 29 de Abril / 2011
rua do sol ao rato, 9/c, lisbo
a

Eco de uma carta

A lua
























O Beijo
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